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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ouro Para o Bem do Brasil

   
  
Você sabia que nos meses que se seguiram a fatídica quartelada de 1964, que redundou em 21 anos de atraso político para o nosso Brasil, onde meia dúzia de reacionários quis se “adonar”, como se fossem seus únicos donos, houve uma campanha de doação de ouro, chamada de “Ouro para o bem do Brasil”, que obviamente a maioria dos brasileiros desconhece.
  
Uma campanha nebulosa que surrupiou de milhares e milhares de ingênuos, que se achavam patriotas, quantidades até hoje não sabida de ouro, num verdadeiro assalto aos iludidos.


  
Ainda jovem, com os meus dezoito anos, vi na cidade de Pelotas, muitas pessoas depositando em enormes caixas de papelão, anéis, alianças, correntes, braceletes e outras jóias, sem qualquer tipo de recibo ou documento.         
  
Sem qualquer tipo de registro do que estava sendo doado, na vã esperança de que aquele ouro seria usado HONESTAMENTE para pagar uma dívida com os bancos internacionais, divida esta que a partir dessa época passou a avolumar-se tanto que diziam e ainda dizem alguns maledicentes ser uma dívida impagável.
Impagável para aqueles que tinham interesses escusos em seu crescimento.
  
Mas afinal onde foi parar esse ouro?
  
Em que dedos, pescoços ou peitos andarão tais e valiosas jóias?
  
Trocaram de donos como num passe de mágica.
   
Coitados.

  


Mas e infelizmente ainda há pessoas que acreditam na honestidade, principalmente na honestidade de quem apóia ou apoiou uma ditadura. Uma ditadura que eliminou fisicamente pessoas pelo crime de pensar, coisa que a maioria não sabe o que é, pois não pensam.
  
Seriam aqueles iludidos, ingênuos ou poderíamos usar outro adjetivo para designar aqueles que deram o que tinham para uma campanha turva e ardilosa. 
  
Houve também uma campanha semelhante em São Paulo, no ano de 1932, mas a causa era justa, os tempos eram outros e salvo qualquer informação contrária, eram honestos e valorosos os Revolucionários Paulistas, que se rebelaram contra a ditadura Vargas.
   
Mesmo sendo um Gaúcho jamais apoiaria qualquer porcaria de ditadura, mesmo sendo essa liderada por um rio-grandense seja ele de São Borja, Taquari, Bagé ou Bento Gonçalves.




23 comentários:

  1. Doei ouro para o bem do Brasil e tenho certeza de que ele foi bem usado já que nunca se ouviu falar que algum general, daquela época, tenha ficado rico no poder. Ao contrário do que acontece hoje com nossos políticos que ficam milionários da noite para o dia logo após serem eleitos.O nosso ouro deve ter ido parar nas mãos e nas cuecas desse políticos de hoje.

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  2. Caríssima cidadão Márcia.

    Em tempos de Ditaduras a imprensa é amordaçada nas coisas mais triviais, quanto mais nos assuntos que envolvem as altas rodas.(veja o artigo deste blog com o título "O Crime da Ponte". Em segundo lugar devemos saber que, quanto se fala em ditadura militar muitas são as pessoas por total falta de conhecimento ou INGENUIDADE, pensam que era uma ditadura só de generais. Não! Havia nos governos e nas chefias gente de todos os sítios da sociedade. Civis, militares, religiosos e outros sem pedigree. Assim como na Argentina a Ditadura Militar ROUBOU crianças que foram entregues em adoção para militares sem o consentimento dos pais, pais que haviam sido assassinados pelo regime, o que podemos esperar da "NOSSA" ditadura. Honesta? Ilibada? Correta?
    Não sou tão ingênuo para assim acreditar. Sou filho de militar, fui militar, tenho vários militares na família. Gente honesta, porém não podemos ser tão infantis de achar que neste meio não exista também gente que não presta.
    Outrossim cara cidadã, hoje existe corrupção, no passado também. A única diferença é que hoje o STF, livre das amarras ditatoriais põe os mensaleiros na cadeia, põe como a senhora diz os "cuecas" na cadeia, porém quem teria a coragem de fazê-lo durante o período mais turvo da história da República?
    É! Infelizmente cidadã a probabilidade da joia que a senhora doou de estar com uma família estranha é bem grande ou quase certa. Assim minha caríssima senhora podemos aprender duas máximas: Só existe traficante porque existem usuários. Só existe vigarista porque existem... - "pessoas boas".
    E depois de cinquenta anos onde andará a sua joia.
    Não sou tolo de acreditar que ela tenha sido usada para salvar o Brasil. Mas existem os que acreditam.

