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domingo, 31 de janeiro de 2016

Álvaro Dias




Mesmo que o Tucano abandone o seu ninho, ele continuará sendo Tucano, jamais será um colibri. 



O eleitor tem que ficar esperto, ou será sempre tratado como idiota.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Os Dementes a Deus


Por que a maioria dos tementes a Deus tende a ser agressivos e genocidas?

Certa tarde de ano de 2009, conversava com dois professores quando a nossa conversa um pastor evangélico sorrateiramente entrou no assunto. Não era professor.

Por educação continuamos conversando e nosso assunto era sobre a existência ou não de deus e as falsidades encontradas no dito livro sagrado.


O pastor em visíveis transtornos, viajando nas mais estapafúrdias ideias, a um certo ponto, desesperado, enlouquecido por essas seitas que congregam milhões de pessoas, mas que a maioria absoluta tem grandes traços de demência, demência essa já própria do indivíduo mas que são agravadas conforme vão sendo trabalhados por ladinos e espertalhões, que ao não me convencer através de suas ladainhas beirando a total e irrecuperável desequilíbrio, vendo-se sem saída, perdido sob meus sólidos argumentos e conhecimento, em quase desespero e insanidade disse:

- Um dia vamos matar todos os que não acreditam em deus, pois deus nos manda aniquilar os ateus e este é o meu desejo.

Surpresa geral, o que para mim não foi.

Assim agem e pensam todos os atormentados pelas três seitas normativas. Tanto o judaísmo, como o Islamismos que não precisamos de muitos esforços para saber o que eles, em nome de seu deus Alá estão fazendo com seus Exércitos sanguinários, como o Isis, o Boko-Haran, Al qaeda e tantos outros que proliferam assustadoramente.


Já o Cristianismo, sabemos através do estudo de história o que fizeram com a sua malévola Santa Inquisição, onde mentes doentes e diabólicas torturaram e mataram centenas de milhares ou milhões de pessoas não só na Europa como na América Latina. Sem contar no barbarismo selvagem dos protestantes na América Anglo-saxônica.

Também sabemos do barbarismo que foram as Cruzadas, onde milhões de pessoas pereceram nas Guerras que a Igreja Católica fez contra o povo muçulmano.

A justiça Brasileira não sabe ou faz vistas grossas a essas sementes de Al qaeda cristãs que surgem no meio evangélico no Brasil onde organizam o chamado Exército de Cristo ou os Vigilantes de Deus. Só cegos não veem para que estão organizando essa juventude que tem a soberba e a loucura de se autodeterminarem Geração Escolhida.


Porém na África já Existe um Exército Terrorista Cristão que mata homens, mulheres e crianças, numa loucura satânica ligada ao trafico de animais, seres humanos e marfins que é a fonte principal de receita para adquirirem armas e continuarem sua saga genocida, matando, matando e matando em nome desse deus conivente com as barbáries que fazem em seu nome.  É o Exército de Resistência do Senhor, grupo sectário cristão do norte de Uganda e seu líder Josef Kony, que se proclama o porta-voz de deus não passa de um sanguinário assassino, mas como a maioria deste tipo acreditam que deus os fez instrumentos para cumprirem suas vontades.


Não creio, porém tenha absoluta convicção que se existisse um deus tão poderoso não precisaria de nenhum babaca se intitulando seu porta-voz, entretanto é o que mais tem no mundo, esses tresloucados que em se aproveitando da fragilidade econômica e mental de milhões de desorientados assim se apresentam e carregam multidões de condutopatas, através da mentira, da superstição e do medo.

Josef Kony está na lista dos dez homens mais procurados pela Corte Penal Internacional por crimes contra a humanidade.


Gostaria que essa Corte aprofundasse seus critérios para julgar esses destrambelhados que usando as ditas palavras de deus conseguem manter sob seus pés imundos milhões de atormentados presos. O Brasil, de certo se transformaria num campo de caça aos canalhas e trambiqueiros, evitando assim que outros James Warren Jones o Jim Jones, pastor evangélico e fundador da Igreja Templo do Povo conseguisse conduzir mais de 900 abobados para o maior suicídio coletivo da história.




Brzy se uvidíme moji přátelé

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Entre o Céu e a Terra - 4


O Cabo Rancheiro

No então 9º Regimento de Infantaria, trabalhei por alguns anos na Casa-da-Ordem, ou simplesmente S-1, o que na atividade civil seria o Departamento de Pessoal.

