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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mao Tsé-tung



Antes de qualquer outra coisa cabe aqui explicar que o nome Mao, é o nome de família, para nós é o sobrenome, sendo que Tsé-tung é o primeiro nome. Na cultura ocidental seria Tsé-tung Mao. 

                       Tsé-tung

Mao Tsé-tung contava com oito anos de idade quando foi pela primeira vez a capital da Província de Changcha, foi nesta época que a Guerra dos Boxers, também chamada de Movimento Yijetuan, movimento antiocidental, que queria fora da China todos os estrangeiros que a exploravam e principalmente o cristianismo que tanto mal provocou dentro do país, fora sufocada pelos britânicos, porém Tsé-tung jamais viu uma guarnição britânica nesta província, mas seu velho avô, que havia ido viver com o filho Mao Kuo-fang, sofria muito com a ideia de ver tropas estrangeiras na sua Província de Hunan.


O velho ancião passava horas conversando com o neto Tsé-tung, que era um menino estranho, pois não se parecia com os irmãos. Os vários irmãos de Tsé-tung eram grosseiros, estúpidos e fortes, já o neto preferido e o mais novo tratava-se de uma criança fraca, que parecia não crescer, mas tinha uma inteligência prodigiosa, completamente diferente dos demais.

                  Tsé-tung

Seu avô a muito custo convenceu seu filho Kuo-fang que deixasse Tsé-tung, seu neto predileto estudar, e para tal contratou um professor que passou a ensinar o menino que imediatamente aprendera vários caracteres mandarim, ler e recitar poemas e versos.

O pai Kuo-fang, simplesmente odiava aquele filho, visivelmente diferente dos demais o que fazia Kuo-fang, não só tratar com rudeza o menino como a sua esposa, a qual com frequência agredia, muitas vezes na presença do filho fraco e sensível.

O menino com nove anos compôs duas poesias que o velho avô enviou-as ao vice-rei Chang Ching-tung, porém nenhuma delas recebeu resposta.

Em 1903 morreu seu avô e protetor, quando seu filho Kuo-fang se deu conta que o velho pai não havia lhe deixado nada em herança descontou seu ódio no pequeno filho Tsé-tung,  que contava nessa época doze anos, de quem tirou todos os livros, tintas e papéis e fê-lo trabalhar de sol-a-sol em suas terras, nos trabalhos mais rudes e desagradáveis e com ração reduzida, ou seja, uma xícara de arroz ao dia. Os empregados recebiam mais arroz e um ovo ao mês, mas isto para Tsé-tung nunca acontecia, jamais comia um ovo.

Seus estúpidos e rudes irmãos que tinham imensa inveja de Tsé-tung, por esse ser o protegido do falecido avô, também começaram a descontar seu ódio no menino, e aos empurrões e tapas botavam o fraco irmão a trabalhar junto aos trabalhadores mais rápidos e o obrigavam a acompanhar o trabalho dos outros, caso contrário apanhava e muito dos próprios irmãos.

Cada vez mais foi se calando, com ninguém conversava, porém em seu interior muitas coisas começaram a mudar. Se tornou introspectivo e triste.

Uma noite, aos treze anos não voltou dos campos para casa e fugiu estrada a fora, não queria mais viver junto a quem tanto o odiavam e maltratavam.

Durante a noite vagando pela estrada foi encontrado por um pobre campesino que o recolheu a sua cabana e o alimentou.

                Exército Revolucionário Chinês

Esse pobre camponês, apesar da extrema pobreza, não perdia o entusiasmo e pertencia a uma das inúmeras sociedades secretas e se preparava para uma revolução.

Foi na cabana desse camponês que Tsé-tung tomou conhecimento de ideais revolucionárias junto às diversas reuniões que durante a noite assistia no escuro, quieto sentado ao chão, em um canto daquela miserável vivenda.

Três semanas depois de sua fuga, em uma noite a polícia cercou a cabana e prendeu todos os revolucionários, inclusive o menino Tsé-tung, que ao ser reconhecido por um policial foi entregue na manhã seguinte a seu pai, o qual o açoitou violentamente, com ódio e maldade, em público e prendeu o menino que passou dias encarcerado em um cubículo, quase sem comer e sem receber uma nesga de sol.

Sua mãe não mais aguentando os mal-tratos impostos por Kuo-fang, acabou suicidando-se.

Mais uma vez o menino se via mais solitário, abandonado e remoendo seus pensamentos.

Em 1906, a colheita do arroz foi catastrófica nas províncias de Hunan e Kiangsi. Aproveitando-se dessa situação Kuo-fang elevou drásticamente o preço do arroz e a fome começou a se pronunciar em todos os distritos.

                A Grande Marcha para a tomado do poder (1949). 

O povo faminto assaltou alguns armazéns, inclusive o de Kuo-fang e ele mesmo foi feito refém dos rebelados. Após violenta repressão Kuo-fang recebeu o cargo de Juiz-de-paz, com poderes de decidir e reprimir.

                        Mao Tsé-tung e Liu Shao-shi

Muitos de seus vizinhos foram falsamente acusados por Kuo-fang de terem participado dessa revolta e todos foram decapitados, sendo que Kuo-fang além de tudo ainda tomava suas terras, acrescentando-as a sua já imensa propriedade.

A tudo Tsé-tung observava com ódio e muitos pensamentos de revolta e só não foi também decapitado porque seu pai mandou prendê-lo em casa. Mas tinha vontade de fazê-lo.


Para livrar-se de pagamento de salários a seus próprios empregados, Kuo-fang, os acusou de terem participado dessa revolta e quase todos também foram decapitados e suas cabeças expostas nos moirões das cercas de suas terras.

Horrorizado, aos prantos e gritos Tsé-tung ao ver aquela cena chocante tentou suicídio, arrojando-se em um poço. Salvo por alguns trabalhadores que haviam sido poupados por seu odioso pai, foi levado para casa e nesta permaneceu muito mal até o ano seguinte quando melhorou do que o seu rude pai chamava de transtorno nervoso.

Para evitar mais problemas seu pai aceitou enviá-lo para Changcha e matriculá-lo numa escola.

                      Liu Shao-shi

A partir daí a vida do menino fraco começou a mudar, pois nesta escola encontrou outro menino prodígio chamado Liu Shao-Chi, e tornaram-se amigos inseparáveis, juntos conduziram o povo chinês a maior revolução da história da China ou da própria humanidade, onde milhões e milhões de camponeses pobres, explorados e famintos conquistaram o poder em 1949, dando início a República Popular da China, cujo seu grande timoneiro foi o menino fraco chamado Mao Tsé-tung, que desde tenra idade aprendeu vendo em seu próprio pai o exemplo da própria maldade. Maldade de uma elite burra, atrasada, reacionária formada pelos grandes proprietários de terras. 


De um pais extremamente atrasado, onde a fome matava milhões de pessoas por ano, de um povo que há milênios sofria os desmandos dos proprietários de terras, pais que por qualquer motivo um homem era decapitado, como acontecia no final do Século XIX e início do Século XX, onde, principalmente a soberba inglesa mantinha o povo na maior penúria, açoitando e decapitando pelo simples prazer de se mostrarem superiores a China sob a liderança do Partido Comunista é hoje a segunda maior economia do mundo. Por enquanto.



Jamais Tsé-tung voltou a sua casa e jamais voltou a ver o seu odioso e perverso pai Kuo-fang.

Mao Tsé-tung faleceu em 1976, aos 82 anos.








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