    "Não conhecer o passado e repetir os mesmos erros no futuro".

    Paz, harmonia, saúde e lucidez, são os meus votos a tão cara cidadã.

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  3. Eu vivi nessa época, soube depois muito tempo que a familia Garcia de Londrina havia dado uma enchada de ouro e posteriormente foi encontrada no poder da filha de um politico

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  4. Eu vivi nessa época, soube depois muito tempo que a familia Garcia de Londrina havia dado uma enchada de ouro e posteriormente foi encontrada no poder da filha de um politico

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  5. Olá Geraldino Gomes.
    Que privilégio ter em meu blogue uma pessoa conhecedora dos fatos que macularam a história de nosso país. Infelizmente muitas pessoas acreditam cegamente na honestidade dos que fizeram do Brasil palco das maiores barbáries já vistas.
    Muito interessante teu depoimento, pois assim vamos juntando a verdade sobre esse escandaloso caso, onde milhares de pessoas foram vergonhosamente lesadas por pústulas que se aproveitaram e se aproveitam da cegueira de muitos.
    Um grande e fraterno abraço.
    Leia e comente, ficarei honradíssimo.
    Prof. Pedro

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  6. Meu caro professor! Lembro bem desta época, deveria ter pouco mais de 20 anos de idade. Tempos atrás, conversando com minha mulher, esta informou ter doado um anel português, que recebera de presente de seu pai. Referida doação, conta ela, foi feita em uma pequena banquinha, instalada na antiga feira livre da rua Dom Pedro II, em frente à Empresa Frederes (aquela do galgo na lateral). Mais uma que bailou! Carlos Silveira.

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  7. Olá Caríssimo Carlos Silveira.
    Pois é meu caro leitor, as coisas muitas vezes nos surpreendem.
    Foi uma das maiores falcatruas já vistas neste país, e feita por aqueles que queriam "salvar" o Brasil. Milhares e milhares de pessoas foram lesadas, pois esse ouro jamais chegou ao seu destino.
    Mas vamos dar um desconto a muitos que bailaram nesta artimanha, pois os que fizeram doações foi na melhor da intenções, porém há sempre de se saber que o mundo está cheio de mal-intencionados que aproveitam para tirarem vantagens.
    Um grande e fraterno abraço, meu blogue está sempre a sua disposição para concordar, discordar, elogiar ou criticar. Este é o princípio que eu defendo numa democracia plana e justa.
    Foi um privilégio tê-lo aqui.
    Saudações.
    Prof, Pedro.

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  8. A desonestidade no Brasil não está associada a governos de direita ou de esquerda. Sabe-se da corrupção ocorrida nos governos anteriores ao atual do PT; bem como da corrupção desenfreada ora posta a público através das investigações da Polícia Federal envolvendo o governo do PT e de seus aliados. A corrupção brasileira está associada à impunidade; às leis que são frouxas, cheias de brechas para facilitá-la. No Brasil, quem é menor de 18 anos, praticamente, tem salvoconduto para delinquir em qualquer nível, sem que haja punição. Os marginais de qualquer natureza - na contramão científica - são sempre considerados ressocializáveis. O Brasil é um paraíso para os criminosos. Há quem diga que este comportamento do povo brasileiro (das autoridades e do povo em geral) seria inerente ao seu DNA. Eu prefiro achar que os homens de bem apenas ainda são minoria e por isso ainda não se pode implementar um sistema semelhante ao dos países livres, sérios e evoluídos; isto é, uma nação que premie seus cidadãos de bem com suas ações de alto nível e que torne a vida dos criminosos um inferno.