Nesta Seção, entre outras coisas é feito o Boletim Interno, documento que diariamente é publicado, dando conhecimento de todos os atos e fatos ocorridos ou por ocorrer em uma Unidade das Forças Armadas, bem como nos comando acima.

É na Casa da Ordem que se têm os dados sobre o efetivo da Unidade, fichas individuais de cada militar e de onde  emanam as escalas de serviços. Efetividade, apresentações e transferências.

Nesta Seção todos os Oficiais e Praças devem se apresentar, quando de retorno de licenças, viagens ou quando chegam transferidos de outras Unidades, ou quando dela, por qualquer motivo venham se afastar, assim como os militares em transito pela guarnição.

Certo dia apresentou-se ao Capitão S-1, um Cabo, oriundo de São Leopoldo, de nome Lautert. Era um Cabo de seus 28 anos, alto, loiro, já que sua origem, conforme podemos observar pelo sobrenome, era alemã, que iria ocupar uma vaga no efetivo do Rancho. É no chamado Rancho que se preparam os alimentos a serem ingeridos pela tropa.

Observei esse Cabo de minha mesa, por alguns instantes e notei que o mesmo, levando-se em conta estar chegando a uma nova Unidade, poderia estar meio sestroso, mas não era por este motivo que ele trazia certa tristeza no olhar.

Foi designado para servir na mesma Companhia, da qual eu fazia parte do efetivo, a CC-1. Companhia de Comando do Primeiro Batalhão


Na manhã seguinte, como de hábito, cheguei cedo ao Regimento e fui direto para o S-1, já que era dispensado pelo comando da Parada Diária, a não ser nos dias em que estava de serviço, e somente de Sargento-de-Dia.

No início do expediente da tarde, estando o Boletim Interno já bem adiantado, solicitei ao Capitão S-1, para ir até a Companhia, não havia nenhum motivo especial, mas algo me dizia para ir até lá.

Passei pela Sargenteação, onde cumprimentei o Sargenteante da mesma, o Primeiro Sargento Abrantes, entrando após no alojamento vazio, onde apenas o Plantão ali estava em seu rotineiro serviço. 

Observei, entretanto que alguns cabos conversando no Quarto dos Cabos, e para lá me dirigi.

Ao entrar em tal dependência, encontrei o Cabo Cláudio Roberto Ribeiro, sentado em uma das camas, ao seu lado o cabo ajudante da Reserva, cujo nome de guerra era Veiga e em outra cama estava o Cabo Elomar da Silva Acosta da 5ª. Cia Fzo, e em pé, encostado em um armário, estava o tal Cabo Lautert, que jamais havia com ele falado.

Havia dois outros Cabos presentes, porém não consigo sequer lembrar os seus nomes, Eram dois Cabos recém-promovidos que quanto entrei os dois que estavam sentados no piso do quarto, levantaram-se prontamente perfilados. O Cabo Acosta, levantou-se e lembro exatamente de sua fisionomia naquele momento, pois também era um cabo recém-promovido. E depois que deixamos o Exército continuamos amigos, até hoje.

No momento em que adentrei ao quarto, tal cabo, que já havia me visto no S-1, olhou-me indagativamente sem nada dizer, apenas me olhou, e eu disse:


- Tu és o Cabo Lautert. Está chegando ao Regimento. Esta é uma ótima Unidade do Exército, talvez a melhor. E tu foste de uma infância pobre e sofrida, pois teu pai muito bebia deixando tua mãe, tu e seus irmãos, muitas vezes passando fome, mas não deixava de encher a cara e passar noites a fio em bebedeiras. Muitas vezes ele se tornava agressivo e agredia a todos em casa. Entretanto teu avô era muito teu amigo, tentava sempre defender-te das agressões. Era mais que um amigo, que tu amavas muito. A maior tristeza de tua vida foi o dia em que teu avô faleceu. Sofrestes muito. Chorastes muitos. E a partir deste dia, não tendo mais o amigo para te proteger, resolvestes ainda um menino ir à luta, por conta própria, mas não ficar vendo as bebedeiras e os maus tratos e saístes de casa. Hoje tu és casado e tens duas filhas, que são os amores de tua vida. Veja os exemplos do passado não como motivo de tristeza e sim de aprendizado.

