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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Níver da Nora.




Neste último domingo, finalmente, comemoramos mais um aninho de, Liane Antunes, a nossa querida nora, conhecida no seio familiar como Piliquiti, esposa de meu filho Franco e mamãe de Bruno. Ela recebeu os parabéns na casa dos cunhados Fábio e Grasiela. Mais que merecida esta homenagem, lembrando que Fábio é também meu filho, o mais novo dos três. Monica não estava presente, pois apesar de ser domingo estava trabalhando.


Aqui uma cena que seguidamente se repete. Fábio espetando uma bela carne sob os olhares "fiscalizadores" de mano velho Franco.


E novamente, como em outras oportunidades, a churrasqueira cheia de espetos maravilhosos, tendo ao fundo meu filho Franco, que preparava um belo "quentão" no fogão campeiro ao lado da churrasqueira. Quentão nada mais é que uma bebida a base de vinho tinto seco, cravo, canela, açúcar e um pouco de cachaça.



Como tira-gosto salsichão e coração de galinha assados com uma farofa.



Liane, a aniversariante, servindo-se enquanto Fabio trazia mais carne para a mesa.


Seguindo a ordem da esquerda para direita, Franco, Liane, Fábio, Sandrinha, Grasiela.


Como o frio era muito, após o almoço fomos ver um filme, porém todos enroladitos, tendo Bruno, meu neto de 18 aninhos, bem aconchegado ao colinho do vovô.


Mas bah! O frio era de renguear cusco.

Fui! 



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segunda-feira, 4 de junho de 2018

CAPAZ



Capaz é uma palavra bem conhecida no Rio Grande do Sul e tem, conforme a entonação ou acompanhamento, várias conotações.

Capaz que tu não entendas!? (Vais entender). Capaz que entendas!? Não entenderás.

Se não entendeste, então vamos entender o uso desta palavra.

           Clique sobre a imagem:(desenho de minha autoria 1993)

Capaz que não. = Sim

Bem capaz. = Não!

Capaaaz? = Sério? Verdade?

Capaz de acontecer. = Talvez aconteça.

Capaz que faça? (áspero) = Impossível de fazer.

Capaz que faça! (ameno) = Pode fazer.

Ou seja, o capaz antes do pronome pessoal e do verbo em forma interrogativa, significa o contrário. Impossível. Se for em forma afirmativa, significa que tal coisa irá se realizar.

Ex: Capaz que morra? Não vai morrer. Duvido.

   Capaz que morra! Morrerá. Desejo que ele morra.

Capaz mesmo? = Será?

É bem capaz? (áspero) = De jeito nenhum.

É bem capaz! (ameno) = Não duvides.

É bem capaz que eu continue a escrever sobre esses assuntos e é capaz que muitas pessoas venham a ler, pois são capazes de aproveitar, outros, capaz que gostem? Fazer o quê? O mundo é capaz de tudo.

De relancina peguei meu dicionário de “Porto-alegrês”, maneira como os Porto-alegrenses falam, já que essa cidade tem um paisano de cada pelo e não se pode dizer que é uma cidade tipicamente gaúcha, pois mescla gente de todas as partes do mundo, há nela essa maneira peculiar de charlar (falar) e quanto fui procurar sobre a palavra capaz muito usada pelo povo desta cidade o que encontrei foi muito sucinto, com um único exemplos, mas neste dicionário encontrei outras coisas interessantes, como:

Alzira – Azar.
Bifear – Dar tapas em alguém.
Crepe – Deu crepe, dar errado, dar confusão.
Pé-de-porco - Brigadiano, ou seja, militar da Brigada Militar. Brigada Militar, corresponde nos outros Estados da Federação as Polícias Militares. Pé-de-porco surgiu na Revolução de 23, um pouco mais tarde surgiu o termo Mata Cachorro, que foi muito usado nos anos 50, 60 e início dos 70, para designar um Brigadiano, hoje praticamente extinto, porém continuo usando dentro do folclorismo de alguns textos meus.
Não dormi contigo – Quando uma pessoa chega a algum lugar e não cumprimenta os presentes e alguém diz “não dormi contigo, ou seja, é de boa educação cumprimentar.

Fui!

Seria bem capaz que não fosse?

domingo, 20 de maio de 2018

Caldeirada de Frutos do Mar.




Quando eu morrer quero ser enterrado com a cabeça de fora da terra, pois ainda não vi tudo.


Já vi as mais gostosas e lindas receitas de caldeiradas com frutos do mar e para minha surpresa há muitos truques para engrossar o caldo. Para tal usam farinha de mandioca, de trigo, amido de milho, a famosa maisena.

Êpa meu! Maizena não é com “Z”?

Não!
Maisena é com “S” e significa o amido de milho, aquela farinha que parece um talco de tão fina, que se faz mingau, pudim, bolachas e outras coisas, como passar nas assaduras dos bumbuns dos nenês, entretanto há a marca de fantasia chamada “Maizena” com “Z”, a da caixa amarela. Portanto quando nos referirmos ao amido de milho devemos escrevê-lo com S. “S” de soldado, salgado, solstício, jamais com a letra “Z” de zebra, zurrapa, zebu. Pois com “Z” é uma marca registrada.