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    1. Olá Druca.
      Eu gostaria de acreditar que a questão da imoralidade do povo brasileiro estaria ligada a outros fatores, educação, tradição, cultura, porém não podemos fechar os ouvidos ao que dizia o Conde Gobineau, francês e amigo de Dom Pedro II, que no fim do Império vaticinara o que ocorreria com a moral do povo brasileiro, dizendo a Dom Pedro que aquela composição que se vislumbrava no Brasil era a de uma derrocada moral, total e irreversível. E dava ao Imperador várias soluções para evitar que o nosso povo fosse esse povo até certo ponto decadente. Infelizmente. Procurei passar a meus filhos tudo o que de bom aprendi com meus pais e avós, Cultura, tradições e principalmente moral, respeito e honestidade. Nunca tive qualquer dissabor. Talvez falte para o nosso povo é cultuar as tradições, se bem que muitos não tem. Fico muitas vezes perplexo com o comportamento antipatriótico de nosso povo que picha monumentos e prédios, joga lixo nas ruas, destrói seu patrimônio e não tem raízes culturais profundas.
      O que fazer. É uma árdua tarefa, que demandará tempo, esforço e muito dinheiro. Infelizmente não vejo solução dentro deste modelo que insistimos em copiar. Apesar de ser o povo brasileiro bastante criativo ele não tem discernimento de mudar radicalmente as coisas.
      A corrupção iniciou quando inventaram o Brasil, a corrupção e tão antiga quanto o dito descobrimento, e sempre houve roubalheira neste país, mesmo nas ditaduras, pois nelas roubava-se e ninguém podia denunciar, o que agora é feito.
      Tuas preocupações são as minhas preocupações.
      Um grande e fraterno abraço.
      Que tenhas um ano pleno de felicidades.
      Prof. Pedro

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  9. Boa noite! Caro Professor Pedro, sou do interior de São Paulo, muito bom seu artigo, esse tema fez parte da minha infância, porque ouvia a minha mãe cantar a música do chamado da rádio para que todo cidadão de bem doasse uma jóia para o "bem do Brasil", refrão "ouro, ouro, ouro, ouro para o bem do Brasil", creio que meus pais e avós contribuíram para o bem de alguém, mas não acredito que tenha sido para o bem do Brasil e sim para opulento militarismo da época e seus agregados. Acredito que deveria de ter no minímo uma investigação e retratação, ou reparação do governo a todos cidadãos lesados comprovadamente e uma matéria elucidativa para todos os cidadãos que se dizem do bem.

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  10. Caríssima Ione Zero, fico honrado com tua visita e teu comentário. Antes de entrar no mérito quero te dizer que viajei muito por teu Estado de São Paulo e adoro o interior deste magnífico Estado. Cidades lindas, limpas e progressistas. Voltando a teu lúcido comentário quero te dizer que isto é um assunto que colocaram enorme pedra em cima, pois envolve muitos figurões e figurinhas. Foi um dos maiores roubos que fizeram do povo brasileiro. Um escândalo abafado pelas autoridades da época. Ainda no Governo militar tivermos um ministro envolvido em contrabando de diamantes. Tudo abafado. Além de uma dama, esposa de um figurão que quis entrar na exportação ilícita de ouro e deram um chega "prá lá", ou caía fora ou perderia suas pensões. E a bem pouco tempo outro escândalo abalou o comércio de pedras preciosas quando a Esmeralda Bahia avaliada em mais de $ 1,2 bilhões, com 381 quilos sumiu de um cofre nos EUA e hoje e alvo de uma disputa acirrada entre Brasil e EUA sobre a posse desta rara joia. Houve em São Paulo, no ano de 1932 uma campanha de ouro para custear os revoltosos paulista que com sobeja razão lutaram contra a Ditadura Vargas, porém o ouro nesse caso foi bem utilizado. Já o Ouro para bem do Brasil foi um dos muitos assaltos que se fizeram ao povo brasileiro. Um grande, respeitoso e sincero abraço. Prof. Pedro.