E conforme eu falava o Cabo Lautert foi se arriando até sentar ao chão, chorando, o que vinha a confirmar cada palavra que eu dissera.



Passei a mão em sua cabeça e sem mais nada dizer me retirei, deixando os cinco outros Cabos pasmos entreolhando-se, enquanto Lautert, continuava sentado ao chão com as mãos no rosto num choro triste e doído.  Eu saí do quarto dos Cabos sem mais nada dizer e voltei para o S-1.

Jamais tocamos no assunto. E poucas vezes revi esse Cabo. Quanto aos outros também jamais tocaram num assunto tão pessoal, chocante e triste.

Estas coisas vieram a se repetirem em outros locais e com outras pessoas.
Algo que temos e por enquanto nem as ciências tem uma explicação, mas em breve vamos saber como isso se manifesta, obviamente não é nada religioso, longe disto e sim um poder de nossa mente. Um poder desconhecido.



quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Cuba, Pobre Cuba.


Desde o ano de 1962 os Estados Unidos da América mantém Cuba sufocada, no mais brutal embargo econômico, nada entra e nada sai e sob suas botas sujas de sangue vão afogando o povo cubano e dizem aos AAs que Cuba está nesta miséria por não saber nadar.
E os AAs acreditam e fazem coro.
AAs é uma organização internacional de ultra direita raivosa, com grande ramificação no Brasil, e que quer dizer Alienados Anônimos, que na verdade aqui deveria ser chamada de CDA, ou seja, Capachos dos Americanos.
Um dia esse poderio militar poderá virar suas armas contra o Brasil, pois eles só tem um amigo, o dinheiro. Aí eu gostaria de ver a cara desses AAs.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Entre o Céu e a Terra - 3

O Soldado

Na Primavera de 1969 , após o toque da Revista, às 21 horas, reuniram-se na sala do Oficial-de-Dia, junto a esse, o Sargento Adjunto, os Sargentos-de-Dia dos dois Batalhões e os Sargentos-de-dia das Companhias, a fim de organizarem as escalas de Permanência e Ronda.

A Permanência seria desempenhada por um grupo de Sargentos-de-Dia e o Sargento Comandante da Guarda, que se revezariam, no Corpo-da-Guarda, durante a noite até o toque da alvorada, para que todos pudessem dormir algumas horas.

Outro grupo, composto pelo Oficial-de-Dia, Sargento Adjunto, Sargentos-de- Dia aos Batalhões e os outros Sargentos-de-Dia às Companhias, fariam a Ronda, tormento de muitos Plantões, Guardas e Sentinelas.

O Corpo-da-Guarda, ficava estrategicamente situado junto ao Prédio de Comando, na parte Frontal do Regimento. A Guarda aí estacionada era Chamada de Guarda 1, ou simplesmente G-1.

Nessa noite, estava eu de Sargento-de-Dia de minha Subunidade, a Companhia de Comando do 1º. Batalhão, conhecida como CC-1 e desempenharia minhas atividades noturnas, além das funções normais de Sargento-de-Dia, as de Permanência, inspecionando todos os militares que entrassem no então Regimento, já que após o toque de silêncio ninguém poderia sair, a não ser oficiais.

Faria o meu turno no horário da meia-noite às duas horas daquela inesquecível noite.

Para não perder meu horário, pedi ao terceiro-sargento Francisco, que estava de comandante da Guarda 1, e que faria seu turno de permanência, das 22 às 24 horas, que mandasse um soldado da guarda me chamar as 23h45mim, minutos antes do meu horário de ronda. Assim teria algum tempo para descansar, mesmo que fosse uma hora e meia.

Assim acertado dirigi-me a minha com Companhia, última Subunidade da Avenida central do Regimento, a esquerda logo passando o Rancho, para os acertos finais com o Cabo-de-Dia e com os plantões e ali descansar após um dia estafante de serviços, já que durante o expediente exercia as funções de datilógrafo do Boletim Interno da Unidade em Pelotas sediada, na época, 9º RI.

Ao chegar à CC-1, após a inspeção habitual, dirigi-me a um quarto que ficava no fundo do alojamento dos soldados, que era o chamado Quarto dos Cabos. Era a única Companhia do Regimento que possuía um quarto reservado aos Cabos.

Era um quarto de bom tamanho, com armários e duas camas. Uma junto a parede divisória da Reserva, onde eram armazenados a carga da Companhia, na época sob a responsabilidade do Subtenente Natalício, e a outra cama sob uma grande e alta janela.

