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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Estelita Silveira Vieira - Litinha




Nem bem esfriou o motor do carro da viagem que fizemos a Pelotas, Rio Grande, Cassino, São Lourenço do Sul, esquentamos novamente a máquina e “rumbiamos pa la frontera denovamente”.

                            Litinha
Bueno, não foi uma viagem pura e simples, pois infelizmente saímos às pressas, no sábado de manhã. Às nove horas passamos pela ponte do Guaíba e às quatro horas da tarde já estávamos em Uruguaiana, pois nossa querida Estelita, a Litinha, que estava na família de los Santos Moraes a bem uns sessenta anos veio a falecer com 85 anos de idade.

                            Litinha, Maria do Carmo, Liliana e Silvio

Esta mulher, verdadeira mulher maravilha, desde jovem passou a trabalhar com Silvio Charão Moraes, e quando este casou com Maria do Carmo de los Santos, tia de Sandra minha mulher, passou então a fazer parte desta família ajudando a criar e educar não só a Sandra, quando esta ainda morava com vovó Maria Dolores – Maruja que em castelhano se pronuncia Marurra, como e principalmente o menino Silvinho de los Santos Moraes, que falecera jovem antes de completar seus quinze anos, em 1978.


                                  Liliana.

Após esse trágico desenlace, Litinha continuou na Família e passou a cuidar da filha de Maria do Carmo e Silvio, a então bebezinha Liliana de los Santos Moraes, el azogue de la Pampa. A ligeirinha, a treme-terra. A linda capetinha da fronteira.

Algum tempo após a morte prematura de Silvinho, Litinha viu partir dona Maria Dolores de los Santos Haois, vovó Maruja, a matriarca, depois foi a vez de sua filha Maria do Carmo de los Santos Moraes, e em seguida também do próprio Silvio Charão Moraes, homem buenacho, taita, macanudo como ele só.

Mas Litinha aguentou firme todas estas perdas, mas agora foi a tua vez Litinha, mas tu viverás em nossas lembranças como a pequenina grande mulher que jamais se acovardou, lutou, chorou, educou, trabalhou e cuidou como ninguém daqueles que a ti foram confiados, pois eras parte da família.

Agora estavas criando, educando, amando o Lorenzo, filho da Liliana, quem tu criaste como filha, que mesmo ainda não compreendendo o que aconteceu sentirá muito a tua falta, pois um pedacinho de ti faltará na vida desse jovenzinho lindo.

                           Lorenzo
Foste uma gigante, foste uma heroína, que deste o teu sangue para criar aqueles que não eram do teu sangue. Não tivestes filhos, mas deixastes não só a Liliana órfã, mas todos nós, que de uma maneira ou outra te amamos como uma mãe.


                          Liliana.

A própria Monica de los Santos Teixeira, minha filha ficou também órfã de ti Litinha, velha guerreira e muito chorou com a tua partida, assim como a Géli, a Fernanda, o Adriano, o João, a Edimara, a Iva, a Roberta, a Luana e todos os outros que tanto te amavam.


                                      Liliana.

Mas sempre vamos lembrar de ti como a nossa incansável mãe, conselheira, amiga. Pois tu eras doce como a abóbora caramelizada que fazias, mas eras também de cerne duro na hora de dar broncas. Broncas bem merecidas no piazedo.

                          Litinha.

Jamais levantaste a mão para ninguém, mas darias tua vida em defesa dos teus “filhos”.

Hoje, Litinha, por querer de Liliana, que tanto te ama, compartilhas o mesmo Jazigo onde estão Dona Maruja, Maria do Carmo e Silvio, e se Silvinho aí não está é porque ele está sepultado na Catedral de Uruguaiana, mas todos estão novamente juntos.

Ficamos sós, mas contigo no coração.

7 comentários:

  1. Olá, amada filha.
    Todos nós, ao lembrarmos desta guerreira vamos sempre sentir sua falta, pois ela era ímpar.
    Beijos.