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  11. Meu tema de pesquisa de TCC é justamente sobre essa Campanha. Devo defender no final do ano, mas já para passar algumas coisas, a enxada de ouro citada acima estava em posse da filha do Castelo Branco. Encontrei por acaso um reclame em um jornal do Amazonas em 1991 onde o filho do cara que doou a enxada em Londrina estava, junto com outros empresarios da cidade tentando retomar a posse da referida enxada. A filha do Castelo Branco disse desconhecer a Campanha e afirmou que a enxada sempre foi uma posse da famila Castelo.

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    1. Caro Caio Tiedt.
      Fico honrado com tua visita e comentário tão elucidativo, quando escrevi esta matéria não imaginava que com o tempo fosse aparecer essas informação bem-vindas, a começar pela de Geraldino Gomes que traz o nome da família Garcia de Londrina como doadora desta enxada de ouro e agora com essa bombástica informação que tal objeto está com a família Castelo Branco. Imaginemos quantos e quantas outras joias doadas foram para em outras família como um passe de mágica. Infelizmente o nosso povo acredita nessas campanhas nebulosas. Que tenhas sucesso em teu TCC e sei que terás pois aposto em tua capacidade.
      Um grande e fraterno abraço.

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    2. Embora apareça com o nome de Caio Tiedt, meu nome é Ederson Ricardo. Estou usando a conta de um amigo hehe. Sou graduando em História pela UFSC.
      Meu TCC analisa a campanha do Ouro em São Paulo e Blumenau, minha cidade. E como a campanha foi utilizada para dar legitimidade ao governo de Castelo.

      Sobre a enxada, bem, foi algo curioso que encontrei em minha primeira pesquisa. No Jornal Diario da Noite em São Paulo, no dia 26 de junho de 1964 assim era noticiada a doação

      UMA ENXADA DE CINCO MILHÕES – O ministro Flavio Lacerda, em sua viagem a Londrina, visitou, com o governador Ney Braga do Paraná, a sede da campanha “Ouro Para o Bem do Brasil”, naquela cidade, promoção dos “Diarios e Emissoras Associados”. Na ocasião, o lavrador José Garcia Vilar, daquele município, fazia a entrega de uma enxada de ouro, de 24 quilates pesando 2 quilos e 145 gramas, num valor aproximado de cinco milhões de cruzeiros. O lavrador, ao usar da palavra, disse que o seu gesto, a par de ser um serviço que prestava ao país, era uma homenagem ao seu velho pai, que emigrava da Espanha para o Brasil e aqui lavrou a terá fértil e generosa e organizou sua vida. O ministro Flavio Lacerda, como se vê na foto, louvou o gesto do lavrador e exibiu a enxada.
      (DIÁRIO DA NOITE – 26 DE JUNHO)


      Nos jornais do Paraná há mais informacões.

      Diario do Paraná - 15 de junho de 1964

      Uma comitiva de Londrina, chefiada pelo jornalista Antonio Giurno, dos Associados de São Paulo, fez entrega as autoridades do Ministerio da Fazenda, no cais de uma enxada de ouro, em tamanho natural, pesando 2800 kg de ouro e valendo cinco milhões de cruzeiros. Representava a contribuição do sr. José Garcia Molina ã campanha "Ouro para o Bem do Brasil"em memoria de seu pai. José Garcia Vilar, conforme estava impresso na peca doada. Trata-se de uma tradicional família de pioneiros plantadores de café naquela região do Paraná. A entrega foi feita pelo jornalista Edmundo Monteiro


      Curiosamente a referida enxada sai de cena e não encontro mais nada sobre até o ano de 1991.