Escolhi a cama sob a janela, já que ficava protegido de forte luminária do pátio da Companhia que iluminava a cama oposta. Antes de deitar-me, fechei a porta com um trinco, tipo ferrolho, e após tirei o cinturão com o revólver carregado com seis lindas azeitonas ponto 45 e o capacete, e os pendurei na cabeceira da cama, bem a mão se fosse necessário. Vivíamos o período da ditadura.

Tão logo encostei a cabeça no travesseiro, o cansaço me abateu e dormi um belo e profundo sono.


Acordei com um soldado da Guarda 1, ao lado de minha cama, chamando em voz baixa, e dizendo “está na hora de sua Permanência”. Acordei de imediato, virando-me na cama, pude ver, devido a luz da luminária externa o referido soldado.

Era um recruta negro, azul de tão negro, com a braçadeira verde em seu braço esquerdo, com o grande “G” e o número ‘1”, em cor branca, o que facilitava a identificação.

No momento em que o vi disse:

- Ah! Obrigado por ter me acordado e vamos que temos uma noite pela frente.


De pronto, levantei-me, ficando de costas para o soldado e no momento em que colocava o capacete, por baixo de meu braço direito vi o referido soldado sair pela porta do quarto. Peguei o cinto com o revolver pesado no coldre, e colocando-o na cintura fui sair. Para minha surpresa a porta estava fechada pelo lado de dentro com o tal trinco-ferrolho.


Dei um passo atrás, olhei bem pelos cantos do quarto, respirei fundo e abri o ferrolho e a porta, momento em que conferi em meu relógio Technos, comprado na Joalheria Pinto Ferreira, em 3 de janeiro daquele mesmo ano, quando constatei ser 23 horas e 44 minutos, relógio que ainda guardo, pois deixou há muito tempo de funcionar.


Ao sair do quarto observei o plantão movimentar-se perto da porta que saia para o pátio lateral esquerdo da Companhia, ao dele me aproximar falei baixo para não acordar algum soldados dos muitos que dormiam a sono solto:

- Calçada, alguém entrou no quarto dos Cabos?

- Não senhor! - respondeu o soldado Calçada e completou - Apenas ouvi o senhor resmungando.

- Tudo bem, esqueça isto e me diga se está tudo bem no teu “quarto”?

- Está tudo bem. Respondeu o ainda menino soldado, branco, meio aloirado, muito educado e prestativo.

“Quarto” no linguajar militar refere-se ao período de tempo que um plantão, guarda ou sentinela fica em seu posto de serviço, durante o dia ou à noite, que na verdade não é quarto de hora e sim duas horas inteiras. Sempre o homem neste período de duas horas, é pontualmente substituído por outro, armado, descansado e alimentado.

Sai da Companhia, meio cismado e quando cheguei a Avenida central do Regimento, chamada de Duque de Caxias, que não deve ser confundida com a Avenida que fica em frente ao Regimento, também chamado de Duque de Caxias, fui bem pelo meio da avenida, olhando para todas as sombras junto as arvores que ladeavam aquela para mim tão familiar avenida, a qual quando menininho pelos anos 49 e início dos 50 corria por seu empoeirado leito, já que não havia naquela época calçamento e as companhias não tinham paredes de alvenaria, eram feitas de grandes e grossas folhas aço ondulado, que com o tempo foram cedendo lugar aos tijolos.

Havia crescido dentro desse Regimento, aonde meu pai serviu por mais de 24 anos, até ser transferido para o Arsenal de Guerra, em General Câmara aonde veio a ser promovido a Primeiro Tenente e meses depois passar para a reserva.


Ao chegar entre a CPP1 e CPP2, duas Companhias de Petrechos Pesados pertencentes uma a cada Batalhão, pois havia dois nessa época, vi se esgueirando entre a parede da CPP-1 e as árvores da avenida, pelas sombras, um vulto, que ao me ver, foi logo perguntando, momento em que perfilando-se bateu continência:

- O senhor é o Sargento-de-dia da CC-1.

- Sim. Eu mesmo. - Disse ao recruta que saia das sombras, completando – Tu já me acordaste há uns minutos atrás.

Ao chegar mais próximo, já sob a luz das luminárias da avenida, pude confirmar efetivamente que aquele soldado que estava a minha frente era o mesmo que havia me acordado.