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  2. Respostas
    1. Caríssima Géli.
      Perdemos a nossa velha guerreira, mas ganhamos um raio de esperança que ela soube plantar em cada um de nós, e ela viverá sempre em nossa lembrança.
      E este viver deve ser aproveitado como algo que une todos num mesmo caminho. O caminho da esperanças e da amizade.
      Beijos ternos e doces em teu terno e doce coração.

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  3. chorei novamente... a emoção aflora... um enorme perda para toda família, a Lita tinha uma luz própria que iluminava a todos... mas seu brilho nunca se apagará, pois ela deixou um pouquinho dessa luz em cada um de nós! Nossa estrela, nossa Estelita!
    como citei no dia da sua partida: "Estelita, Lita, Litinha... tu és a prova viva de que para ser da família não precisa ter o mesmo sangue, desde pequenininha eu tinha certeza que tu não irias morrer nunca, hoje vi que me enganei... tu também se foi, assim como uma vela, tua chama se apagou. Cumpriste teu papel com maestria, dedicou tua vida toda aos teus, não tiveste filhos do teu ventre, mas deixaste muitos órfãos, inclusive dentre eles me sinto um pouco tua órfã... dentro do teu corpinho miúdo, eras “forte, aguerrida e brava”, teus ombros eram pequenos, mas na hora que precisávamos deles, se transformavam em ombros largos, quantas vezes desabafei e chorei neles... sempre estava disposta a ouvir e dar conselhos, enxugar lágrimas e arrancar sorrisos... nunca, mas nunca te vi cansada, frágil ou pra baixo, a alegria era uma constante na tua vida, uma inspiração maravilhosa para mim que muitas vezes me sentia fraca, chorosa e cansada da vida... Litinha amada, sentirei muita falta do teu guisadinho de abóbora, do arroz de leite, da abóbora caramelada, da cerveja na caneca para não nos descobrirem que estavamos bebendo, do teu sorriso fácil, do mate amigo, das conversas na varanda dos fundos acompanhada da Pepê e do Dunga, da alegre recepção no portão, da tua mania de limpeza, do teu altruísmo, da vontade louca de ver todo mundo feliz na tua volta... que falta tu vais fazer... mas ainda acredito que nunca irás morrer, pessoas que nem tu deveriam ser proibidas de partir... hoje te juntas ao tio Silvio e a tia Maria, teus companheiros e amigos de toda vida, teus amigos de jornada, hoje foste para o meio deles, não estarás sozinha, nós que ficaremos mais sós, sem ti... Adeus Litinha, vai em paz, a mesma paz que transmitiste a todos que a cercavam!!"
    Sentiremos muito a falta dela!
    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10151745348475723&set=a.10150103310430723.277967.597645722&type=1&theater

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    1. Caríssima Edimara...
      ...
      ...

      (recompondo-me da emoção e lágrimas)
      Caríssima Edimara, tuas palavras são o retrato exato do que a Litinha plantou em cada um de nós. Emoção. Amizade. Ternura. Força. Bravura, e tudo mais que pudermos dizer desta gigante tão pequenina. Desta pequena grande fortaleza. E que sirvam para nós como ensinamento o seu estilo, o seu caráter e sua grande nobreza em doa-se como ela fez.
      A passagem de Litinha em nossas vidas foi necessária para aprendermos a enfrentar a vida como ela enfrentava, de amar, de doar-se, de compreender, de educar, de ouvir, de aconselhar.
      Litinha era única.
      Devemos agora enxugar as lágrimas e lembrar dela nos seus bons momento, assim fazendo de certo estaremos agindo como ela gostaria.
      Sentiremos sim a falta dela, muita falta.
      Beijos, mil beijos e que ela esteja sempre em nossas lembranças.

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    2. nossas lágrimas são de saudade e felicidade por ter compartilhado de tantos momentos maravilhosos ao lado dela! tua homenagem foi fantástica! amei! obrigada pelo carinho!

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