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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pensamento do Dia


Pensamento Oriental



日本和韓國等地則因歷史及文化影響,有不同於香港及台灣的另一套傳統古代漢字字體的承繼模仿及改書,在部分传统正体汉字的基础上实行简化字;另一方面,發音或發聲亦受影響,而越南及朝鮮只在學術研究上使用。簡體中文則主要使用於中國大陸、新加坡等地的華人社區,部分东南亚如馬來西亞则是繁简并用。除此以外的華人對兩種書體的使用情況則為各半,大部分會使用繁體中文來發佈信息,手寫則以簡繁混合居多。

Filhos de deuses

                              Leda e Zeus, transformado em cisne

             
Centenas de histórias poderia escrever sobre deuses e deusas, das mais diversas cultura, tanto Ocidentais como Orientais, que se envolveram fisicamente com humanos e dessas uniões nasceram filhos meio deuses, meio humanos. Inclusive com ralações homoafetivas como as do deus Apolo com Corônis, um belo jovem que despertava a cobiça não só dos mortais como dos deuses, sem mencionar um rol infindável dessas relações.
            
Deus, Zeus transformado em um belo cisne tem uma relação carnal com exuberante Leda, rainha de Esparta e desse relacionamento vão nascer a Helena de Tróia e Pollux.
             
O mesmo Zeus, deus grego, tem uma relação com Alcmena, esposa de Anfitrião e desse relacionamento nascerá o herói Hércules.



                          Alcmena e Zeus
      
            
Novamente o deus, Zeus, transformou-se em uma chuva de ouro penetra na torre de bronze onde Dânae, filha mortal de Acrísio, rei de Argos estava presa, pois seu pai não queria que ela engravidasse e tivesse um filho varão, pois as previsões de um oráculo diziam que se tal acontecesse ele seria morto por seu neto. Dessa junção carnal entre um deus e uma mortal vai nascer Perseu, o herói que decapitou a Medusa, mulher-monstro que tinha serpentes no lugar de cabelos e para quem olhasse transformava em pedra.


                             A chuva de ouro e Dânae

                
E Zeus mais uma vez resolve acabar com a humanidade e mandar um dilúvio para tudo terminar, porém avisado por Prometeu o casal Deucolião e Pirra constroem um grande barco de madeira com provisões e conseguem se salvar do dilúvio dando novamente início a humanidade.

Outra vez o deus, Zeus transforma-se em um touro branco e rapta a jovem Europa, uma mortal, filha de Aginor e Telefasa. Dessa união carnal entre um deus e uma mulher vão nascer o valente Sarpédon, o justo Radamanto e o lendário Minos, rei de Creta.


                          O touro branco e Europa

             
Deus, Poseidon tem com a mortal Eurimede um filho que se chamaria Belerofonte, herói da Lídia dono do cavalo alado Pégaso.

A deusa Ninsuna teve um relacionamento com um mortal Lugalbanda e dessa junção nasceu Gilgamesh, personagem da chamada Epopéia de Gilgamesh, um semideus.

Assim pensavam e acreditavam por milhares de anos os antigos gregos, romanos, hindus, chineses, ameríndios, africanos. Acreditavam nessas lendas que se contam aos milhares.


                                           Mitos


Apenas pense. Basta refletir.



segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ou é Marginal ou é Aluno.



             
No Morro da Cruz, uma mãe dá exemplo ao filho de como ser marginal e agride na presença de várias crianças e do próprio filhinho, “tadinho”, uma professora.
              
A todo o momento vemos esses episódios, onde crianças delinquentes, e pais delinquentes agridem professoras e professores numa barbárie sem precedentes, pois o errado passou a ser certo e o correto e censurável.
             
Até quando esses marginais estarão acima das leis e das regras civilizadas de convívio.
             
Até quando este país continuará sendo o país dos coitadinhos onde esses delinquentes farão o que quiserem, pois as leis os protegem.
             
Nesta semana, nos Estados Unidos da América, um “paiséco” qualquer, de terceiro mundo, que ninguém ouviu falar, atrasado e pobre, dois marginais de 8 e 12 anos foram algemados e levados para a delegacia onde os próprios pais querem a punição dos filhos.
             
Mas aqui, neste país de “povo desenvolvido, de grande cultura, rico e poderoso, que venceu duas guerras mundiais, e já mandou naves tripuladas para a Lua, os marginais fazem o que quiserem, pois não tem ninguém com força suficiente para dar um basta nestes destrambelhados, pois sempre vai aparecer alguém se valendo do tal de ECA, Direitos Humanos ou simplesmente para aparecer na mídia e defender esses marginais.
              
Numa grande e tradicional escola de Portugal um professor amontoou de pau um marginalzinho de dezesseis aninhos que tentou lhe agredir. O aluno foi expulso da escola e o professor foi elevado aos píncaros da glória por toda a comunidade, inclusive pelos pais do delinquente.
              
Mas aqui, se isso acontecer, coitado do professor.
              
O contrário acontece e nada é feito.
              
O contrário pode.
              
ATÉ QUANDO?
              
Até quando marginal vai ser tratado como gente?
              
E se o moleque pode votar aos dezesseis anos, e fazer muitas vezes “m”  nas urnas, então devem reduzir a maioridade para os dezesseis anos.
              
Eu já fui guri de dezesseis anos e sabia muito bem o que era certo e o que era errado.
              
O que está faltando neste país e vergonha na cara.
              
Marginal é marginal e aluno é aluno. Não dá para misturar as coisas.
              
Aluno na escola.
              
Marginal na cadeia.
              
Sou capaz de jogar que vai aparecer um monte de afetados para dizer que devemos lutar pela inclusão e patati e paratá.
              
Oh meu, vai pra dentro de uma sala de aula para aprender quem deve ser incluído, pois é muito fácil falar quem está de fora. Falar sem conhecimento de causa.
              