Contei após para o referido soldado e também para o sargento Francisco o ocorrido, e eles ficaram impressionados, porém aquela foi uma das mais tranquilas noites de serviço naquele regimento. Pois estas coisas nunca me deixaram preocupado.

Coisas que carrego desde menino e nunca me impressionaram, vejo como coisas normais, que ainda sem uma explicação sólida estão aí, entre o Infinito Universo e a Terra. Mas um dia teremos o conhecimento para entendê-las.



Fins aviat, amics meus.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Entre o Céu e a Terra - 2.


Como - “agnóstico”, procuro sempre buscar a verdade, lendo, estudando, mergulhado em livros; livros que vão dos conhecidos livros sobre história, mas também procuro entender o sentido das religiões e não raro leio livros sobre o Xintoísmo, o Budismo, o Hinduísmo e especialmente livros espíritas, que deixo de citá-los, pois tomariam todo o espaço que disponho.

                Em meu escritório na antiga casa.

Nestas leituras e pesquisas, coisa que poucos tem acesso pude verificar que o Torah ou Torá, as escrituras sagradas do povo judeu, surgiu de lendas que existiam há milhares de anos e que com o surgimento do Cristianismo, este copiou o Torah, para ter também as suas “sagradas” escrituras, a Bíblia, tanto que os filhos prediletos de deus são os judeus, e isto está escancarado na bíblia e não os brasileiros, russos, alemães e todos os outros povos.

O mesmo veio a acontecer com o Al Corão, livro sagrado muçulmano, que também é uma cópia menos perfeita do Torah. Lembro aqui que nem todo o árabe é muçulmano assim como nem todo o muçulmano é árabe.

E, tanto cristãos como muçulmanos aceitam que os judeus sejam filhos de um homem escolhido por deus chamado Abraão, cuja e sua meiga e e fina mulher Sara, não podia gerar filhos e fê-lo ter filhos com uma escrava egípcia de nome Hagar. E só depois quando Sara contava 90 anos teve o filho tão esperado que gerou os judeus.

Ou seja, as pessoas não pensam no absurdo de uma mulher aos noventa anos tivesse filhos. Acreditam nisto somente alguns mentecaptos e o pior é que os judeus nasceram dentro de um casamento, digno e sério já os árabes nasceram de uma reles escrava, numa ato de adultério e pouca vergonha.

Ou seja a bíblia aprova a patifaria.

Poupem-me  

Sobre essas cópias edificaram-se as três grande religiões normativas, porém não passam de cópias mal feitas de outras lendas.

Muito estudei e continuo a estudar e para que se tenha uma ideia, doei mais de 2000 livros e com mais outros conseguidos em campanhas de doações foi montada uma Biblioteca em Sapucaia do Sul, que, numa homenagem em vida leva o meu nome.

E em minha incansável busca pelo conhecimento encontrei um que aborda sobre os gatos, dizendo que, “quem não se relaciona bem com seu inconsciente não se relaciona bem com os bichanos”, pois esse animalzinho lhes parece uma ameaça.



Concordando com esse ponto de vista, continuei minha leitura e encontrei uma coisa já constatada por mim mesmo. O gato vê por dentro, vê o que a esmagadora maioria dos seres humanos não vê e se um gesto de carinho é titubeante ou medroso, ou carrega, mesmo que inconscientemente uma ameaça ele se afasta, quando não, pode até agredir.

“O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente do que nós”.

Já relatei neste blogue, mas nunca é demais repetir certas experiências marcantes, conflitantes e altamente benéficas e surpreendentes.


Certa tarde de um sábado nublado estava eu doente, afundado em minha cama, com uma depressão profunda que me atormentava, triste, pensamentos vazios, forte dor de cabeça e um estado de total apatia, minha mulher chegou à porta do quarto de nossa então enorme casa, e disse que sairia com nossa filha Monica para fazer umas compras.

Sequer eu a respondi, e na mesma posição permaneci com os braços estendidos ao lado do corpo contemplando o nada.

Quando ouvi ao longe o portão ser fechado, instantaneamente senti que alguma coisa havia pulado em cima de minha cama. Sem me movimentar olhei sorrateiramente para os pés da cama e ali, sestrosa estava àquela bolinha de pelos brancos e negros, com seus olhinhos verdes me olhando com quase ternura.

