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sábado, 12 de janeiro de 2013

Sementes do Ódio




Eles acusaram a todos nós, sem exceção, responsabilizaram a todos, mas nós detestávamos o regime desde o início. Agora a nossa tão aguardada libertação reflete o desprezo e o ódio de todos. Mas é o certo, pois ninguém pode escapar desta culpa coletiva.


Assim uma cidadã alemã se expressou ao final da Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha havia finalmente, após longos anos espalhando o ódio e o terror, o genocídio e a destruição, crueldades e racismo, sido vencida e seu território devastado e ocupado pelos Exércitos Aliados no ocidente e pelo feroz e implacável Exército Vermelho no Oriente.

É perturbador, mas o mal semeado pelos alemães há de perdurar por milhares de anos, pois mesmo com as feridas cicatrizadas não apagarão da história o sofrimento e a dor levada a outros povos.

Afirmar que o povo alemão detestava o regime não condiz com a verdade, pois a esmagadora maioria do povo alemão concordava e vibrava com os nazistas, tinham em Hitler um verdadeiro salvador, e seus comícios e aparições em público mostravam bem quanto o povo alemão o apoiava, onde centenas de milhares se amontoavam para saudar o seu Füher, frenética, fanática e delirantemente, como podemos ver nestas fotos da época.


Enganam-se também os que pensam que isso foi uma coisa do passado, pois ainda hoje, mais de sessenta e sete anos depois, milhões são cativados por essas idéias estapafúrdias e vemos que muitos ainda vibram com a história da mais danosa forma de governo que a humanidade já presenciou, onde o ódio e o racismo eram introjetados na mente das pessoas desde o momento em que nasciam e muitos ainda sonham com um quarto Reich.

Mas dizer que é uma culpa coletiva, realmente acertou essa mulher que tal declaração deu, pois esta forma de culpa coletiva podemos observar ainda nos dias atuais, pois o racismo é uma das feridas mais profundas da humanidade, uma ferida pútrida, pestilenta e viscosa.

Muitos são aqueles que falam, escrevem e lutam contra o racismo que alguns tem pelos negros, pelos índios, pelos asiáticos ou pelos nordestinos. Concordo plenamente e também faço o possível para mudar esta sombra maléfica que ainda ocorre dentro do meu Brasil.

Entretanto poucos ou quase ninguém fala, escreve ou luta contra o racismo que ocorre contra os brasileiros por parte de um bom número de descendentes de alemães e italianos, que são brasileiros por nascimento e que encontraram a salvação para suas miseráveis vidas dentro do meu Brasil, fugindo de suas tão amadas Alemanha ou Itália no desespero da fome e pelo pouco caso que seus governantes dispensavam a esses miseráveis famélicos.

É enojante andar por algumas cidades da Serra onde vemos em centenas de automóveis adesivos onde se lê. “Grazie a Dio, sono italiano”. E ninguém, autoridade nenhuma faz qualquer coisa contra esse racismo ostensivo, nojento e pérfido. Já disse e repito, se a Itália e tão boa e só pegar suas tralhas e sumir do meu Brasil, pois falta não farão, farão um benefício aos brasileiros, pois serão poupados de conviver com estes asquerosos e repugnantes racistas.

Esses equivocados, traidores da Pátria Brasileira, deveriam dizer “Graças a Deus, vivo no Brasil”. “Graças da Deus, o Brasil me acolheu”. “Graças a Deus, se eu vivo é por que um dia meus antepassados vieram para o Brasil e foram aqui recebidos de braços abertos”.

E bato na mesma tecla, pois são exatamente os que acreditam em Deus que expressam as mais nojentas, asquerosas e pérfidas posições como no caso, o racismo.

Essa minoria de adoentados deveria lembrar que se tivessem ficado na sua querida Itália ou na Alemanha talvez não tivessem nascido, pois seus pais ou avós teriam morrido de fome ou em alguma guerra.

Da mesma forma assistimos dentro do meu Brasil que muitos são os de origem alemã que tem a soberba, a petulância e a ignorância de criticar os brasileiros e se dizerem ainda alemães de raça boa e pura. Voltem para a Alemanha se é tão boa.

Para o inferno com esses racistas que viram o cocho onde se alimentam.

Para o inferno com esses imbecis que nada aprenderam com as guerras que fizeram e de tão “superiores” foram arrasados, foram massacrados logo por quem eles chamavam de sub raça ou raça inferior, os russos.

Tão superiores, que tiveram seus países arrasados e muitos nada aprenderam.


Tão superiores que foram liderados por dois idiotas, o repugnante Adolf Hitler e o bobalhão do Benito Mussolini, cheio de pose e arrogância e que não passava de um palhaço metido a chefe de estado, achando-se um novo César.

Hoje, a mídia, também repugnante, por ranço ideológico e racial acusa os russos de terem perpetrado estupros e não poupando ninguém. Ou por acaso queriam que os algozes fossem tratados a pão de ló depois de tanto mal terem cometido, principalmente dentro da Polônia e da União Soviética, onde milhões foram mortos, e centenas de milhares com requintes de perversidade, estupros e escravidão.

Ou por acaso não sabem que muitas eram as famílias alemãs que tinha como escravas meninas polonesa que ficavam as noites acorrentadas ao relento nos frios invernos alemães e a maioria morria de frio e fome.

E por ódio doentio os alemães perpetraram as maiores barbáries dentro da Rússia, onde aldeias eram queimadas, animais mortos, rios envenenados e o que não podiam carregar, destruíam.

Tanto mal fizeram dentro da União Soviética e queriam o quê? 

Clemência?


Houve crimes e estupros em ambos os lados, os próprios aliados cometeram estupros e assassinatos, mataram impiedosamente muitos membros da SS quando os prendiam, com muita razão, apesar da barbárie. Mesmo assim muitos criminosos de guerra alemães nada sofreram. Não pagaram por seus crimes.

E lembrando de que a justiça não foi feita como deveria, pois se todos os criminosos de guerra fossem punidos, não sobraria muitos alemães, na verdade acabaria a Alemanha, pois a esmagadora maioria era cúmplice.

Outros criminosos de guerra foram cooptados principalmente pelos americanos, para servirem ao governo desse país, entretanto muitos foram os padioleiros poloneses que lutavam ao lado dos aliados na libertação da França, que não poupavam a vida de soldados alemães feridos que deveriam ser levados para os hospitais de campanha e os assassinavam pelo caminho, em vingança pela selvageria alemã dentro da velha Polônia.

Esse ódio ainda permanece em muitos lugares. Duvido que algum polonês olhe para um alemão sem ter em seu íntimo a dor e o ódio pulsando.

Esse ódio ainda vai permanecer por muitos e muitos anos, talvez até o fim dos tempos, pois nunca houve tanta barbárie quanto à perpetrada pelos alemães.

São cicatrizes que nunca sairão da História, por isso precisamos conhecer a História, para que os erros do passado sejam evitados. (Duvido).


Bem, quando a minha vida acabar aqui, certamente irei para o céu, porque no inferno eu já estive. (Soldado Ed Slotkin, 106ª Divisão de Infantaria Americana, prisioneiro de guerra escravizado que sobreviveu ao trabalho forçado, desumano e cruel no campo de Berga).                



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