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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Entre o Céu e a Terra - 2.


Como - “agnóstico”, procuro sempre buscar a verdade, lendo, estudando, mergulhado em livros; livros que vão dos conhecidos livros sobre história, mas também procuro entender o sentido das religiões e não raro leio livros sobre o Xintoísmo, o Budismo, o Hinduísmo e especialmente livros espíritas, que deixo de citá-los, pois tomariam todo o espaço que disponho.

                Em meu escritório na antiga casa.

Nestas leituras e pesquisas, coisa que poucos tem acesso pude verificar que o Torah ou Torá, as escrituras sagradas do povo judeu, surgiu de lendas que existiam há milhares de anos e que com o surgimento do Cristianismo, este copiou o Torah, para ter também as suas “sagradas” escrituras, a Bíblia, tanto que os filhos prediletos de deus são os judeus, e isto está escancarado na bíblia e não os brasileiros, russos, alemães e todos os outros povos.

O mesmo veio a acontecer com o Al Corão, livro sagrado muçulmano, que também é uma cópia menos perfeita do Torah. Lembro aqui que nem todo o árabe é muçulmano assim como nem todo o muçulmano é árabe.

E, tanto cristãos como muçulmanos aceitam que os judeus sejam filhos de um homem escolhido por deus chamado Abraão, cuja e sua meiga e e fina mulher Sara, não podia gerar filhos e fê-lo ter filhos com uma escrava egípcia de nome Hagar. E só depois quando Sara contava 90 anos teve o filho tão esperado que gerou os judeus.

Ou seja, as pessoas não pensam no absurdo de uma mulher aos noventa anos tivesse filhos. Acreditam nisto somente alguns mentecaptos e o pior é que os judeus nasceram dentro de um casamento, digno e sério já os árabes nasceram de uma reles escrava, numa ato de adultério e pouca vergonha.

Ou seja a bíblia aprova a patifaria.

Poupem-me  

Sobre essas cópias edificaram-se as três grande religiões normativas, porém não passam de cópias mal feitas de outras lendas.

Muito estudei e continuo a estudar e para que se tenha uma ideia, doei mais de 2000 livros e com mais outros conseguidos em campanhas de doações foi montada uma Biblioteca em Sapucaia do Sul, que, numa homenagem em vida leva o meu nome.

E em minha incansável busca pelo conhecimento encontrei um que aborda sobre os gatos, dizendo que, “quem não se relaciona bem com seu inconsciente não se relaciona bem com os bichanos”, pois esse animalzinho lhes parece uma ameaça.



Concordando com esse ponto de vista, continuei minha leitura e encontrei uma coisa já constatada por mim mesmo. O gato vê por dentro, vê o que a esmagadora maioria dos seres humanos não vê e se um gesto de carinho é titubeante ou medroso, ou carrega, mesmo que inconscientemente uma ameaça ele se afasta, quando não, pode até agredir.

“O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode, ele enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente do que nós”.

Já relatei neste blogue, mas nunca é demais repetir certas experiências marcantes, conflitantes e altamente benéficas e surpreendentes.


Certa tarde de um sábado nublado estava eu doente, afundado em minha cama, com uma depressão profunda que me atormentava, triste, pensamentos vazios, forte dor de cabeça e um estado de total apatia, minha mulher chegou à porta do quarto de nossa então enorme casa, e disse que sairia com nossa filha Monica para fazer umas compras.

Sequer eu a respondi, e na mesma posição permaneci com os braços estendidos ao lado do corpo contemplando o nada.

Quando ouvi ao longe o portão ser fechado, instantaneamente senti que alguma coisa havia pulado em cima de minha cama. Sem me movimentar olhei sorrateiramente para os pés da cama e ali, sestrosa estava àquela bolinha de pelos brancos e negros, com seus olhinhos verdes me olhando com quase ternura.

Fechei os olhos, como se a ele dissesse “tudo bem”, e ele muito devagar, mas agora confiante, foi encostado as minhas pernas aproximando-se. Fiquei imóvel e aquele gatinho aconchegou-se a minha áxila esquerda e aninhando-se, deitou sua cabecinha em meu ombro e dormiu em forte ronronar.

Não sabia o que fazer, mas permaneci imóvel, por mais ou menos uma hora, pois jamais havia visto aquele animalzinho e ele permaneceu, ali, comigo e conforme o tempo passava aqueles pensamentos turvos que me atormentavam foram se dissipando.