      Jornal do Commercio - 05/04/1991

      Rotary de Londrina quer de volta enxada de ouro doada

      Uma enxada de ouro doada pelo empresario paranaense José Garcia Molina ao governo do marechal Castello Branco, em 1964, como contribuicao à campanha De ouro para o bem do Brasil, tem destino ignorado. A peca confeccionada com 2.145 gramas de ouro 24 quilates, avaliada pelo empresario em Cr$ 6 milhoes, seria destinada a ajudar no pagamento da divida externa brasileira, conforme o objetivo da campanha.
      Segundo o Rotary Club de Londrina, que quer a devolucao da enxada à cidade, o objeto se encontra em poder de Antonieta Castelo Branco, filha do ex-presidente já morto. No entanto, Antonieta nega a posse da peca. De acordo com ela, a enxada estaria no Forte de Copacabana, no Rio, e seria doada a uma instituição do Estado. "Nunca soube que a campanha do ouro estivesse relacionada à divida externa"disse ela."A enxada é um bem da familia Castello Branco"afirmou Antonieta. Ela obteve o objeto após a morte de seu irmão Paulo Castello Branco[...]

      Sobre o valor arrecada na campanha, só em São Paulo, em 2 meses de campanha (3 de maio-9 de julho) foram 1200 kg de ouro e 2 bilhões de cruzeiros

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    3. EDERSON RICARDO.
      Caríssimo Colega Professor.
      Não há problema algum no teres usado outra conta, todos os comentários, quando educados e sábios são e serão sempre respondidos, mesmo que anônimos, neste caso vamos agradecer ao Sr. Caio, a quem externo meus mais profundos respeitos.
      Vamos iniciar pela Campanha Paulista de 1932, quando o bravo povo bandeirante foi às armas contra a ditadura de Vargas, apesar de ser eu um Gaúcho por quatro costados sempre fui simpático a causa justa e democrática do povo Paulista que de forma, parece-me, honrada usou o ouro recebido em prol da causa sendo que muito do que não foi utilizado para defender o Estado, foi pelos revolucionários doados a uma instituição de caridade para que o mesmo não caísse nas mão do governo Federal liderado pelo caudilho Vargas e tudo era recebido contra recibo, pois os doadores de 32 recebiam um certificado registrando sua doação. No caso da quartelada de 64 não havia essa precaução já que as pessoas iludidas colocavam em enormes caixas de papelão suas joias sem fiscalização alguma e sem receber qualquer tipo de documento. Vi, e ninguém pode dizer nada em contrário, pois empenho minha palavra, um membro da Liga de Defesa Nacional,em Pelotas, uma liga nazifascista, conhecidíssimo nas rodas sociais de Pelotas enchendo os bolsos com anéis, alianças e outras joias, que ao me ver passando pelo outro lado da rua tentou esconder-se e eu um jovem inexperiente pensei que ele estaria recolhendo para usar dignamente o que muitos tolos brasileiros haviam doado para tal e espúrio governo.
      Não só teve outro destino as joias doadas como a dívida externa brasileira não parava de avolumar-se no governo militar, ao ponto de chegarem a dizer que era uma dívida impagável.
      Lamento que muitas joias trocaram de uma hora para outra de donos e como sempre quem levou vantagem foi a mesma classe social, a “elite”, mas dó não tenho, pois só existem os vigaristas é porque existem os otários e infelizmente os “bons” que doaram para a Ditadura Militar foram de forma vil logrados e aí estão as provas. Duvido, asso no dedo como se diz aqui no Rio Grande do Sul, que alguma parte do que foi arrecadado realmente serviu para alguma coisa, a não ser enfeitar mãos e colos de pessoas estranhas.
      Finalmente agradeço efusivamente essas informações que enriquecem não só meu blogue como a mim também e parabenizo ao amigo Ederson pelos comentários tão elucidativos e como disse na resposta anterior, desejo muito sucesso em seu TCC.
      Maravilhosas informações, o que me deixa honrado com sua visita e comentários e abro meu blogue à sua disposição, assim como ao Sr. Caio, lembrando que todos os comentário serão sempre respondidos.
      Com atenção e respeito.
      Prof. Pedro.