Coitados dos professores, como eu que tem que aturar todo o tipo de marginais, delinquentes e drogados.
              
Assim não dá.
              
Temos que fazer uma revolução profunda, começando por punir rigorosamente os pais que dão maus exemplos.

Deu no Fantástico – Cadeira Segura

          
Há pouco mais de dois anos vi com surpresa no Fantástico, programa da Rede Globo que todo o mundo conhece uma matéria sensacional (ista) sobre dois arquitetos ingleses que inventaram e patentearam uma modelo de cadeira que mesmo a pessoa nela sentada jogando-se para trás a tal cadeira não tomba.

            
Maravilha!

            
A tal cadeira seria recomendada para escolas, pois assim os educadinhos alunos que gostam de se balançar nas cadeiras não correriam o perigo de acidentes.

             
Até ai tudo bem!

             
Entretanto essa invenção dos dois espertos já existe há muito tempo. Ao ver tal programa nem foi preciso sair a cata de tais cadeiras. Já as encontrava em diversos locais, como lanchonetes, escolas onde trabalhava e até em cemitérios, como em uma lanchonete no Cemitério Jardim da Paz em Porto Alegre.
            
Muitas das quais já enferrujadas de tão velhas.
            
Tal invento mostrado no Fantástico é coisa há muito fabricada e usada largamente, pelo menos aqui no Brasil e não vi ou li qualquer notícia de algum empresário que as fabrique denunciar essa esperteza destes dois ingleses. Como diz o ditado “Coisa para inglês ver”.
            
Para que uma cadeira não tombe, basta ter as pernas traseiras fora do ponto de equilíbrio, o que as fará correr para trás e não tombar.
            
Fique esperto, pois muita gente está reinventando coisas, o que seguidamente vejo em programas de TV.
           
Até armadilha para caçar moscas foi mostrado em um programa do Silvio. E essa tal garrafa-armadilha, chamava-se “mosqueiro” e era coisa muito usada nos lares do interior nos anos até os anos 50, e são ainda encontradas em antiquários.
          
O povo tem mesmo memória curta.
          
Esses, por desconhecimento ou esperteza ficam patenteando o que já existe e pasmem-se, um grupo da Alemanha patenteou o nome RAPADURA. Um processo corria em foro internacional, pois rapadura é coisa nossa, assim como japoneses patentearam o nome cupuaçu. Eu sei que o caso contra os Japas foi ganho, mas nada vi sobre os Chucrutes da Rapadura.
         Não dá para aturar esses trambiqueiros.  




sábado, 21 de abril de 2012

Brasília, 50 anos.


             
Quem conheceu o Brasil central dos anos sessenta, época em que foi inaugurada Brasília, pelo então Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira não encontrará nada que possa comparar. 
             
O Brasil mudou, cresceu, desenvolveu e povoou seus mais recônditos rincões com essa cidade, fruto da força e tenacidade de um homem visionário, chamado por muitos de louco. Louco por sonhar com um Brasil grande, industrializado e forte.
             
O teu sonho, Juscelino foi realizado.
             
Foi o começo da grande transformação que elevou o Brasil de um “paiséco” de enésima categoria a uma potência mundial que a cada dia se firma no concerto mundial, como economia emergente e potência respeitada.
             
Muitos são aqueles que sem ter conhecimento do que ocorreu no meu Brasil central dizem as mais estapafúrdia coisas, entre elas está a de que a Capital Federal foi para lá transferida para fugir dos grandes centros para se isolar do povo e esquecem esses alienados que hoje Brasília é um grande centro, com povos de todos os Brasis e do mundo.
            
Culpam Brasília pelas mazelas lá existentes no meio político, mas não lembram que os maus políticos são eleitos por eles mesmos, os que tanto criticam.
             
A Brasília não é corrupta, corruptos são os homens que são lá colocados pelo voto dos brasileiros.
             
Salve seus cinqüenta anos bela Brasília e cumprimentando-a desejo que sejas a grande cidade do mundo moderno, deste futuro que já chegou e muitos  ainda não viram, que sejas digna e honrada de um Brasil rico e poderoso. Sei que isto depende do eleitor, pois esse é quem vota nos apadrinhados de bicheiros, nos palhaços sem graças, nos renomados corruptos e nos bandidos e descarados que se intitulam baluartes da moralidade.
             
Antes de criticar precisa o eleitor refletir se não são os seus candidatos os canalhas que enxovalham a política brasileira. Aliás, a maioria nem sabe em quem votou nas últimas eleições.
             
O Brasil já acordou, basta seu povo acordar. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uma Mestra Feliz e Cristã


             
Certa vez, quando cursava História em uma das mais conceituadas Universidades deste meu Rio Grande do Sul, uma mestra, que pelo mundo já havia viajado em todos os seus cantos disse em determinada aula que somente os cristãos sabiam o que era a felicidade. Pois somente eles tinham deus no coração. (?????)
             
E o pior disse olhando para mim...
             
- Caríssima professora – respondi – quem muito fala em deus é porque muito deve, ou tenta passar uma imagem não condizente com a realidade. Pois se diz cristão, mas é extremamente rancoroso, fala de um ou de outro, é incapaz de perdoar, é insensível e tem muitas vezes torpes pensamentos, deseja o mal de seu semelhante, odeia, amaldiçoa, briga, intriga, é incapaz de ajudar e em suas orações só estão os ganhos pessoais e materiais.
            
Quase tendo um AVC de raiva ela falou que os que não conhecem deus não sabem o que é felicidade.
            
Nesse desenrolar eu lhe perguntei:
             
- Como um cristão pode ser feliz se há no mundo tanta injustiça, tantas guerras, tanto ódio, tantos rancores, onde crianças já nascem com incuráveis doenças e onde há tanta fome, mentiras e corrupção.
            
