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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Jeito de Falar


Ultimamente ando com o ouvido mais afinado do que violino de solista, e tenho me deparado com coisas impossíveis de acreditar.

São os crassos erros cometidos principalmente na televisão, infelizmente dominadas pelos afetados que chiam mais do que chaleira em trempe campeira, principalmente cariocas e paulistanos que criticam o jeito que os verdadeiros Gaúchos falam, pois além das palavras tipicamente do sul do sul do Rio Grande do Sul, Campanha, Fronteira Oeste e Missões, palavras às quais uso e abuso, pois este é meu estilo de prosear, há a maneira correta de falar o português do Brasil.

Bueno! Seja lá como for o que escrevemos devemos pronunciar da mesma maneira.

Se aqui nós falamos conforme escrevemos, podem ser palavras desconhecidas dos brasileiros, não importa, o que importa que nós falamos de acordo com que escrevemos ou lemos.

No caso Jaguara (cão) escrevemos e falamos jaguara.

video

No caso de bateclô, (sanitário), vamos escrever e pronunciar bateclô.

Porém alguns afetados lá do Brasil escrevem leite e pronunciam leiti.

Escrevem luz e pronunciam lúiz.

Escrevem arroz e pronunciam arrois, ou o que é mais nojento o arroich.

Isto não é sotaque, isto é pura afetação.

Dizem alguns desses desavisados ao verem um homem pilchado que ele é grosso. Grosso no sentido de homem sem cultura, biguano, mambira, bacudo.

Isto prova o grande equívoco não só dos chiadores como e lamentavelmente de gente da Grande Porto Alegre, pois nessa região tem um paisano de cada pelo e a esmagadora maioria não é, não foi e nem nunca será Gaúcha, pois não tem pedigree.

                           Dr. Paixão Corte.

Neste quesito me vem à mente nomes de Gaúchos renomados que sempre usam suas pilchas, ou seja, andam sempre trajados ao modo Gaúcho, botas, bombachas, rastra, lenço, chapéu, tirador, muitos e raros usam seus chiripás, mas todos vestidos a caráter, e são homens de cultura renomada, finos e altamente educados como o agrônomo, folclorista, compositor, radialista e pesquisador Paixão Cortes; o advogado, compositor, crítico e cantor João de Almeida Neto e tantos outros de formação superior que não abrem mão de suas pilchas, como eu próprio.

                         Dr. João de Almeida Neto.

E para conhecimento dos estrangeiros do Brasil e do mundo há inclusive uma lei, a de nº 8.813 de 10 de janeiro de 1989, assinada pelo ex-Governador Amaral de Souza que reconhece a Pilcha Gaúcha como traje oficial do e no Rio grande do Sul, que pode ser usado em qualquer solenidade oficial, excluindo-se obviamente nesses momentos a caneadeira, o caronero ou a adaga ou daga e o chapéu deve esta na mão ou em ambiente para este fim destinado.

Entretanto assisti há alguns anos que os seguranças da Assembleia Legislativa em Porto Alegre impediram a entrada de um Deputado Estadual que seria diplomado em solenidade naquela casa legislativa por esse estar pilchado, e com uma pilcha bagual de bonita e de fazer inveja.

Os funcionários que trabalham naquela casa deveriam em primeiro lugar conhecer as leis, o que é obrigação de todo o funcionário público. Entretanto aqueles alcaides desconheciam a lei e impediram a entrada do referido parlamentar.

É Como escrevi acima, há na grande Porto Alegre um paisano de cada pelo, e a maioria é Rio-grandense, mas não é Gaúcha.


Mas, voltando aos meus ouvidos que andaram meio malechos, mas agora andam mais afiados que carneadeira de changador, fico enojado de ver telejornais, novelas e afins, pois a afetação de certos apresentadores é simplesmente um escarro, e ai vão alguns disparates ditos por esses afetados.


Tem um desses  que chega a dar nojo tanta afetação que o maleva usa para se expressar.

É tanta a afetação que fico doente de ouvir esses maulas que dizem:

Ti-suname – o correto é tsunami (do japonês tsunamí, tendo a tonicidade em mi), tanto no japonês como no português o t é quase mudo e pronunciado dentro do SU, mas no português não há tonicidade em “mi”, e sim no tsu, como ocorre em tche, Tcheca (República), em Tse-tung e outros. Só falta agora algum afetado do Rio ou São Paulo pronunciar Ti-che no lugar de Tche, Ti-checa no lugar de Tcheca e Ti-se –tung, no lugar de Tse-tung.

Meixmo – o correto é mesmo. Pior ainda são umas frescas que dizem “mêrrmo”.

Lúiz - o correto é luz (não sei por que eles metem um “i” no meio e pronunciam “lúis”.

Gáis – quando o corretro é gás. Mas tche, eu fico todo espiado, pois donde saiu este “i”. Pura e simplória afetação.

E por aí se vai à frescura. Mas falam dos Gaúchos porque esses pronunciam corretamente as palavras, leite é Leite, doce é doce e quente é quente.

Posso não escreve 100% certo, entretanto falo o que está escrito e não fico inventando afetações que doem nos ouvidos dos infelizes que ouvem esses alcaides falando.


Já os afetados continuarão a dizer bobagens, porém os Gaúchos são os que têm a melhor pronúncia deste português falado no Brasil que é bem diferente do de Portugal, poderia até dizer que aqui se fala o brasilês, já que brasileiro é profissão e não gentílico.

Gentílico:

Brasilês, francês, inglês, português, islandês, maltês, libanês, finlandês, escocês, japonês, chinês, tailandês, holandês, paquistanês, irlandês, galês, etc.

Profissão:

Brasileiro, ferreiro, pedreiro, armeiro, carroceiro, peixeiro, serralheiro, marceneiro, carteiro, caminhoneiro, padeiro, pasteleiro, cozinheiro, agougueiro, etc.

Há outras terminações para determinados gentílicos, como “ano” “ol” “ino” “aio”, porém nenhuma é “eiro”.

Ou seja, por uso e costume o povo do Brasil é uma profissão.

Mas os cariocas e os paulistanos vão ficar p. da vida, mas deveriam aprender a falar, pois a língua portuguesa do Brasil se bem falada é linda, é maravilhosa.


Entretanto eu gosto do sotaque do interior de São Paulo, aquele sotaque bem carregado do Caipira, é natural, é simples e não é afetado.


Ouvir Rolando Boldrin falar é maravilhoso, entretanto ouvir certos apresentadores chiando feito panela de pressão é de doer os tímpanos, são nojentos e afetados.





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