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    4. Agradeco pela resposta professor e parabenizo por este blog e todas as informacoes nele contidas.
      Abracos fraternos

      E agradeco também o espaco para comentar sobre esta tão esquecida campanha, que, contrariamente aos discursos em 1964 que anunciavam que jamais seria esquecida, o tempo, implacável a caiu no esquecimento.

      Sobre o destino do ouro e do dinheiro professor Pedro pouco encontrei. Não é meu tema, mas, como bom curioso fui atras. Nos jornais, após os recursos irem até a casa da moeda no Rio não há mais nenhuma informacao sobre. Só tem uma noticia em 1967,ou 69, nao lembro agora onde um grupo de senhoras elogiavam o presidente, mas pediam o dinheiro da arrecadacao para construir um hospital. Se foi dado não sei pois não há mais nada. Daí, só depois nos anos 1980 é que a coisa fica legal. Um deputado da Paraiba, se nao me engano, foi enquadrado na Lei de Seguranca Nacional por ter dito que o presidente era um ditador, que o Maluff era um bandido (quem nao sabe né hehe) e que o entao ministro Delfim Netto havia roubado todo o dinheiro da campanha. O deputado foi enquadrado e teve que pedir desculpas para evitar uma pena maior.

      Os mortos tem um poder muito grande nos vivos, e na campanha de 64, os mortos de 32 tiveram seu simbolismo. O movimento de 32 estava presente em tudo.

      “Não poderão ficar alheias a campanha que ora lançamos as forças vivas da nacionalidade com as industriais, comerciais e agrícolas. Que este esforço conjugado atinja a todas as classes, a todas as profissões, a todos os patriotas desejosos de ver o Brasil a caminho da sua redenção econômica, mais conceituado e altamente respeitado no concerto das Nações”
      Escolhemos a data de 13 de maio para o lançamento da Vigilia Civica de 32 horas. 13 de maio porque se comemora a data da libertação da escravatura pela princesa Izabel, o mais alto símbolo do espirito democrático no reconhecimento da igualdade dos direitos humanos.
      32 horas porque comemoramos, neste ano, 32 anos da revolução de 32.
      A Campanha “Ouro para o Bem do Brasil” será uma contribuição patriótica do povo brasileiro em todos os quadrantes da nossa amada Pátria para o Tesouro Nacional, objetivando o fortalecimento do lastro-ouro e maior valorização da nossa moeda. Com este gesto de amor ao Brasil, estará o povo brasileiro contribuindo, com o pouco que seja, para atenuar o impacto inflacionário alistando-se, igualmente na Legião da Democracia para fazer com que a revolução atinja os seus altos objetivos.
      Conclamamos a todos os patriotas de democratas a comparecerem no dia 13, as 18 horas na rua Sete de Abril, 230[...]ocasião em que serão recebidas as contribuições dos homens e mulheres democratas de nossa terra, contribuições que serão feitas com a entrega das suas alianças ou quaisquer outros objetos em ouro, recebendo os doadores a aliança ou anel-símbolo.
      [...] Diario da Noite - 08/05/64


      Obrigado Professor, e espero que um dia a verdade venha a tona para saber onde foi parar tudo o que foi arrecadado.
      Abraços

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    5. Obrigado pela atenção caríssimo colega.
      Infelizmente os anos passarão sem sabermos com quem ficou essas milhares ou centenas de milhares de joias surrupiados do povo que acreditou em uma vil ditadura de 64.
      Meu blogue estará sempre aberto ao amigo.
      Com muito respeito e admiração recebas um fraterno abraço.

