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sexta-feira, 9 de março de 2012

Mulheres de Chuteiras

              
Entrar na área adversária e marcar um goal, tendo a frente um goalkeeper, auxiliado por dois backs, marcado de cima por um referee, de calças curtas pretas, camisa de gola, com gravata e colete.

As coisas eram assim ou muito mais difíceis, mas em compensação muito mais emocionantes.
             
Imaginemos, pois duas equipes formadas por mulheres, algo inacreditável.
            
Todos hão de se perguntar o que tem isto de inacreditável.
            
Sim, hoje temos até campeonato mundial de futebol feminino, o que tem isto de tão importante, se o Radar de São Paulo foi fundado no ano de 1975 e é considerado o time de futebol feminino mais antigo do Brasil, (pelos paulistas obviamente).
            
Ah!  Que interessante.
             
Mas estou me referindo há vinte e cinco anos antes de ter sido fundado o Radar, um quarto de século antes, início dos anos 50, quando na cidade de Pelotas já havia dois times de futebol feminino, o Corintians e o Vila Hilda.
          
Jogadoras como Milani, Norma, Zazá, Mariazinha, Vilma, Madalena e outras, que com seu futebol ágil e inovador carregavam aos campos torcidas entusiasmadas e fiéis, ao ponto de uma jogadora que assinou contrato com a equipe adversária ter sido alvo de críticas acaloradas divulgadas pela imprensa pelotense, nos jornais Diário Popular e Opinião Púbica, Folha da Tarde e também pela PRC3-Rádio Pelotense e pela PRH4-Rádio Cultura, quando ainda eram os Speakers, assim chamados os locutores Sr. Paulo Noronha e Luiz Carlos Martins, respectivamente.
            
Infelizmente pelo machismo reinante na época, o que para muitos tararacas ainda não mudou, proibiu-se o futebol feminino, pois tal esporte não era compatível com a docilidade e fragilidade das mulheres.


- Aceito cópias de fotos da época para ilustrar esta matéria e manter viva a história pouco sabida, inclusive de uma grande parcela da população da Princesa do Sul, como com carinho é chamada ainda a cidade de Pelotas.  

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