- Um mundo que seguidamente me faz chegar a lágrimas vendo tanto abandono, tanta injustiça, pois se a um ajudo há milhões que não posso ajudar. Se um usa meu ombro para despejar suas infelicidades, há milhões que não posso sequer dar a mão. E angustiado vivo pensando em resolver os problemas de um ou de outro e muitas vezes não sobra tempo para resolver os meus próprios problemas.
            
Atrapalhada nas palavras tentou justificar a sua felicidade, quase que me amaldiçoando, mas eu continuei:
            
- Eu seria extremamente feliz se não houvesse racismo, se não houvesse desemprego, se não houvesse tanta agressão contra as mulheres, crianças e velhos. Se não houvesse estupradores abusando livremente de crianças e esse deus nada fazendo. E o pior são abusadas por aqueles que dizem pregar as tais e inverídica palavras de deus. Se não houvesse tanta matança de animais e esse deus nada fazendo. Se não houvesse tantos assassinatos e esse deus nada fazendo. Como então pode ser um cristão feliz se há no mundo tanta maldade, a não ser que esse cristão seja um demagogo, um falso, um hipócrita, pois prega uma coisa e faz outra. Se ele tem, é feliz e os outros que se danem com suas infelicidades, com suas amarguras de uma vida injusta e cruel.
             
Ela em um vermelhão só me olhava enfurecida e eu continuei falando:
             
- Que as pessoas confundem momentos alegres com felicidade, ou são extremamente insensíveis, pois criam e fazem florescer uma aparente felicidade ao lado do infortúnio de milhões que se quer tem onde morar ou o que comer. São tão insensíveis que compram qualquer um carro chinfrin e dizem que foi presente de deus. Enquanto isso esse deus não dá de presente um prato de comida a quem padece de fome. Para uns ele dá, o que nas cabeças simplórias e distorcidas seria um presente enquanto que milhões padecem de fome e doenças. Então esse deus deve pensar como esses equivocados, ou seja, é também muito insensível como essa leva de condutopatas que se sentem felizes convivendo com um mundo injusto, famélico e doente,  onde mães matam os próprios filhos, onde crianças são abandonadas, onde há torturas e perseguições.
            
Onde fica a felicidade de uma pessoa sabendo que isto acontece no mundo:

             E aí aparece uma leva de hipócritas querendo justificar que isto é coisa do demo. Há de se perguntar: Quem pode mais o demo ou esse deus?


            Mesmo assim a insensibilidade humana haverá de dizer que deus é bom.
             Dirão, eu sou feliz pois deus me dá as coisas, mas são incapazes de ver o que os outros passam.
            
Muitos afetados sairão em defesa dos desígnios desse deus e se dirão felizes vendo estas imagens que são o próprio retrato da maldade deste mundo dito criado por deus, e esses que são insensíveis a isso tem a soberba, a petulância e a arrogância de se dizerem filhos de um deus. Desse deus que permite tanta infelicidade, fome, violência e mortes cruéis.
             
E sempre haverá os que ficarão rubros de raiva, de ódio, rogarão pragas, desejarão minha morte,pois não querem ver a crueldade própria deste mundo e correrão em defessa de seu deus, dizendo as coisas mais descabidas, em visíveis e doentios devaneios.
             
Realente, eu não consigo ser feliz com tanta injustiça!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Truviscando o Relho

            Transcrevo abaixo parte de meu livro "Os Gaúchos".




             
Uma das mais, se não a mais bela manifestação cultural do Brasil é a dos verdadeiros Gaúchos, como a dos rio-grandenses de modo geral. Suas danças, suas músicas, suas pilchas, seu linguajar, seu folclore e lendas, sérias, distintas e nem um pouco promíscuas.
            
Negrinho do Pastoreio, Salamanca do Jarau*, Mboi-tatá e tantas outras que tornam o Rio Grande do Sul em um celeiro cultural digno e impar.
            
Entretanto muitos foram os Gaúchos que ficaram decepcionados com uns rastaqüeras que se curvaram aos interesses de carnavalescos cariocas, em um carnaval naquele Estado. Carnavalescos que não tem a mínima noção do que é a cultura dos Gaúchos e subverteram, enxovalharam e ridicularizaram a lenda e apresentaram há alguns anos atrás, na Marquês de Sapucaí um escárnio a nossa cultura, onde desfilou um grupo de rio-grandenses, verdadeiramente fantasiados de Gaúchos que envergonharam a nossa querência, envergonharam a nossa gente que conhece nossa cultura e nossas tradições, apresentando em uma escola de samba um boi, um boi filho de uma vaca, como sendo a lenda do Mboi-tatá.
             
Isto foi uma ofensa aos que conhecem a cultura Gaúcha, e muitos tradicionalistas nem se deram por conta, pois Mboi-tatá não é um boi, nem um touro, nem mesmo uma vaca. Mboi-tatá é uma mitológica Cobra, uma mitológica Cobra de Fogo.
             
Quais os interesses que levaram a esse vexame, a essa vergonhosa apresentação. Imagens que rodaram o mundo inteiro.
             
Seriam as luzes e câmeras globais?
             
Taura que é taura se negaria a apresentar aquela palhaçada. Um deboche ao povo Gaúcho.
             
Mbãe-tatá, Mboi-tatá, ou boi-tatá, lenda dos índios, referia-se a uma gigantesca cobra de fogo que andava pelos pagos nas escuras noites. Guardiã dos campos.

Tal lenda surgiu do fogo-fátuo, gás que emana da decomposição ou putrefação de substâncias orgânicas. Essa decomposição produz a fosfina que gera uma combustão espontânea, que é levada pela brisa a rodopiar pelos campos, que pelo desconhecimento dos antigos habitantes das terras pré-colombianas achavam que era um ser sobrenatural, de onde surgiu essa lenda da cobra de fogo, numa época que se quer havia gado vacum nestas terras, pois esse gado somente chegou ao nosso continente após a descoberta de sua existência pelos imundos navegadores e exploradores europeus, que além desse gado trouxeram a destruição, as doenças, e todo o tipo de desgraças à gente desta terra, onde por interesses religiosos eliminaram centenas de nações índias, numa das maiores barbáries que já aconteceu na história da humanidade. Matanças indiscriminadas em nome de deus.
             