Também já vi receitas que engrossam a caldeirada com batata ou aipim, mandioca, aipi, castelinha, uaipi, macaxeira, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre. São termos usado em diversas regiões do Brasil para designar a espécie Manihot Utilíssima, já que a Manihot Esculenta, a mandioca-brava ou mandioca amarga possui grande quantidade de ácido cianídrico.

Outros engrossam o caldo com moranga, abóbora ou jerimum, fruto da aboboreira, que é uma designação popular atribuída a diversas espécies de plantas da família Cucurbitaceae, nomeadamente às classificadas no gênero “Abobra” - uma única espécie, nativa da América do Sul, mas isto não importa, pois a minha caldeirada, após anos de estudos e experimentações estafantes e científicas, cheguei à conclusão que, sendo famoso no seio familiar o meu mocotó e internacionalmente desconhecido, porque não engrossar a caldeirada com feijão branco?


Porém me tapo de nojo quando um alcaide engrossa a caldeirada com farinha de milho, da grossa ou da fina ou fubá de milho ou arroz.


Tenho sempre potes de creme de feijão branco congelados em meu freezer, pois é num tapa que um prato, seja uma caldeirada, sopa ou dobradinha, está pronto com este artifício. (“Está pronto” porque estou me referindo ao prato e não a caldeirada ou a dobradinha).


Cozinho o feijão branco, e depois de bem cozido passo em uma peneira, o creme eu congelo e o que sobrou, aquela casquinha fina do feijão pode ser usada em diversos outros pratos ou bolinhos fritos. Aí vai da esperteza de cada um. Nada se perde tudo se transforma.


Vamos a minha receita de caldeirada com frutos do mar.


A dona Eufrosina está pensando que frutos do mar são coisas como a pera-d’água, banana-d’água e laranja serra d’água. Não dona Eufrosina! Isto são frutos, mas não são do mar.

            Nesta foto está apenas a metade dos frutos do mar, mas
                            podes ver a cebola picadinha, o pimentão e o alho amassado
                            com sal. A peça grande e branca é o creme de feijão congelado.

Ingredientes:

- 400 ml de creme de feijão branco diluído ao gosto.

- 500 g de frutos do mar – Camarão, polvo, lula e mexilhões.

- Cebola, picadíssima.

- Um dente de alho, amassado.

- 1 colher de sopa de pimentão verde bem picado.

- 1 colher de sopa de massa de tomate.

- Azeite de oliva, só para dar uma fritada rápida no alho e na cebola.

Por favor, não vá fritar o pimentão. Coisa horrorosa. Fica amargo. Nessas horas te ligues. Não se frita pimentão.


- Sal a gosto (Não exagere, pois sal em excesso faz mal).

- Pimenta (gotinhas de molho de pimenta vermelha)

- Água.

- Salsa seca e moída. Cada um gosta a seu modo, eu não exagero nos temperos, pois quero sentir o sabor dos frutos do mar.

Como preparar:


Enquanto em uma panela o creme de feijão branco congelado vai, com um pouco d’água dissolvendo, em uma frigideira tu frites a cebola e o dente de alhos com uma pitada de sal em um fio de azeite de oliva.



Desmanchado o creme de feijão branco adicione a cebola e o alho fritos, coloque uma colher de massa de tomate para dar aquela cor, adicione a salsa seca e moída, umas gotas de pimenta, verifique o sal. Quando tudo estiver fervendo coloque o polvo. Eu corto em pedaços menores. Quando o polvo estive ao dente, jogue na panela a lula, também cortada em pedaços pequenos. Quando levantar novamente a fervura, coloques os mexilhões. Novamente quando levantar a fervura ponha os camarões. É jogo rápido, pois quando levantar a fervura dos camarões está pronto. É só servir e te fartar.




Use o tempero que mais te apetecer, com cuidado no exagero.


Certa feita fiquei injuriado. Estava no litoral da Bahia e fui com um amigo a um restaurante comer uma lagosta:


Meu, o negócio é caro. Tudo bem, não é por isto, porém o bacudo espremeu dois limões sobre a lagosta em seu prato. Fui à loucura e disse ao estrupício:


- Tche louco, se é para comer coisa azeda então que ficasses em casa chupando limão. Mas que barbaridade!


Lagostas, camarões, peixes, ostras e outros alimentos eu gosto de sentir o gosto dos bichos, caso contrário pediria ao garçom uma sopa de limão, uma salada de limão, um mexido de limão. Vá gostar de limão assim lá na casa da Eufrosina.

“Me tapo de nojo”!

Eu sei.


Eu sei que nunca se começa uma frase com o pronome pessoal do caso oblíquo, mas neste caso dizer: - “Tapo-me de nojo” a frase fica meio fresca e de frescura já bastou o frio que fez esta noite.


Que barbaridade!



Bueno! Feita a caldeirada é só saboreá-la com um vinho e um pedaço de pão cacete. Tá bom, pão francês, ou como muitos dizem, pão d’água e basta.


Fui.

Tem um segundo prato?

É claro que sim! Foi outro de caldeirada, nos trinques!


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