PS

PS

SEGUIDORES

domingo, 12 de janeiro de 2014

Dionodino Oliveira da Rosa



A Segunda Guerra Mundial.


Quando o Brasil getulista declarou guerra à Alemanha e começou os preparativos para mandar a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para os campos de batalha na Itália, mais uma vez o povo pobre e humilde foi convocado para lutar em uma guerra feita pelas elites reacionárias.


                    Com a esposa a seu lado sentada.

Um dos convocados foi o nosso primo Dionodino Oliveira da Rosa, identidade militar nº 3G-C76.344.


Duas vezes lembro-me de visitas rápidas feitas a nossa casa, ambas por volta de 10 horas da manhã e dela saindo antes da 11 horas, provavelmente nos anos 1952 e 1953.


A última vez que o vi, era um homem jovem que em minha ignorância ou ingenuidade de menino achava-o triste, com o olhar meio perdido, e quando se foi ficamos a porta de nossa casa vendo-o ir em seu caminhar lento pelo meio da rua empoeirada e só entramos quando ele sumiu ao chegar a então Avenida General Daltro Filho, hoje Duque de Caxias, no Bairro Fragata em Pelotas, a mais ou menos 200 metros de onde morávamos..


Nunca mais soubemos desse primo de mamãe, apenas em minhas lembranças ficaram as histórias que ela contava dele sobre sua participação nesse conflito mundial.


Da Guerra carregava as agruras que havia passado combatendo o nazismo alemão o que mostrava em seu olhar triste e distante.

12 comentários:

  1. Oi,eu vi no seu blog sobre o Dionodino Oliveira da Rosa e vendo a foto eu reconheci ele é meu avô,por favor entre em contato com nós.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Liciane.
      A emoção é tanta que desliguei duas vezes o computador em vez de publicar minha resposta. Passa de meia-noite e eu estou aqui tentando mandar-te esta. Muita emoção.
      Uma emoção que me remete aos anos 50, quando menino recebíamos a visita do grande primo de mamãe e nosso fraterno amigo. Nunca esqueci Dionodino, que permanece sempre em minhas lembranças.
      Com o coração acelerado e os olhos marejados em poder, depois de mais de sessenta anos encontrar Dionodino em sua neta. E as lembranças estão vivas e a emoção é indescritível.
      Mande-me um e-mail para podermos trocar informações.
      Um grande, respeitoso e carinhoso abraço.
      O meu "e-mail" é "decastroteixeira@hotmail.com"

      Excluir
  2. Oiiii,meu nome é Liciane Oliveira da Rosa e sou neta de Dionodino Oliveira da Rosa fiquei muito feliz em ler sobre meu avô,espero um dia a gente possa nos encontrar e você conhecer a família.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Caríssima Liciane.
      Vamos sim nos encontrar. Mande-me uma mensagem para que possamos trocar informações.
      Continuo emocionadíssimo com a tua visita e teu carinho.
      Gostaria muito de escrever mais sobre Dionodino, mas estou fazendo em um livro que esta em fase de acabamento sobre a nossa família, tanto pelo lado de minha mãe que nasceu no Passo das Pedras, no Capão do Leão como de meu Pai, nascido em Canguçu.
      Outrossim tenho a árvore genealógica da família, que remonta aos tataravós tanto pelo lado materno quanto pelo lado paterno, e a de mamãe há muitos Oliveira e também da Rosa, Sedrez da Rosa, Barbosa, Pereira e outros.
      Um fraterno e respeitoso abraço.
      Vamos entrar em contato.

      Excluir
  3. Boa Noite!!! Ficamos imensamente felizes com a homenagem que o senhor fez ao nosso avô paterno. Meu pai ficou emocionado ao ver este pequeno texto referido ao seu pai. Lembro-me de ver esta foto numa caixa de recordações da minha avô Yeda.
    Ouvi muitas histórias da 2º guerra mundial pelo meu avô e até temos um livro de contabilidade do meu bisavô Evaristo da Rosa que começou a ser escrito em 1914 e quando chegou nos anos da Guerra ele escreveu sobre a ida do filho "LUTAR CONTRA OS NAZISTAS". É verdade, ele tinha um olhar triste, pois além do tiro que feriu seu corpo acreditamos que a guerra machucou sua alma.
    Obrigada pela lembrança.
    Atenciosamente,
    Lidiane Oliveira da Rosa(neta) Diomar da Rosa (filho)

    ResponderExcluir
  4. Olá caríssima Lidiane e meu caro Diomar.
    Neta e filho de Dionodino.
    Isto é para ficar na História. Esta emoção que agora estou sentindo, o que me atrapalha até em digitar este texto, ou desligar o computador dentro da emoção de publicar a mensagem. Que linda é esta noite. Reencontrar laços tão caros. Ver escrito o nome de Evaristo, irmão de minha avó Camila, que na época em que minha mãe era menina lá no Passo da Pedras ia para a casa dele brincar com Lídia, sua filha.
    Estou terminando um livro sobre nossa família, onde há um capítulo que envolve Vovô José Luís Vovó Camila, Evaristo e Maria Virgínia.
    Gostaria muito de encontrar com vocês e o mais interessante é que esta foto que publiquei do Dionodino estava com minha irmã chamada IEDA. Que coisa maravilhosa.
    Fiquei emocionado e agradeço profundamente a visita em meu blogue.
    Mande-me mensagem pelo E-mail, o meu é "decastroteixeira@hotmail.com".
    Um grande abraço, com muito carinho e emoção.
    Continue visitando e comentando meu blogue, assim vamos trocando informações e recuerdos.