A combustão da fosfina dá-se também durante o dia, entretanto, devido a luz intensa do Sol ela não é notada, já na escuridão da noite ela se torna visível, e para quem não tem conhecimento do fenômeno causa um baita susto e o baiquára corre campo a fora evocando Tupanci.
             
A pronúncia de Mboi e meio difícil, é mais ou menos pronunciada como se houvesse a letra “i” após o “m” e no momento de sua pronuncia esse “i” fosse engolido.
             
Há na cidade de São Paulo, uma grande artéria, uma das principais, chamada de Mboi-mirim, que quer dizer cobra pequena, mas os paulistanos, por total desconhecimento pronunciam “Eme-Boi-Mirim”, inclusive grandes e respeitados apresentadores de telejornais, numa prova cabal de desconhecimento.
             
São os mesmos afetados que pronunciam “Ti-suname” em vez de “tsunami, só falta nos chamarem de “Ti-che”, em vez de Tche ou Che.
            
Por esse desconhecimento, que não fica apenas restrito as pronúncias de certas palavras, paulistas e cariocas dizem tanta bobagem a cerca dos Gaúchos. Puro desconhecimento de uma minoria de pessoas de pouca cultura e de palhaços ridículos que tentam enxovalhar os Gaúchos e os Rio-grandenses, com piadas próprias de gentalha sem cultura e sem tradições.
             
Obviamente a grande e esmagadora maioria dos paulistas e cariocas é formada de gente de boa índole, trabalhadores, inteligentes e respeitosos, os quais trago sempre em grande consideração e respeito.
            
E que as rusgas do passado, que tanto sofrimento causaram principalmente aos bravos paulistas que com toda a razão lutaram na revolução de 1932 fique como um referencial histórico de bravos homens que lutavam contra as falsas promessas getulistas de dar ao Brasil uma constituição digna, o que custou a fazer.
             
Mas o lado bom é que os Gaúchos transformaram aquela política ridícula que havia no país, capitaneada por meia dúzia de atrasados coronéis cafeicultores e pecuaristas do centro do meu amado Brasil.


*Por que Salamanca do Jarau? Os espanhóis que pelo Jarau passavam, viam ao longe uma elevação de pedras,que com o brilho do Sol lhes parecia,  vista a certa distância com a cidade de Salamanca na Espanha. Admirados com a semelhanças da formação rochosa com a cidade espanhola, passaram a chamá-la de Salamanca. Salamanca do Jarau.



domingo, 15 de abril de 2012

Batalhão Tuiuti - Tempos de Caserna

             
Esse Batalhão do Exército começou  a fazer parte de minha vida no momento em que nasci, pois meu pai, na época, era Segundo Sargento, Segundo Sargento Floribal Farias Teixeira, que nele servia desde o ano de 1936. portanto a farda e a caserna passaram a ser um referencial de vida. O modelo. 
             
Naquela época e após quando lá fui prestar meu serviço militar era ainda denominado 9º Regimento de Infantaria, onde permaneci 5 anos 9 meses e 28 dias.
Foto da Companhia de Petrechos Pesados do 1º Batalhão comandada pelo, então Capitão Gelin, no ano de 1965 onde servia, cujo comandante do Regimento era o Coronel Antonio da Fonseca Sobrinho.

                                               Em 1966 no Estádio do Regimento.

              No mesmo dia juntamente com dois Soldados e o então Cabo Nobre.               


Em 1970 em um acampamento no Laranjal onde atuava como auxiliar do Curso de Formação de Cabos (CFC 70), ladeado por dois cabos também auxiliares de tal curso.

Em 1971, solicitei minha exclusão do Exército, sendo o comandante do Regimento o Coronel Oliveiros Lana de Paula.
           

sábado, 14 de abril de 2012

Cumpra-se a Constituição

             
Nesses últimos tempos, como diz o dito popular, “tenho tirado o chapéu” para os respeitáveis senhores juízes de várias instância, a começar pelo “Ficha Limpa”. Tenho assistido atos que comprovam a total imparcialidade destes, cuja função notabiliza-se por essa imparcialidade. Doutores cuja competência é indiscutível e que zelam por nossa sociedade fazendo com que as leis sejam devidamente respeitadas. E agora vários atos desses magistrados resgatam antigos preceitos constitucionais que estavam sendo deixados de lado, não me perguntem por que, pois minha resposta poderá ser ácida demais para alguns ouvidos sensíveis e meigos.
             
O desrespeito que a grande maioria externa pelos que diferentemente pensam chega ser assustador e doentio. Uma doença que corrói a própria urdidura social, pois são discriminatórios, autoritários e causadores de ódios e em muitos casos de bullyng, ou seja a agressão física e psicológica, não só às crianças como a adultos.
             
Esse bulling, que vai desde a agressão moral, assédio, como o ignorar colegas e até professores que pensem de maneira discordante desses "condutopatas" que se acham a nata, os protegidos, os melhores.
            
Nesse caso que agora trago, o assédio partiu de quem jamais poderia fazê-lo o que prova que o ensino religioso é de foro familiar e não deveria ser ministrado por escolas de espécie alguma.
            
Como há muitos anos trabalho com crianças, jovens e adultos pude notar dentro das escolas essa prática nociva feitas por esses que se auto-intitulam “os escolhidos”, chegando a tal ponto o desplante e a prepotência que usam até camisetas com a frase “juventudes eleita” o que em outras palavras quer dizer que os que não pertenceram a essa tal juventude não o foram, provando assim total desequilíbrio conceitual, ou total discriminação do que os elegeu, pois os outros foram ignorados.
            