E jamais aquele gato saiu de nossa casa, até sua morte prematura, quando eu já restabelecido voltara ao trabalho, depois vim saber que ele era de uma casa vizinha, mas trocara sua habitação para me cuidar, e como um inseparável companheiro cheio de boas energias me acompanhava e se por algum motivo eu saísse de casa ele me seguia até o grande portão e quando eu voltava lá estava ele como se congelado no tempo.

Realmente os gatos enxergam além, enxergam o que está dentro de nós, enxergam o que está a nossa volta, coisas boas e ruins.


A espiritualidade pode ser uma propensão que temos em procurar um significado para a vida. Pode estar ligada a vivências religiosas traumáticas ou não, incompreensíveis ou não, pode sim estar inclusive ligada ao meio agnóstico, o que parece paradoxal, coisa que até Karl Marx escrevera sobre uma espiritualidade sem Deus no sentido de uma verdadeira abertura para o ilimitado, um reconhecimento de sermos seres relativos, mas abertos para o absoluto. Seria o reconhecimento da dimensão misteriosa e ilimitada da existência, que não precisaria passar por alguma explicação religiosa é uma experiência que vai além do intelecto.

Um caminho que nos levará a novos conceitos e novas verdades, pois tudo o que sabemos na verdade são suposições e assim como os grandes panteões grego, romano, egípcio e outro chegaram ao fim, também está reservado o fim do que acreditamos ser verdade absoluta.

Achar que alguém falou, como consta na Bíblia, cara a cara com deus, não é verdade, pois até São João os chama de mentirosos quando em São João 4.12 diz que nunca viram deus.

Hoje há um novo conceito multidimensional do bem-estar, que vem sendo considerado, mais como uma dimensão do estado de saúde, junto às dimensões corporais, psíquicas e sociais.


Um percentual elevadíssimo de pessoas ateias e agnósticas e das crianças criadas sem Deus, por estudos realizados em diversos países mostram que são mais felizes, mais complacentes, mais altruístas, cooperativas, educadas e respeitadoras, o que não acontece com a maioria dos que creem. Pois essa maioria ofende, agride, debocha, escreve bobagens, diz bobagens, são toscos, não sabe ouvir, não sabe perdoar, mesmo sendo o perdão a palavra central dessas religiões. E um detalhe, grande parcela dessa maioria jamais leu a bíblia.

Não podemos fechar os olhos, nem nossa mente para as coisas que não tem ainda uma explicação científica, mas sei que os animais, em sua maioria percebe o que está além da compreensão humana, preveem catástrofes, terremotos, tsunamis, ciclones e enchentes e sabem quando um ser humano está precisando de uma ajuda quer seja material ou imaterial, principalmente.

Tudo isto pode ter surgido e evoluído com a própria vida, porém nada disto tem a ver com um deus, principalmente com um deus extremamente vingativo, vaidoso, soberbo que a uns dá demais o que a milhões falta.

Mas isto é só o começo, continuaremos abordando esse assunto se eu quiser.

Lembrando que em 19 de julho de 2014, vaticinei neste blogue, na matéria “A Guerra Pelo Trono” que candidato a Presidência do Brasil, Eduardo Campos, não conseguiria alçar voo e quase um mês depois, a 13 de agosto seu avião despencou dos céus ao tentar alçar o voo.

- O segundo cavaleiro é um rebelde de bandeira socialista que abandonou o ninho, ficou o quanto pode na Torre do Tesouro e agora virou as costas a seus antigos aliados e sem saber voar tenta, mas não consegue alçar voo...


À bientôt mes amis.


2 comentários:

  1. Olá, Pedro!

    Li seu fantástico texto, apenas, uma vez, mas me é insuficiente. Tenho k o reler, para opinar. Era esse que me indicou em sua resposta?

    Grata! Abraço

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  2. É sempre um privilégio tê-la em meu blogue.
    Há quatro publicações com o mesmo título Entre o Céu e a Terra 1-2-3 e 4, e todas tratam deste mesmo assunto e tenho outros para publicar, é um assunto interessante e ainda não compreendido pela ciência, mas um dia chegaremos lá, porém eu te indiquei para ler a publicação com o título “El Cevador”, publicada em 24 de janeiro de 2015, um assunto que trata da tradição dos Gaúchos de tomarem o CHIMARRÃO, quer sejam Rio-grandenses, Uruguaios (ou Orientales) e Argentinos. Tal texto escrevi em especial apreço a um amigo português da cidade do Porto o qual dedico a ti também.
    Um doce abraço, tão ou mais doce que os doces de minha terra natal tão doce.

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