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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Enterrem Meu Coração na Curva do Rio






Há exatos dez anos, entrei em um consultório médico onde Sandra havia uma consulta a fazer e com o médico entabulei uma conversa sobre um livro que estava sobre sua mesa, e esse médico tomando o livro passou às minhas mãos para que eu desse uma olhada.




Achei tão interessante que tão logo saí do consultório fui até uma livraria e o comprei.


É um dos livros que permaneceram comigo após ter feito farta distribuição, onde aproximadamente mil livros doei à Biblioteca do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sapucaia do Sul, que inclusive leva o meu nome. Uma homenagem que pouquíssimos recebem em vida.




Enterrem Meu Coração na Curva do Rio, de Dee Brown relata a dramática história do extermínio dos índios norte-americanos, perpetrado pelas espadas e carabinas de quem na outra mão levava a dita bíblica sagrada. Ensanguentada e suja como era a mente desses cristãos atrozes e bestificados por suas crendices.


A este livro poderíamos acrescentar outros três, também muito importantes: “Black Elk Speaks”, ou “O Alce Negro Fala”, de J.G. Neihardt; “Ritos Sioux” de J.E. Brown e “Book of the Hopi” de F. Waters, que nos dão uma visão de como os índios americanos entendiam as coisas da natureza e também nos mostram que os motivos que levaram a esse extermínio são avessos e pequenos diante da grandeza daquelas civilizações barbaramente apagadas da história.




E fico me perguntando que sociedade teríamos hoje, principalmente na América do Norte se não fosse a intromissão tão nefasta feita pelos hipócritas, ignorantes, estúpidos e bárbaros cristãos europeus que acabaram com civilizações e culturas tão díspares do Velho Continente.


Quais seriam os conceitos religiosos?


Quais seriam os conceitos científicos?


Nada podemos afirmar. Só nos resta lamentar a crueldade e a aniquilação de povos que viviam em contato perfeito com a natureza, estupidamente extintos pelos genocidas cristãos.




Muitos hão de dar de ombros, pois tratavam-se de índios, nada mais que índios.


Porém eram seres humanos, inteligentes, gentis e cultos e assim como o Holocausto foi uma estupidez perpetrada pelos alemães contra os judeus e outros povos, também houve o Holocausto das civilizações pré-colombianas, o que poucos dão atenção.


E tanto um quanto o outro Holocausto foi coisa de quem acreditava em um deus e pregavam as suas ditas palavras sagradas.


Questiono-me:


O que é ser selvagem?


O que é ser civilizado?


Foram civilizados os cristãos que tanta barbárie cometeram?




Seriam selvagens os “nativos”, que respeitavam os animais, as árvores, os campos e os rios?


Hão de falar que hoje temos uma grande e resplandecente civilização tanto nos EUA como no Canadá, porém será que não teríamos uma também grande civilização sem a intromissão dos bárbaros cristãos.




Vejamos os ritos remanescentes, tão duramente ridicularizados pelos “brancos”, será que não estão mais perto da verdade do que as falsas histórias cristãs, cópias grosseiras de outras religiões e que são a coluna mestra do cristianismo, que falam tanto em um deus de Israel, e enaltecem tanto os judeus, os mesmos judeus que foram pelos cristãos perseguidos e mortos através destes últimos vinte séculos.


E por que um deus de Israel se somos brasileiros?


Devemos então inventar um deus brasileiro como eles fizeram com seu deus, - uma invenção para unir um povo num momento difícil.


Pois se analisarmos com profundidade vamos ver que mais de 99% dos documentos que embasam o cristianismos são falsificações, relatos inventados pelos que queriam dominar as mentes e o fizeram em dois mil anos enclausurados em mosteiros-fortalezas e cada um fazia sua história, e cada um aumentava um ponto nas narrativas ditas verdadeiras.


Resta-nos lamentar tantas mortes, muitas das quais com requinte de perversidade.




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