Vem agora o Ministério Público, de maneira clara e inequívoca a expedir o seguinte:
                
Nossas escolas não são extensões de religiões, credos e seitas e mesmo nas de Confissão os atos tem e devem ser ecumênicos se houver, entretanto nas Estaduais e Municipais o que acontece é que cada um puxa a brasa para a sua sardinha, pois raros são aqueles que se mostram neutros nesse assunto, o que é do ponto de vista pedagógico uma agressão pois leva a essas violências e discriminações.
             
Alguns dirão que essa prática é para tornar os alunos calmos durante as aulas. Isso diz o profissional incompetente que não tem domínio de classe e para se ter esse domínio não precisa esbravejar, castigar ou ameaçar, basta ter conhecimento e boa vontade.
              
Perdoem-me voltar a este assunto, mas não quero do meu Brasil um país teocrático, pois em todos que isso aconteceu, o ódio, a violência, a repressão e a falta de liberdade tornaram-se a tônica de seus mandos e desmandos onde destrambelhados prenderam, torturaram e mataram milhares de pessoas em nome de suas convicções.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Pensamento do Dia

             Se os homens tivessem conhecimento de como começaram as religiões, seu desenvolvimento e sua história macabra, certamente não seriam religiosos. A ética é mais importante e benéfica ao ser humano do que as crenças.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Pai Mau, Pai Bom.


             
Em uma madrugada dirigia-me ao quartel do Exército onde servia em um ônibus no qual quase todos os bancos estavam ocupados por militares, jovens soldados e cabos. Logo após a roleta havia um banco no qual um cabo recém promovido estava bem acomodado e ainda sonolento, ao seu lado sentei e comentamos sobre aquela noite. Primeira noite de carnaval na cidade de Pelotas, no ano de 1967.
             
No percurso um cidadão negro, forte e jovem ainda com uma fantasia de legionário romano, entrou neste coletivo e esbarrou em um soldado.
             
Olhei para o cidadão e o reconheci, pois o mesmo havia servido naquele regimento um ano atrás, momento em que não contente com o esbarrão o referido homem, visivelmente transtornado, voltou e desferiu um soco no soldado.
              
De imediato, sendo o graduado mais antigo naquele coletivo ordenei que tal agressor fosse imobilizado e uma dezena de soldados sobre esse caiu e a ele dei voz de prisão. Eram tempos duros.
              
Pedi ao motorista que parasse o ônibus bem em frente do quartel, e o indivíduo foi levado aos trambolhões para dentro do xadrez.
             
Logo que iniciou o expediente o mesmo foi identificado e foi constatado ser filho de um Primeiro Sargento Músico agregado, que na época encontrava-se, já a mais de um ano em Licença para tratamento de saúde (LTS) que tão logo comunicado, fardou-se e foi até o Regimento, pois sua presença fora exigida pelo comando.
             
Tal elemento quando servira nesse Regimento como soldado, teria inclusive agredido um Aspirante-a-Oficial R2, da mesma companhia, a quarta de fuzileiros.
             
Tão logo o Primeiro Sargento chegou ao quartel foi encaminhado ao gabinete do Coronel Comandante o qual mandou me chamar, pois trabalhava na sala ao lado (S1) e queria o comandante que eu relatasse ao sargento o ocorrido.
             
Ao entrar no gabinete do comandante, seguindo criteriosamente o regulamento a esse me apresentei e após saudei o Primeiro Sargento que ao reconhecer-me cumprimentou-me com um forte  aperto de mão e inclusive perguntou sobre meu pai, que por longos 24 anos havia servido naquele mesmo Regimento.
            
Após relatar o fato, o Coronel Comandante deu-me ordem para que eu fosse até o Oficial-de-Dia para comunicar a esse que levasse o referido preso até seu gabinete para libertá-lo, pois esse era filho de um exemplar Sargento, que o aguardava.
             
Momento em que, o Primeiro Sargento, de uma educação esmerada disse ao Comandante:
             
- Senhor, eu ando muito doente e “esse negro” ainda vai me matar do coração, e para educá-lo pediria ao senhor que o deixasse preso durante essa semana de carnaval.  Talvez assim ele aprenda a ser educado.
             
O Coronel, surpreso e sisudo olhou para mim e mandou que eu fosse até o Oficial-de-Dia e transmitisse que tal preso deveria ser libertado somente no fim daquela semana de carnaval.
             
Se todos os pais fossem bons pais “maus” não teríamos essa juventude atormentada, marginalizada, arrogante e deseducada.
             
Muitas vezes temos que ser pais maus. Isto é estar presente. Isto é conduzir nossos filhos pelos caminhos corretos da vida, isto é amar os filhos, pois filhos mimados são futuros delinqüentes. E limites são necessários. Não se faz necessário estar sempre os carregando pela mão.
              
Não mais vive esse adoentado Sargento, mas o citaria como um bom pai mau que a sua maneira queria ter em seu filho um cidadão. E o contrário acorre em nossa sociedade onde grande parcela de pais tenta livrar a cara de seus filhos, mesmo que esses sejam marginais como vemos seguidamente em nossa imprensa, onde esses destrambelhados estupram, matam, traficam mas tem seus afetados papais e mamães para dizerem hipocritamente que seus filhinhos são  bons, trabalhadores e educados. E sempre culpam os outros por serem más companhias, mas nunca admitem que as más companhias são na verdade os seus própiros filhos (leia neste blog a matéria com o título “Crime sem Castigo”).

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O Ensino Religioso Por Trás da Violência.



(Parte I)

Pouco após o meio-dia entrava em uma escola que lecionava quando um aluno esbaforido correu em minha direção e relatou-me que os Estados Unidos estavam sendo bombardeados por aviões.