    ResponderExcluir
  5. Caríssimas Liciane e Lidiane.
    Caríssimo Diomar

    Abaixo transcrevo parte de um capítulo de meu livro sobre memórias ainda sem título, que envolve o seu bisavô Evaristo.

    ************************************************************************************************
    "- Sabes de uma coisa Juca, dizem que se alguém roubar uma panela de feijão de um grande amigo e jogar num arroio ou rio, no outro dia amanhecerá chovendo.
    Juca riu e comentou
    - Eu sei desta lenda Mimosa, mas é uma lenda dos antigos que acreditavam nisso. E depois como vou achar alguém que esteja cozinhando feijão, roubar a panela e não ser visto. Isto é impossível.
    Mimosa era o tratamento que Juca dava a sua esposa Camila, um apelido que ela carregou pelo resto da vida, assim como ele também era conhecido mais pelo apelido Juca do que pelo nome José Luís.
    Juca ficou pensativo, quem sabe esta crendice não daria certo?
    No dia seguinte foi visitar seu cunhado Evaristo, irmão de Camila. Lá, como sempre, foi bem recebido pela esposa do cunhado Maria Virginia e pela sobrinha Lídia.
    Evaristo pediu licença ao cunhado e se retirou da sala, momento em que Maria Virgínia e Camila foram ver as lindas roseiras ao lado da casa.
    Juca sozinho com a sobrinha Lídia, contou para a menina sobre a lenda da panela de feijão e perguntou:
    - Minha querida sobrinha, tu não queres ajudar teu tio que, como muitos está desesperado com esta seca?
    Lídia achou interessante a idéia, e dava um dente por uma boa brincadeira, então disse ao tio.
    - Amanhã a mamãe vai cozinhar feijão, o pai não vai estar em casa, pois ele vai lá na vila do Capão do Leão fazer umas compras, se o senhor quiser, eu dou um jeito para tirar a mãe da cozinha.
    - Ótimo minha querida, disse Juca, mas isto tem que ficar em segredo, só nós dois devemos saber.
    A menina sorriu, estava louca para fazer uma arte.
    No dia seguinte, Juca foi em seu cavalo pelo campo até próximo de um capão, onde desceu da montaria e se esgueirando chegou bem perto da casa de Evaristo, e como disse a sobrinha Lídia este não estaria em casa.
    Lídia estava na janela da cozinha e sinalizou para o tio entrar, pois sua mãe Maria Virgínia estava ausente da cozinha.
    E enquanto Lídia dirigia-se para o quarto onde a sua mãe estava, Juca entrou na cozinha e levou o panela contendo uma bela feijoada campo a fora em direção do capão onde havia deixado o cavalo e por onde corria um arroio já quase seco devido a estiagem. Ali mesmo despejou a feijoada, e com a panela na mão, montou em seu cavalo e sumiu em direção a sua casa.
    Ao entrar na cozinha, Maria Virgínia deu por falta da panela e assustada chamou sua filha Lídia, dizendo:
    - Lídia minha filha, roubaram a panela com a feijão.
    Lídia se fez de desentendida e correu pela volta da casa como se estivesse procurando o ladrão. Não falou para ninguém que o “ladrão” era o tio Juca.
    Quando Evaristo chegou em sua casa estava formado aquele alvoroço, e ele foi logo dizendo:
    - Mas eu pego este bandido e passo-lhe a adaga de orelha a orelha."
    **************************************************************************************************

    Um grande e fraterno abraço.

    ResponderExcluir
  6. Olá Luciane.
    Que bom que gostaste.
    Esse capítulo continua, quando Juca e Camila vão contar a história para o teu Bisavô Evaristo. Por sorte deles e por um acaso da natureza no outro dia em que Juca jogou fora a panela de feijão o dia amanheceu com forte aguaceiro que durou mais de semana, dando um alento aos que sofriam com a falta de chuva nas lavouras.
    Que tenhas um belo final de semana.
    Um grande e fraterno abraço.

    ResponderExcluir
  7. Liciane
    Olá! - De novo.
    Desculpe-me ter trocado a letra de teu nome. Mas o que importa é esta emocionante ocasião, este, diria reencontro belíssimo com familiares do nosso sempre presente Dionodino.
    Reitero meus votos de um belo final de semana.
    Fraterno abraço.

    ResponderExcluir
  8. Respostas
    1. Caríssima Elisangela Moraes.
      Honrado com tua visita e comentário.
      Tive o privilégio de conhecer nosso primo Diomar e suas amáveis filhas Lidiane e Liciane que guardo juntinho ao coração, agora sinto também enorme privilégio em encontrar-te em meu blogue e deixando um comentário sobre teu avô Dionodino,filho de Tio Evaristo e Tia Virginia, homem mais que consanguíneo, um amigo que guardo em minhas lembranças como se ontem tivesse ele estado lá em nossa casa. Que privilégio em trocar essas palavras com a neta deste querido primo que as diversidades da vida e os caminhos desencontrados que seguimos nos separaram, mas que guardo boas e alegres recordações.
      Um respeitoso abraço com muito carinho.

      Excluir