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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Afogamento.


Corria o ano de 1947, papai para dar um divertimento aos filhos que quase nada tinham para brincar, não havia games, computador, celular, nada que essa gurizada já nasce usando e vivem reclamando, fez com uma velha corda um balanço na porta de um grande galpão aos fundos da pobre casa. Quase todas eram de pobres a miseráveis a não ser de uma pequena, abastada, fleumática e burra burguesia que moravam em palacetes e casarões na cidade de Pelotas.


Para passar o tempo muitas vezes ficávamos à janela da sala olhando o bucólico movimento da rua. Cachorros, cavalos e vacas, que lerdas pastavam do outro lado da cerca em enorme campo que se estendia da frente de nossa casa até o Parque Sousa Soares e nenhuma construção havia naquele imenso espaço vazio.

Durante a semana passava em frente a nossa casa uma ou duas fubicas que serviam para que fizéssemos enorme algazarra ao ver aquelas geringonças rodando rua a fora.

                 Joaquim e Ieda

O balanço passou a ser a brincadeira de Ieda e Joaquim, já adultos feitos, ela com 8 anos e ele com 4 aninhos, eu não havia completado ainda dois anos.

Brincavam, riam, se divertiam.


Nesse galpão havia dois tanques. Um pequeno onde mamãe eventualmente lavava roupas, pois geralmente ela fazia em uma tina que havia no meio do pátio e outro tanque grande onde ela reservava água para algumas necessidades, já que o abastecimento era precário.

No pátio interno da casa havia um terceiro tanque, que sempre bem limpo e bem coberto servia em último caso para beber, fora enorme barril que mamãe mantinha na cozinha, sempre com água fresca, não só para beber como para cozinhar.

Deste galpão, por uma porta interna se entrava na latrina. Latrina essa equipada com o que havia de mais moderno, pois no lugar do profundo buraco fétido e cheio de excrementos humanos o que tínhamos era o que toda a vizinhança tinha, o valoroso cabungo. (leia Cabungueiros e seus cabungos, publicado neste blogue em 03 de março de 2012).

Certa feita meus irmão resolveram me colocar naquele tosco balanço, sem nenhuma segurança.

E conforme Ieda e Joaquim revezavam-se a me empurrar, mais alto ia e quanto mais alto mais assombrado eu ficava.

Num determinado momento Ieda empurrou-me com tanta força que meus pezinhos quase tocaram as folhas de zinco ondulado que cobriam aquele velho galpão. Neste momento meus bracinhos não suportando mais o peso de meu esquálido corpo fez com que minhas mãos soltassem a corda e num instante despenquei dento daquele enorme tanque, afundando imediatamente.


Nada mais me lembro deste fatídico dia, pois no momento em que mergulhei nas águas frias e para mim, profundas daquele enorme tanque, as coisas se apagaram e tudo mais sei de ouvir minha mãe contar.

Sem saber o que fazer Ieda e Joaquim, apavorados correram para dentro de casa e se esconderam em um dos quartos.

Mamãe que estava na cozinha, como sempre cozinhando, fazia ela a janta, ao ver os dois correndo miudinho e apavorados para dentro de casa, no seu 6º, 7º, 8º, milésimo sentido percebeu que algo de errado estava acontecendo, e como uma flecha correu para o galpão escuro, já que o Sol estava se pondo.


Sabia ela que eu estava com eles brincando e não me encontrando, sua fera interior aflorou e ela como uma gata correu para o taque e nele literalmente mergulhou, ali me encontrou submerso já quase me afogado.

Por um de meus pés levantou-me para fora d’água e no desespero começou a bater firme e forte em minhas costas, mantendo-me meio de cabeça para baixo.

Neste instante, já quase no derradeiro instante eu abri o tarro e comecei a chorar.

Minha amada (sorrateiras lágrimas) mãe!

Pela segunda vez me deste a vida. (mais lágrimas sorrateiras).

Minha heroína amada. Minha salvadora.



No mesmo instante, inteirado do ocorrido, noite já escura como breu, papai, que havia a pouco chegado do Quartel, num repente foi até o velho galpão e retirou o balanço e nunca mais tivemos onde nos balançar.

domingo, 25 de outubro de 2015

O Quintal


No quintal de minha casa eu era o rei, onde juntamente com meu irmão construía cidades de casinhas de barro, tínhamos nossas fazendas cheias de boizinho de sabuco de milho, cavalinhos também de barro, caminhõezinhos de lata de azeite e caixas de goiabada, e que juntávamos centenas de florzinhas das cercas-vivas brancas parecidas com estrelinhas e íamos enfiando-as em cordões fazendo colares e pulseiras para as nossas irmãs e amiguinhas que brincavam eventualmente em nosso quintal.