Sem entender muito bem o que me era relatado corri até a sala dos professores onde alguns colegas já estavam, porém ninguém sabia o que estava acontecendo e rapidamente liguei um aparelho de TV e vimos então, estarrecidos as notícias fatídicas daqueles atentados que ceifaram milhares de vidas.

Muitos alunos chegavam de suas casas, visivelmente transtornados e com certo atraso, pois todos queriam se inteirar dos fatos, consegui finalmente iniciar minha aula onde dezenas de perguntas eram feitas simultaneamente sobre o referido caso.
Pegando esse como base passei a explicar aos meus alunos o ódio que havia entre a cultura muçulmana e judaico-cristã. Coisa que começou há milhares de anos. Relatei-lhes rapidamente sobre as Cruzadas, onde em nome da fé milhões de pessoas de ambos os lados foram trucidadas na mais cruel carnificina em nome de Deus.
Cheguei então a revolução iraniana de 1979, quando o xá Mohammad Reza Pahlevi foi derrubado de seu trono pelos seguidores do aiatolá Ruhollah Komehini, e que com essa virada de mesa reiniciava mais um grande período de ódio.

(Parte II)


 
Esse Ódio se estende até nossos dias, coisa que diariamente vemos nos telejornais.
Nesse período surge a Al Qaeda, movimento revolucionário religioso extremado, fanático e violento. Outros grupos são formados em diversos países islâmicos, com os mesmos fundamentos, que são a religiosidade extremada, o ódio, a violência e o desapego pela vida, onde vamos ver surgir os chamados homens-bomba.
No Paquistão vai se difundir o Talibã, movimento fundamentalista islâmico, que inclusive vai governar o Afeganistão no período de 1996 a 2001, quando devido às verdadeiras loucuras religiosas impostas por um governo autoritário e violento, reprimindo tudo e a todos, onde as mulheres seriam como ainda são tratadas como verdadeiros trastes sem nenhum direito, ameaçadas, odiadas e maltratadas (e elas não aprendem)
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Por bem as forças armadas de uma coalizão lideradas pelos Estados Unidos derrubou aquele governo e se inicia um período de extrema violência que perdura até os dias de hoje.
Para manter aceso o ódio ao ocidente, em muitos países islâmicos as criancinhas que sequer aprenderam a caminhar já são ensinadas ao ódio, e passam os dias ouvindo citações do seu livro sagrado.
Ao irem para a escola, aprendem a ler no seu livro sagrado. E assim crescem ouvindo, e recitando seu livro. Uma verdadeira lavagem cerebral. Criando-se mentes distorcidas.
Isto acontece e se torna num fanatismo sem precedentes porque tudo aquilo que for colocado na cabecinha ainda em formação de uma criança, mesmo que seja a coisa mais estapafúrdia, passará a ser verdade. Não contestarão, tornar-se-ão verdadeiros robôs alienados, violentos, conservando em seus coraçõezinhos o ódio, a aversão e a violência. Serão no futuro uns “tararacas” que tudo farão para impor suas convicções e crenças.
Haverá no futuro, e para isso muitos países já se preparam, uma nova Cruzada, só que desta vez não usarão lanças nem espadas e sim artefatos nucleares para impor suas vontades religiosas e como centro atual está o Irã. Ensandecidos, lunáticos farão de tudo, pois assim foram forjados desde pequenos. Foram moldados desde criancinhas a serem como são.
Assim sendo, o ódio é fomentado na mais tenra idade, o que prova que acreditar em um deus não torna o homem bom e pacífico. Um grande equívoco que mesmo pessoas de refinada cultura têm. Um homem bom, honesto, digno, correto, probo, bom pai, bom marido, filho exemplar não precisa acreditar em Deus, basta ter vergonha e honradez, o que falta para muitos religiosos que estão na cadeia pelos mais diferentes motivos.
Crer em deus não transforma o caráter de ninguém, pois pessoas boas como o humano, fraterno e dedicado médico Draúzio Varella, o arquiteto honrado e símbolo do novo Brasil moderno, Oscar Niemeyer e o escritor das crianças brasileiras Monteiro Lobato, entre milhões de outros bons e dignos “humanos” não crêem, isto deixei claro quando escrevi em março, neste blog “Ela não Crê em Deus, é Ateia”.
Infelizmente o contrário se observa no número vertiginoso, em todo o mundo de padres, bispos, pastores e outros religiosos que quando se sabe respondem processos por pedofilia e alguns vão parar na cadeia ou pagar indenizações astronômicas. Outros enriquecem a custa dos seus rebanhos e levam uma vida nababesca, rindo da cara dos otários. Os presídios estão lotados de um número sem fim de bandidos, que vão desde traficantes a estupradores, que crêem em Deus. Vimos pelas nossas redes de televisão, várias vezes, grupos de traficantes nas nossas grandes cidades, todos de mão dadas orando para Deus, pedindo proteção para seus atos deinquentes.

E podemos sentir o ódio que uns que crêm em Deus nutrem por outros pelo simples fato de pensarem diferente. E todos dizem pertencerem a uma religião que é a verdadeira. Qual, pois todas se dizem ser?
Deixemos nossas crianças fora dessa ciranda demagógica e que elas decidam por si só quando tiverem suas cabecinhas formadas, pois é um crime distorcê-las. E se isso quiserem fazer que o façam no meio familiar, pois é um assunto de foro íntimo, não devendo o Estado imiscuir-se neste assunto, pois pela constituição que rege a nossa República o Estado é e deve ser laico, pois já em l891 houve a separação da Igreja do Estado, assunto que tem dado “muito pano pra mangas” conforme escrevi no jornal VS, página 8, de 2 de abril deste ano, com o título de Ateu 2, em resposta as barbáries escrita no mesmo jornal em 26 de março com o título de O Ateu, o que mostra bem o ódio que alguns religiosos tem em seus corações.
Devemos criar nossas crianças dentro do respeito e do amor, conforme criei meus filhos, honestos, trabalhadores, exemplares como filhos, amigos e cidadãos, que quebraram suas cabeças, trabalham exaustivamente e seguiram o caminho da dignidade e da fraternidade e decidiram por eles próprios apesar da insistente e doentia mania de querer que todos pensem igual.
Não pertencem a nenhuma religião, mas tem vergonha, nunca usaram qualquer tipo de drogas, jamais passaram os outros para trás o que não acontecem com um grande número de “anjinhos”, que vivem socados dentro de templos e igrejas e por conhecê-lo bem sei quem são. Violentos, atormentados, drogados, escória da humanidade, verdadeiros párias, mas crêem o que não os torna dignos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Nossos Filhos ou Filhos do Mundo?