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    6. Olá professor, tudo bem com o senhor? Venho novamente aqui para informar que meu trabalho sobre a campanha terminou. Já defendi o trabalho alias. Caso o senhor quiser conhecer mais sobre a campanha (até porque são poucas as informacoes disponíveis) eu lhe mando por e-mail ou por alguma outra rede. Inclusive, em um paragrafo comento sobre as doações no RS.
      Passar bem
      abraços

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  12. Caio!
    Meu amigo e colega, tudo bem comigo e que privilégio encontrar teu tão bem-vindo comentário. Um comentário é uma massagem especial no coração de quem escreve. Colega, amigo e colaborador, fico feliz em saber que concluíste teu TCC e gostaria muito de lê-lo e com ele aprender mais, podes mandar para meu E-mail - decastroteixeira@hotmail.com - ficarei imensamente feliz e agradecido. Parabéns por mais esta etapa e que continues a vencer todos os obstáculos de tua vida. Fico realmente feliz e muito contente com a tua vitória, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente estou vibrando de emoção. Um grande abraço e que tenhas um belo final de ano onde a alegria, a paz e a saúde estejam presentes a teu lado.

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    1. Enviado professor.
      Aguardo retorno e Feliz Natal para o senhor e sua família :)
      Abraços

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    2. Olá Caio.
      Agradeço por ter enviado teu TCC vou lê-lo com carinho e enviarei resposta a teu E-mail. Aguarde. Feliz Natal e um belo Ano Novo cheio de saúde e paz.
      Grande abraço.

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  13. Nesta época, em 1964 a Ditadura Militar iniciou seu império de mando e de imposições imperativas a toda população. Assim surgiu o AI05, que impôs verdadeiro castigo e intimidações a todos. Na época em 1964, eu muito jovem, com apenas 6 anos de idade, me lembro perfeitamente de estar em uma fila junto com meu pai e entregar algumas jóias de minha mãe para "salvarmos o querido Brasil do colapso financeiro", acreditou-se em uma falácia, principalmente nós, ingênuos, pois éramos muito jovens. Hoje o Brasil continua nos mesmos costumes herdados, deixando principalmente a população mais carente de sáude, educação e sem o sustento necessáro, sim o vil dinheiro. Assim vamos camnhando, e esperar não é fazer, temos que acreditar, pois, dias muito melhores estão chegando para todos nós. Esperar é uma virtude do Ser Humano.

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    1. Caríssimo Mário Moura, uma satisfação imensa em tê-lo comentando em meu espaço. Fico desde já agradecido e mui honrado.
      Infelizmente sempre estivemos a mercê dos maus brasileiros que se locupletam com todos os tipos de artimanhas para tirar proveito e o lesado sempre é o povo, e quanto mais humilde mais é explorado, extorquido e lesado. Essa campanha do Ouro Para Bem do Brasil, foi uma empulhação das mais danosas, tanto que corre na justiça um processo que acusa uma filha de um dos ditadores de ter se apropriado de uma enxada tamanho normal feita em ouro maciço desde a lâmina até o cabo que fora doada por uma tradicional família no Norte do Paraná, ou seja, neste caso até os ricos foram lesados. Hoje o que vejo é que o nosso Brasil está afundando em leis que querem tirar todos os direitos dos trabalhadores, como a proposta de Temer de elevar a aposentadoria para os 80 anos, fim do FGTS, fim do 13º salário, entre outras coisas, mas o pior está para vir, com a privatização da Previdência Social. Não vejo como o caríssimo senhor melhores dias, o que vejo e agigantarem-se os poderes nas mãos de uma elite cada vez mais rica enquanto ao povo é reservada a miséria.
      Honrado com seu comentário deixo este espaço a seu inteiro dispor, para comentar, concordar ou discordar, pois é muito prazeroso trocar ideias com pessoas educadas, civilizadas e abertas às coisas deste nosso mundo caótico.
      Fraterno abraço e que a paz e a saúde estejam sempre a seu lado.

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