Éramos tão felizes dentro daquela vidinha pobre, mas tão rica em coisas nossas.

O quintal era nosso.

O quintal era o nosso mundo.


E neste quintal, ou dentro de nossa casa desde menininho ouvia minha saudosa mãe Quininha e Vovó Bibira nos contando histórias maravilhosas e a elas juntavam as histórias que minha irmã mais velha aprendia na escola e eu ficava embevecido, alegre e muitas vezes com medo do Saci Pereré, o negrinho de uma perna só com seu gorrinho vermelho, endiabrado fazendo travessuras e dando cachimbadas.


Das Iaras, do Curipira, o jovenzinho com os pezinhos virados para trás que defendia os animais das florestas contra os perversos caçadores, do Mboi-tatá, a cobra de fogo que andava pelos campos assustando os viajores nas noites escuras.


Da mula sem cabeça, apavorante que cuspia fogo, do Boi-da-cara-preta, que assustava as criancinhas que não queriam dormir, do Bicho-Papão, que assustava as criancinhas desobedientes e de tantos outros personagens do folclore brasileiro, como as Iaras ou Mãe D’Água, sereias dos rios de belas vozes que cantavam e encantavam; do Lobisomem brasileiro, que ainda povoa o imaginário das pessoas do interior do Brasil Central e Nordeste, que se transformava nas noites de Lua Cheia, do Corpo-seco, da Mãe-de-ouro, da Comadre Florzinha, da Pisadeira, do Velho do Saco e da Velha Mexeriqueira.


Assim passávamos nossos dias felizes com as coisas que faziam parte de nossa história e de nossas tradições.


Porém o quintal mudou.

O quintal com mais de oito milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados, chamado Brasil, virou há muito tempo quintal dos Americanos, por culpa de maus brasileiros, verdadeiros macacos imitadores, capachos e sem amor próprio e a isto se alia essas malditas redes de televisão que fazem a cabeça deste povinho sem cultura.


E o que era nosso foi apagado e hoje vejo com tristeza que maus brasileiros, gentinha capacho, sem amor próprio, sem patriotismo e muitos sem nenhum pudor esqueceram de nossos folclóricos monstrinhos e seres mitológicos maravilhosos e gastam fortunas importando e copiando uma porcaria de Halloween, coisa que vai sendo botada goela abaixo e que nunca fez parte de nossas folclóricas lendas.


Fazem isto para provarem que são macacos imitadores. Macacos que querem ser igualzinho aos ianques. Nojentos e torpes, conforme escrevi em 3 de outubro passado, neste blogue com o Título de MACACOS OU PAPAGAIOS.

Que vergonha conviver com gente que passa a vida sendo capacho de americanos.

Que vergonha viver com gente que não tem amor próprio, macacos imitadores, e o pior, muitas são as professoras afetadas que ensinam essas bobagens importadas para as nossas crianças, deixando de lado as belas historias de nosso folclore.

Esquecem que o Brasil é rico em lendas e historinhas gostosas se bem trabalhadas, esquecem que temos que preservar o que é nosso.


E nossas crianças, coitadas, não sabem o que é um Mboi-tatá, uma Velha Mexeriqueira ou o que é o Curupira.

País sem história, pais sem tradição. E em em nosso Glorioso Hino Rio Grandense diz que:


"povo que não tem virtudes acaba por ser escravo".

Miseráveis macacos imitadores.




quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Separatismo.


Esperneando mais que guache em boca de graxaim os tauras macunudos desta querência, de melenas peinadas pelo Minuano, que de rebojo sopra sobre o pago, lidam para se verem livres do Brasil, muitos dos quais tratam os brasileiros mais desconfiados do que jaguara em mudança, esta desconfiança é tão grande que quando há um encontro, os guascas vão se chegando devagarzito, pisando mais macio do que peru no trevo para de vereda não assustarem os estrangeiros que chegam do Brasil, evitando assim “uma-de-a-pé”, pois a vontade deles é atropelar campo fora e uma penca é tão radical que chega ao ponto de usar sempre uma roupa com a Gloriosa Bandeira tricolor onde em seu brasão se lê “Republica Rio-Grandense”.