             
Quando nasceram nossos filhos, muitas dúvidas e preocupações correram soltas em nossos pensamentos.
              
Criar filhos é uma arte, uma posse ou é um desprendimento?
              
Seremos donos deles ou seremos amigos?
              
Passados os primeiros anos, anos em que ainda são totalmente dependentes, vem o período da "aborrescência". Período em que precisamos ser tão ou mais presentes, e dar-lhes limites e limites não podem ser confundidos com opressão, e amar e se preocupar não podem ser sinônimos de castração, submissão, prisão, infelicidade, tédio e rancores.
             
Mas durante toda a existência devemos amar nossos filhos, mas eles devem seguir o caminho natural da vida.
             
 Suas venturas e desventuras.
              
Suas aventuras e seus devaneios.
              
Seus amores e desamores, suas lutas, suas paixões, seus erros e seus acertos.
              
Lutas que devem ser feitas por eles mesmos, pois se sempre estivermos amparando, cuidando, zelando, coibindo, adoecendo por eles e se martirizando por eles, não estaremos contribuindo para a sua felicidade, ao contrário estaremos conduzindo-os para um mundo sombrio do de se acharem incapazes, do de se acharem doentes, inseguros, confusos, atormentados e acima de tudo se acharem culpados pelos nossos sofrimentos que são causados pelos nossos sentimentos patológicos de posse. Pelas nossas neuroses, pelos nossos fracassos ou pelos nossos anseios doentios e zelos excessivos.
              
Nossos filhos devem quebrar suas cabeças em busca de seus caminhos. É óbvio que sempre estaremos lado a lado, aconselhando quando solicitado, tirando suas dúvidas quando de suas incertezas, ajudando quando necessário, punindo quando necessário, mas amando, muitas vezes com o coração aos sobressaltos, porém deixando-os livres para pensarem por si, resolverem por si, fazerem por si, viverem por si.
            
Noites não dormidas, onde a preocupação atormenta, devemos remoer em silêncio para não os atormentar, pois amar é criar nossos filhos independentes, seguros, equilibrados e, sobretudo livres para acertarem e errarem, é o caminho natural, pois assim é a vida. E a vida nem sempre é amena, a vida é feroz e temos que lembrar que nossos filhos são também filhos da vida.
           
A vida é feita de erros e acertos.
           
Devemos mostrar o caminho e darmos o exemplo. Isto é sem dúvida amar. O contrário é recriminar, acusar, ferir, tolher, castrar, amordaçar, mantê-los submissos, adoecendo com as nossas doenças. Doenças silenciosas que nem mesmo nós as sentimos.
           
Estamos profundamente adoecidos, mas não temos o discernimento de admitir.
           
Muitas vezes na tentativa de fazê-los acertar ao nosso modo e de proteger excessivamente estamos cavando uma vala larga, profunda e escura a frente deles, e muitas vezes não saberão ultrapassá-la, pois não saberão se defender das armadilhas da vida, pois envoltos em uma teia invisível que os sufoca e os mantêm presos ao infortúnio de não poderem fazer, de não poderem ousar, de não poderem experimentar as coisas boas e saudáveis.
            
E ao percebermos que eles não podem ultrapassar esse obstáculo, erramos novamente e vamos pegá-los e conduzí-los pela mão, aumentando assim os seus temores, suas culpas e seus sentimentos de incompetência. E muitos ficarão felizes pois eles erraram para provar que só nós somos os certos e sempre temos a razão. 
            
Não conseguirão superar esses percalços, pois passamos a vida tirando os entulhos, as pedras e os espinhos que se interpõem em seus caminhos.
            
Estaremos sempre alucinadamente os carregando pela mão, como se fossem eternas criancinhas indefesas. Assim estaremos na verdade, obstaculizando, fazendo ainda mais pesado o fardo que carregam, pois na tentativa de proteger estamos na verdade empurrando-os para o fundo do abismo, pois não queremos que eles sejam do mundo, não queremos que eles tenham seus sonhos e seus pensamentos, pois queremos sonhar por eles e queremos pensar por eles. Queremos tê-lo sempre submissos.
           
Queremos no fundo que sejam somente nossos e esquecemos que um dia vamos faltar e aí o que será deles sem saber o que fazer, pois não aprenderam a caminhar com suas próprias pernas, sem ter a mão para amparar, sem ter a proteção doentia que não os ensinou a lutar pela sobrevivência nessa selva em que vivemos.
          
Padecerão pela incerteza de não ter alguém lhes dando ordens e dizendo como fazer.
          
Padecerão, e aos sobressaltos acordarão para um novo e amargo período, tolhidos, presos, infelizes e sós num mundo que os atormentará, pois não seguiram o caminho natural das coisas. Foram proibidos de caminhar sozinhos.
           