Fechei os olhos, como se a ele dissesse “tudo bem”, e ele muito devagar, mas agora confiante, foi encostado as minhas pernas aproximando-se. Fiquei imóvel e aquele gatinho aconchegou-se a minha áxila esquerda e aninhando-se, deitou sua cabecinha em meu ombro e dormiu em forte ronronar.

Não sabia o que fazer, mas permaneci imóvel, por mais ou menos uma hora, pois jamais havia visto aquele animalzinho e ele permaneceu, ali, comigo e conforme o tempo passava aqueles pensamentos turvos que me atormentavam foram se dissipando.


E jamais aquele gato saiu de nossa casa, até sua morte prematura, quando eu já restabelecido voltara ao trabalho, depois vim saber que ele era de uma casa vizinha, mas trocara sua habitação para me cuidar, e como um inseparável companheiro cheio de boas energias me acompanhava e se por algum motivo eu saísse de casa ele me seguia até o grande portão e quando eu voltava lá estava ele como se congelado no tempo.

Realmente os gatos enxergam além, enxergam o que está dentro de nós, enxergam o que está a nossa volta, coisas boas e ruins.


A espiritualidade pode ser uma propensão que temos em procurar um significado para a vida. Pode estar ligada a vivências religiosas traumáticas ou não, incompreensíveis ou não, pode sim estar inclusive ligada ao meio agnóstico, o que parece paradoxal, coisa que até Karl Marx escrevera sobre uma espiritualidade sem Deus no sentido de uma verdadeira abertura para o ilimitado, um reconhecimento de sermos seres relativos, mas abertos para o absoluto. Seria o reconhecimento da dimensão misteriosa e ilimitada da existência, que não precisaria passar por alguma explicação religiosa é uma experiência que vai além do intelecto.

Um caminho que nos levará a novos conceitos e novas verdades, pois tudo o que sabemos na verdade são suposições e assim como os grandes panteões grego, romano, egípcio e outro chegaram ao fim, também está reservado o fim do que acreditamos ser verdade absoluta.

Achar que alguém falou, como consta na Bíblia, cara a cara com deus, não é verdade, pois até São João os chama de mentirosos quando em São João 4.12 diz que nunca viram deus.

Hoje há um novo conceito multidimensional do bem-estar, que vem sendo considerado, mais como uma dimensão do estado de saúde, junto às dimensões corporais, psíquicas e sociais.


Um percentual elevadíssimo de pessoas ateias e agnósticas e das crianças criadas sem Deus, por estudos realizados em diversos países mostram que são mais felizes, mais complacentes, mais altruístas, cooperativas, educadas e respeitadoras, o que não acontece com a maioria dos que creem. Pois essa maioria ofende, agride, debocha, escreve bobagens, diz bobagens, são toscos, não sabe ouvir, não sabe perdoar, mesmo sendo o perdão a palavra central dessas religiões. E um detalhe, grande parcela dessa maioria jamais leu a bíblia.

Não podemos fechar os olhos, nem nossa mente para as coisas que não tem ainda uma explicação científica, mas sei que os animais, em sua maioria percebe o que está além da compreensão humana, preveem catástrofes, terremotos, tsunamis, ciclones e enchentes e sabem quando um ser humano está precisando de uma ajuda quer seja material ou imaterial, principalmente.

Tudo isto pode ter surgido e evoluído com a própria vida, porém nada disto tem a ver com um deus, principalmente com um deus extremamente vingativo, vaidoso, soberbo que a uns dá demais o que a milhões falta.

Mas isto é só o começo, continuaremos abordando esse assunto se eu quiser.

Lembrando que em 19 de julho de 2014, vaticinei neste blogue, na matéria “A Guerra Pelo Trono” que candidato a Presidência do Brasil, Eduardo Campos, não conseguiria alçar voo e quase um mês depois, a 13 de agosto seu avião despencou dos céus ao tentar alçar o voo.

- O segundo cavaleiro é um rebelde de bandeira socialista que abandonou o ninho, ficou o quanto pode na Torre do Tesouro e agora virou as costas a seus antigos aliados e sem saber voar tenta, mas não consegue alçar voo...


À bientôt mes amis.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Todos Somos Ateus.


A palavra ateísmo, num sentido bem amplo significa a não crença em uma entidade divina, ou na existência de entidades divinas.