Oigalê indiada torena.

Pero eu meio que no sofregão compartilho desse sentimento, e às vezes penso que não seria bom se apartar, mas ao ver os telejornais do Brasil central onde se “vê” aqueles caborteiros, bagaceiras, imundos e fedidos incendiando os transportes coletivos nos morros, metendo bala em la polícia e mandando mais que qualquer autoridade eu me surpreendo volta e meia pensando que seria melhor que cada bugio ficasse em seu galho.


É simplesmente um desrespeito ver aqueles xubregas de fuzil e metranca na mão em constante conflito com os mata-cachorros de lá. E tu “vês” que são uma pacotilha de gente bagaceira e sem arrumação. Uns alcaides torpes, imundos, que não valem um pila, que deveriam bater com as coalheiras, mas o que se vê é que muitos desses tipos atoas vivem a la gordacha.


Mas aí quando a polícia carioca revida e um desses malevas bate com a cola na cerca a “comunidade” (Êta palavrinha que eu tenho tanto nojo que chega a me embrulhar o estômago), vai pras calles fazer quebra-queba e incendiar mais “humilhantes”, que custam caro, oneram as seguradoras e deixam o próprio e maldito povo que os incendeia sem um transporte digno.


A la pucha, que povaréu caborteiro e ignorante.

Não bastasse essa insanidade de gente subdesenvolvida, burra e torpe, ainda aparecem uns colas-finas, dos tais Direitos Desumanos para acusar os “militos” de serem os causadores das badernas e sempre a culpa é da polícia pela morte de algum azarado que ficou na linha de tiro. Ai a hipocrisia e tão grande que em vez de prender todos os traficantes, apreendem as armas dos agentes da lei para exame de balística e punir o quase indefeso trabalhador metido em um callerón, enquanto isto os malevas ficam soltos e provocando ainda mais.

“Me” tapo de nojo.


Ver aquela gente nojenta, que vive na tinideira, sempre acusando a polícia e sempre pronta para fazer barraco. Afinal gentinha que não tem pedigree gosta de mostrar que eles são um monte de imprestáveis.

Mas tche! Aquilo é uma...


Lá, quando os meganhas matam um traficante o povinho chora de peninha do marginal, aqui quando a brigada ou os ratos matam um traficante a gente faz festa.

Tche, louco! Se tu achas que esses rastaqueras têm recuperação leva-os para o teu rancho e deixa-os conviver com o teu piazedo, principalmente com as tuas pingunchitas, pois eu não acredito em recuperação desses malevas. É como dizem os tauras de meu pago – “Cachorro comedor de ovelha, só matando”.


E podem me criticar a vontade, mas neste país tem que ter alguém de VERGONHA NA CARA, que libere a compra e porte de arma de fogo, pois hoje só os bandidos andam com os paus-de-fogo, o cidadão honesto, cônscio e trabalhador está sendo jogado de um lado para outro feito mala de louco e a mercê desses malditos que estão dando uma banana para o Judiciário e para as Instituições probas que ainda existem nessa terra de ninguém chamada Brasil.

Quando assisti aquele tal de Marcola debochando de um Juiz que o sentenciou eu pensei por que neste país ainda não instituíram a pena de morte.

Mata e pronto. Esses tipos não tem recuperação.


Lamento que a minha querida Maria do Rosário em quem depositei minhas esperanças em dois pleitos pense o contrário. Pero agora nem com reza brava eu volto a fazer tal sandice, pois quem defende bandido não merece o meu voto. E ela só defende malevas, pois quando meu filho esteve quase morto no Hospital Gracinha de Canoas, baleado por um bandido em um assalto ela não foi e nem mandou um de seus cupinchas prestar-me solidariedade num momento de tanto sofrimento e dor. Mas se fosse o contrario, e meu filho tivesse dado um téco no alcaide de certo ela estaria lá defendendo o estrupício e meu filho se incomodando.

Ela diz que eles são vítimas.

Meu pai sim foi uma vítima Dona Maria do Rosário, vítima da fome, da miséria, da falta de escola, da falta de calçado, da falta de tudo, entretanto não lhe faltava vergonha e se aposentou como Oficial do Exército, honrado e respeitado.

Agora dizer que vagabundo é vítima, isto é história para boi dormir.