E nós não vemos e não sentimos nossas neuroses, e não admitimos a existência delas e sem querer, ou por querer demais estamos estragando a vida de nossos filhos, pois queremos que eles vivam para nós e isso os levará as desilusões, aos traumas e aos males dos que não tem a oportunidade de fazer por si só, dos que não vivem suas vidas plenas, dos que foram alijados dos prazeres elementares, onde a baixa autoestima é uma constante e as incertezas os aprofundam num mundo escuro de tristezas. Mas nós não vemos.
            Por amar nossos filhos devemos criá-los para o mundo e que sejam livres como os pássaros na natureza, e nos enganamos quando erradamente ouvimos um pássaro preso cantando e achamos que cantam de felicidade. Na verdade seu canto é melancólico de tanta tristeza de estarem presos as nossas gaiolas.
           Que sejam nossos filhos os artífices de seus caminhos, estaremos sempre à retaguarda, pois jamais os abandonaremos, mas temos que saber que a vida é deles e assim é a natureza e no dia em que faltarmos, deixaremos saudades por sermos libertadores e não carcereiros.
            
Por amar, deixaremos saudades por sermos parceiros e não dominadores.
           
Por amar, deixaremos saudades por termos autoridade e não por sermos autoritários.
           
Por amar, deixaremos saudades por estarmos sempre presentes e não por sermos uma presença incômoda.
           
Na esperança de acertar e de proteger poderemos estar fazendo um grande mal aos nossos filhos, tirando-lhes a liberdade, carregando-os de culpas, pois muitas vezes chantageamos para conseguirmos o que queremos sem nos importarmos se é isso que eles querem. Podemos dessa maneira fazê-los pensar como nós, agir como nós, sentir como nós, pois estaremos na verdade tirando deles a essência principal da vida que é a liberdade.
           
Liberdade de querer, de ousar, de errar, de amar, de serem autoconfiantes.
           
Liberdade de ter a liberdade de fazer o certo por eles mesmos e não o errado por nossa vontade que achamos estar certa.
           
Filhos são como uma pedra que lançamos ao infinito, a qual podemos observar em sua trajetória a distância, mas não devemos tentar por nossa conta tirá-la do curso natural, pois não somos nós a pedra lançada.
          
Amar é ter desprendimento.
          
Amar é saber que nossos filhos são filhos do mundo.

sábado, 7 de abril de 2012

Mudança de Hábitos



             
Com essa explosão de consumo ocorrida em nosso Brasil nos últimos dez anos, e com sua crescente industrialização que o tornou a sexta maior economia mundial, mudou também profundamente os hábitos de sua população, agora detentora de maior poder aquisitivo.
           
Não vamos tocar na questão do consumo de bens, na compra de automóveis, computadores, eletrodomésticos, como geladeiras, ar-condicionados, televisores, pois só não vê quem não quer, o que confirma o velho adágio de que o pior cego é aquele que não quer ver, mas os hábitos foram também modificando conforme as necessidades e conforme o poder maior de compra que hoje tem, não só uma classe média em vertiginoso crescimento como também as classes de menor renda.
          
Com isso podemos notar que há uma procura maior não só desses bens como roupas, calçados, perfumaria e outros, com a entrada de bilhões de reais provenientes de melhores salários como de programas governamentais que injetam na economia algo inimaginável para outros tempos, onde o salário mínimo saiu dos ridículos 80 dólares da era FHC, para mais de 300 dólares de hoje e com previsão de aumento real que em menos de uma década se for mantida as taxa atuais de crescimentos levará a população brasileira a níveis de muitos países do dito primeiro mundo.
           
Mas o que mais me chama a atenção é fato de multiplicarem-se os restaurantes propriamente ditos, onde encontramos um largo leque de opções, que vão desde os populares, a módicos preços aos mais sofisticados, que mesmo assim mantém-se cheios e com uma clientela fiel.
           
Mudou a fisionomia desses estabelecimentos e mesmo nos acima da média o que vejo é um número crescente de famílias, muitas das quais nota-se pelas atitudes e apresentação serem os recém chegados a esse tipo de serviço, esse admirável mundo novo do desfrutar as coisas boas. E desfrutar de coisas boas não quer dizer empanturrar-se e sim melhor alimentar-se, o que para muitos deverá ser uma mudança drástica.
              
Fiz muitas viagens não só pelo nosso Estado como em todo o Brasil e o que percebo é uma mudança muito grande dessa clientela, que por um lado me entusiasma, pois hoje os restaurantes não são apenas para serem freqüentados em dias de aniversários e para casuais viajantes e turistas e sim passaram a ser um local de assíduo comparecimento.
             
Como rarissimamente faço minhas refeições em casa, vejo a cada dia essas novas caras nos restaurantes, são homens e mulheres de todas as procedências sociais e culturais que buscam não só um atendimento diferenciado como buscam a praticidade para as suas vidas atribuladas na correria do dia-a-dia, como também nos finais de semanas onde podemos ver famílias que até bem pouco tempo sequer sonhariam entrar em um desses estabelecimentos, alegres mesmo muitas vezes enfrentando uma longa espera para terem uma mesa à disposição.
               E um povo bem alimentado é um povo feliz, saudável e bonito.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Reminiscências


             Nenhuma história de minha época de Primário poderia ser contada sem a célebre fotinho do Colégio onde comecei meus estudos. Colégio São Pedro, no Fragata, na antiga Avenida Daltro Filho, hoje Avenida Duque de Caxias, na cidade de Pelotas.



Tudo era novidade e tinhamos orgulho de nossas escolas.

 Já bem mais grandinho com o uniforme da Banda Marcial.

Aos dezesseis anos com a primeira namoradinha.

Aos dezoito anos em um inverno na Praia do Laranjal

Ainda com dezoito anos, com a terceira namorada.

Ao dezenove anos, fotografado para o alistamento militar.

E entre fotos em preto e branco ia fazendo uma história de amores, amores imaturos, que deixou muita saudade por terem sido coisas até certo ponto passageiras deixou boas e más recordações.
Como seria bom se as coisas fossem diferentes.
Ao mesmo tempo foram boas por terem sido imaturas.
Pois são as descobertas e descaminhos que nos fazem amadurecer.
São as coisas erradas que nos fazem tentar acertar.
E somente as coisas certas são duradouras.