Do grego clássico poderíamos traduzir como sem deus, que foi aplicado como uma conotação negativa às pessoas que tinham dúvidas da existência de algum deus daquele Panteão.

Os ateus tendem a ser céticos, sim, pois existe a dúvida e não ter dúvidas remete o homem a total ignorância, ou seja, quem não tem dúvida de alguma coisa?


Muitos duvidam que o homem foi a Lua, nem por isso esses homens são maus. Podem até serem chamados de ignorantes, por desconhecerem um fato, porém ninguém conhece todos os fatos.

A dúvida nos leva ao saber, e o saber passa pelo paradoxo socrático do:

- Só sei que nada sei.

- Sei uma coisa: que eu nada sei.


Ou do quanto mais eu sei, mais eu sei que nada sei. Ninguém sabe tudo, e quanto mais o homem procura o saber, mais ele se conscientiza que nada sabe, pois se pegares um grande médico, especialista em vários ramos da medicina, que já proferiu inúmeras palestras sobre medicina e já publicou uma infinidade de livros sobre medicina e que passa dias e dias estudando medicina, aplicando medicina, salvando pessoas com a sua medicina e submetê-lo a uma prova de engenharia ele certamente tropeçará na primeira pergunta.


Ou se colocares ele entre astrônomos para discutir sobre supernovas, quasares ou a matéria escura, sobre espaço e tempo, teoria das cordas, buracos-de-minhocas, pulsares, neutrinos e tudo mais encontrado neste campo, de certo ele se sentirá um peixe fora d’água.


Por isto quem afirma não ter dúvidas está dando provas de que é na verdade um ignorante.

- Mas deus existe é ponto final!

Isto não é reposta de um ser inteligente.

- Mas eu não tenho dúvidas da existência de deus!

Bem! Aí estamos diante de um ser que nada sabe, ou sabe menos do que aquele que afirma que nada sabe.

Por estas dúvidas, por achar que não tem dúvidas todos os crentes no deus Jeová, são ateus, porém são ateus pela ignorância e não ateus filosóficos.

Pois a eles eu perguntaria:

Tu crês nos deuses do hinduísmo, são milhões de deuses, catalogados, que chegaram ao expressivo número de 330 milhões de deuses, que estão descritos e registrados por monges do templo de Bhuvaneshwari. Porém há deuses ainda não registrados, sendo que esse número pode facilmente passar de um bilhão de deuses?

Se a resposta for não, ele está se posicionando ateu em relação aos milhares de deuses de uma das maiores religiões do mundo, que congrega hoje mais de bilhão de pessoas.


Hoje, muitos religiosos cristãos, em conversar reservadas me confessaram que, com o avanço das ciências astronômicas, na possibilidade de existir outros Universos, ou seja, Poliversos ou Multiversos, fica muito difícil afirmar que existe apenas um deus. Um deus único que controla todos os infindáveis Poliversos.

O radicalismo de muitos leva um grande número de religiosos a procurarem outras religiões que não às três grandes religiões normativas, o Judaísmo, o Islamismo e o Cristianismo e muitos vão aportar no mundo sereno e contemplativo do Xintoísmo, uma das religiões que mais crescem no mundo.


O Xintoísmo que quer dizer “Caminho dos Deuses”, é o nome dado a espiritualidade do povo japonês, considerado pelos ocidentais como uma religião.

O Xintoísmo até a mim fascina, pois ela se caracteriza pelo culto à natureza, aos ancestrais e a existência de diversas divindades que nós chamamos de politeísmo.


O budismo também me leva a uma reflexão muito grande sobre a paz interior e a contemplação, não há deuses porém o Budismo em sua simplicidade e beleza cativa as pessoas para o lado da paz, da harmonia, da bondade e da harmonia entre os seres vivos e inanimados e não como fazem esses pregadores dos gritos desvairados, da ameaças incontidas, dos aleluias ensurdecedores, do falso mármore do inferno e de tantas outras idiotices próprias dos desiludidos, dos incapazes, dos dominados.

Portanto os que veem os ateus como seres maus, e muitos ignorantes dizem serem os anticristos e tantas outras babaquices deveriam saber que eles são também ateus em relação aos milhões ou bilhões de deuses que a humanidade, compartimentada em diferentes culturas, acredita.

Neste ponto é até temerário generalizar as coisas e cair na esparrela dos que sabem tudo.

Somos frutos das dúvidas, do sei que nada sei.