Por isto Senhora Ministra, num tete-a-tete com o fascista do Bolsonaro tu levarias um vareio de votos, de prantear a lo largo de tanta vergonha.

Sou quera que guardo todos o nome dos candidatos que um dia em minha longa vida votei, não nego minha cor, não nego minha ideologia, porém não sou filiado a nenhum partido, pois todos eles têm suas batatas podres, mas estou numa cruzada moralizatória e sempre defendi o que o velho Roque Piffero Marques dizia sobre o Partidão:

“O Partido é como uma goiabeira, quando em vez a gente dá uma sacudida e o que é podre cai”.

Se fizessem isto a história política seria outra, mas não há interesse dos partidos em fazer isto, pois infelizmente quanto mais sem vergonha e safado mais voto faz. Veja o exemplo de São Paulo que há anos vem elegendo um baita ladino tramposo.


Essa moralização deve começar em não reeleger nenhum vereador, e hoje já penso em não reeleger ninguém, pois de mil tu tiras um que tem vergonha na cara, o resto não passa de um amontoado de vinagres caborteiros, malevas que agem feito sorro manso em benefício próprio.


Conheço uma vereadora em Chapadão do Sul, lá do Mato Grosso do Sul, Sônia Fortes Maran, que me surpreende por sua tenaz e obstinada luta contra os corruptos da cidade, perigando até ser vítima desses calhordas. Mas não se arrolha para um punhado de caborteiros. E não podia deixar de ser uma pessoa digna, lutadora e de moral, pois é Gaúcha, filha de Palmeira das Missões, cidade da nossa República Rio-Grandense, que para o ainda Mato Grosso foi por volta dos anos 70, mas não esqueceu suas raízes meio maragatas e vive na cola dos alcaides que enxovalham a política daquele município criado também por gente do sul.

Mas conheço também uma pacotilha de canalhas que tentam enrolar o povo e não punir seus pares compostos de calaveiras, como acontece em Canoas, onde os bandidos arrolados em processo por corrupção estão sendo postos de lado até o povo esquecer e muitos já esqueceram e não serem punidos por seus pares de mesma laia.

Se no primeiro momento do Mensalão tivesse o Partido do Trabalhadores escorraçado os malevas, expulsando-os do partido agora não estaria nesta situação difícil e quase sem volta, e a situação se agrava quando uns “CAMALEÕES COVARDES”  agora estão abandonando o navio, pois este está afundando.

Portanto o eleitor deve ficar atento.

Os que estão abandonando o partido não merecem mesmo nenhuma confiança, pois são oportunistas e carreiristas, na hora do bem bom eram PT roxos agora amarelaram e pulam fora, e vão até para o tal de PMDB, que quer dizer Para Me Dar Bem.

Alcaides!

Tirante isto, como se não bastasse ainda temos que sustentar essa leva de cangaceiros safados que dominam o nosso congresso e nossas casas legislativas, sem falar nessa corja de estrupícios que tomam conta de nossas Câmaras Municipais, um antro de pouca vergonha e corrupção, pois se passarem todos na peneira sobram alguns honestos, o resto só mandando para “el paredón”.

Mas aí vai aparecer uma penca de pobrezinhos defendendo esses rastaqueras.

Sempre tive uma bronca pública com os vereadores de Sapucaia do Sul, porém verdade seja dita, quase zeraram as diárias vergonhosas e corruptas, usadas pela maioria dos vereadores do Brasil inteiro para fazerem turismo em cursos xubregas que eles não sabem nem para que serviu.

Cretinos e safados.

Grande parte são uns caras-de-pau. São tão imundos e safados que quando tu pegas um sem vergonha com dinheiro roubado do erário, em seu nome em bancos estrangeiros o maldito tem a cara estanhada de dizer que não é dele e que nem sabia daquela conta, que o próprio sem vergonha abriu, onde consta a assinatura do maldito e tudo mais. Mas ele tem o topete de negar, e o povo acredita nesses safardanas.

No Brasil o que falta é vergonha, coisa que está contaminando gente sem pedigree da minha República Rio-Grandense.

E o pior, é que mesmo sabendo que o alcaide é um caborteiro o eleitor pra lá de analfabeto político intenta em votar, principalmente, no sorro que não presta. E aí a relação de safados que são eleitos por esse eleitorado ignorante se estende com milhares de nomes.

                Além do meu Rio Grande, por que não Santa Catarina, 
                             Paraná e Mato Grosso do Sul também

             

Por estes e outros motivos à maioria dos verdadeiros Gaúchos são separatistas, pois viver junto a um país de desavergonhados é uma m, porcaria.



e ódio.


E podem me criticar, tô nem aí.



domingo, 18 de outubro de 2015

Rãs


Almoço Solitário

Domingo.

Estradas prejudicadas com os temporais que assolaram a minha República do Rio Grande do Sul, impediram que saíssemos para o interior como fazemos seguidamente. Os planos eram almoçar no Morro Borússia e no retorno visitar o filho Fábio, o mais novo que mora em Gravataí.

Sandra mal. Sequer quis almoçar de tanta dor em sua perna, dor crônica devido a um acidente que ela sofreu e rompeu os ligamentos do joelho esquerdo há mais de dez anos.

Estava amuada e sem graça.

Vou almoçar sozinho, e fazer um almoço para uma só pessoa é ruim, então resolvi inventar.

Coisa rápida.


Arroz cremoso com shiitake e champignon e muito creme de leite.

Enquanto fazia o arroz deixei duas rãs, marinando no vinho branco, alho e sal, em peças separadas, ou seriam rãs a passarinho. Não sei.

E foi pra já.

Fritei-as à milanesa.

Experimente, ficam deliciosas.


E só de sarro empanei uma grossa fatia de queijo da colônia e fritei rapidamente, dando um sabor mais que especial ao prato.

E não podia faltar uma salada de alface.

Tudo sobre a mesa, solitário e para não passar batido tomei um vinho verde português, bagual de especial.

Depois do almoço fiquei a “Seu Pasqual”.

Maravilhosa “siesta”, coisa dificíl de acontecer.


Uma boa semana a todos.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Gaúchos.


Alguns cariocas e paulistanos tem uma bronca doentia dos Gaúchos, sabe-se e em parte até podemos entender, afinal como escrevi em outra oportunidade sobre o Rio Grande do Sul e seu povo, podemos ver os grandes feitos desta gente do sul, basta lerem o post RELAÇÃO DE AMOR E ÓDIO, publicado neste blogue pela segunda vez em 5 de agosto de 2014, vale a pena, para entender o por quê de tanta ciumeira que muitos tem do povo de minha República Sulista, que além dos casos nesse artigo expostos ainda foram protagonistas de outras histórias envolvendo mortes, paixões e muitas aventuras onde o ímpeto Rio-grandense não viu fronteiras ou barreiras impostas por leis ou casamentos, envolvendo-se em muitos casos amorosos, rumorosos e violentos, onde maridos traídos por Gaúchos foram a loucura e a morte, além é óbvio, vítimas de toda uma cultura belicista, do orgulho e da soberba selvagem e monarca dos homens do sul.

Somos brigões, topetudos, metidos e de queixo duro, porém não somos marginais nem vagabundos, não falamos de boca mole, nem chiamos feito chaleira em trempe campeira. Somos na esmagadora maioria homens de honra, duros, destemidos que dá um boi para não entrar numa briga, mas se entrar dá a boiada para não sair. Lembrando que muitos brigam de graça e não precisam de boi nem de boiada, brigam pelo prazer de não levar desaforo para casa.

                       Gaúcho e sua prenda. Muito Respeito

Acima de tudo os verdadeiros Gaúchos são com as prendas, respeitadores, educados, dignos, mas não são lerdos, ou seja, bobeou, levou!

                             Lá. Eles com as suas periguetes.

Nos anos conturbados da Segunda Grande Guerra, meu pai, na época um sargento do Exército, que se não me falham as catracas, servia na Oitava de Bico, foi com um dos Batalhões do antigo 9º Regimento de Infantaria, sediado na cidade de Pelotas deslocado para a cidade de Rio Grande, aonde reforçariam a Guarnição daquela cidade portuária prevendo alguma ação da Alemanha Nazista contra o Porto, o segundo maior do país, assim como aos terminais petrolíferos ali instalados como os da Ipiranga, empresa Gaúcha de refino de petróleo surgida na cidade de Uruguaiana em 1933 e que em 1937 inaugurara sua unidade nesse Porto, assim como os terminais de algumas das Sete Irmãs. (*).

Nessa Guarnição conheceu o Coronel Comandante do 7º CACosM – 7º Grupamento de Artilharia de Costa Motorizado, Dilermando de Assis, nascido em Porto Alegre em 10 de janeiro de 1888.

                          Dilermando -Gaúcho

Dilermando tornou-se conhecido no Brasil inteiro quando como cadete de 17 anos, no Rio de Janeiro envolvera-se em um caso amoroso com Ana Emília esposa de Euclides da Cunha, nascido em Cantagalo no Rio de Janeiro.

                            Euclides - Carioca

Em 1909, Euclides da Cunha não suportando a traição resolveu matar, o já Tenente Gaúcho Dilermando, porém mesmo tendo alvejado com três tiros o seu desafeto, esse mesmo ferido atirou duas vezes em Euclides, matando-o. Um crime passional que repercutiu em todo o país.

Anos depois, em 1916 Euclides da Cunha Filho, para vingar seu pai atirou pelas costas atingindo novamente Dilermando dentro de um Cartório no Rio de Janeiro, esse, novamente ferido reage e mata seu agressor.

Nos dois processos Dilermando foi absolvido por legítima defesa.

Porém Euclides da Cunha deixou para a História os seus relatos, publicados no livro, “Os Sertões”, sobre a Guerra de Canudos.

Nesse livro Euclides da Cunha relata em detalhes as ações do Exército Brasileiro para acabar com o Arraial de Canudos e prender ou matar Antônio Conselheiro, líder desse movimento messiânico, que segundo diziam as elites burras deste país, punha em perigo a integridade da República.

Como o Exército falhara três vezes resolveram então recrutar uma Gauchada sedenta de sangue.


Mas bah. Foi como atirar quirera para pinto.

Canudos precisava de um fim e para lá mandaram mais de quatro mil Gaúchos que haviam participado de uma sangria dentro da República do Rio Grande do Sul, quando em 1893, Maragatos e Pica-Paus se entreveraram num Guerra Civil chamada de Federalista e se lonquearam a pau.

Ao chegarem ao sertão baiano, os homens do sul com seus trajes desconhecidos, bombachas, xiripás, botas, muitas de garrão, guaiacas ou rastras, três listras, lanças farroupilhas, armas de fogo e seus inigualáveis lenços colorados,  deixaram a baianada meio sestrosa ao verem aqueles queras (cuéras) malevas e mais metidos do que tenente novo adentrando a Bahia.


E de nariz empinado e nem te ligo, foram adentrando pelo sertão como se estivessem indo para um surunguito de campanha.

E foi pra já que a gauchada invadiu o Arraial e passou na carneadeira todos os que pegassem, pois não faziam prisioneiros, davam-lhes um belo colar de sangue. E não perguntavam se o maula era “di menor”, a carneadeira funcionava da mesma maneira, e se naquela época aparecesse um desses estrupícios, alcaides ou calaveiras dos tais “Direitos Humanos”, que só sabem malhar a polícia e defender marginais, bandidos e bagaceiras de 13 ou 14 anos, era também passado no fio da adaga, só para deixar de ser enxerido.

Oigalê porqueira ver um desses caborteiros sangrando feito gado e se afogando en la própria sangre.

E essa gauchada maleva por onde passava ia deixando também um rastro, um rastro de esperma e muitos maridos, noivos e namorados se remoendo de ódio.

Azar!

Por isso falam tanto dos Gaúchos.

Por isso odeiam tanto os Gaúchos.

As diferenças é só olhar para ver quem é do Sul.

                  Aqui - Dignidade e Beleza 


- Promiscuidade e falta de vergonha.

                                Aqui - Moral e respeito

                               - sem comentários. 

   
Tire suas conclusões.

Por isto os  verdadeiros Gaúchos são separatistas, pois não dá para misturar gente de tradição e honra com qualquer gente rastaquera. (rastacuéra) que é uma parcela menor, sem moral e sem berço. E o índio velho fica tapado de nojo desses tipinhos bagaços que tanto mal fazem para o povo do Brasil, pois os estrangeiros acham que todas as mulheres brasileiras são prostitutas devido a esse sub-mundo que enxovalham principalmente a grande parcela de cariocas e paulistanos de moral elevada e honra indiscutível.


(*) As Sete Irmãs são as sete grandes empresas petrolíferas que assim passaram a serem conhecidas, por dominarem o mercado petrolífero, de forma vergonhosa, até os anos 1960: Das sete irmãs, hoje só existem quatro, pois houve fusões e três desapareceram.



- BP.
- Esso.
- Shell.
- Mobil.
- Texaco.
- Gulf Oil.

- Chevron