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domingo, 10 de junho de 2012

Cerrito


             
Por ser minha avó paterna natural dessa região, assim como seus ancestrais, índios, espanhóis e portugueses e meu pai ter nascido na Vila Freire que pertencia na época ao município de Canguçu, fui procurar alguma informação sobre o atual Município de Cerrito, pois estou escrevendo um livro sobre nossas raízes e para tal busco subsídios em diversos locais de pesquisa.
              
Pasmem-se.
              
Vejam o que eu encontrei na internet, em “IBGE – Cidades@ - Histórico – Cerrito –(rs)”.
             
 “O nome Cerrito surgiu em 1780 com a chegada de imigrantes africanos, italianos e alemães, estes colonizadores chamavam o município de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário.”
               
Eu não acredito que coisa tão estapafúrdia tenha partido do IBGE, pois aí não dá para agüentar tanta bobagem.
              
Por que?
              
Primeiro - o nome Cerrito é de origem espanhola, já que em português seria Cerrinho e foi essa parte do Rio Grande do Sul, por muitíssimos anos pertencente à colônia espanhola da América do Sul, lembrando que para termos as atuais fronteiras com o Uruguai e a Argentina muitos acordos foram feitos entre Espanha e Portugal, e depois Brasil e Uruguai, e Brasil e Argentina.
              
Segundo - desde quando os africanos foram imigrantes? 
              
Os africanos chegaram ao Brasil, assim como a toda a América na condição de escravos, que para cá vieram forçados, acorrentados, espancados e não por sua livre e espontânea vontade na qualidade de imigrantes ou colonos.
              
Terceiro - como iria surgir em 1780 com a chegada de alemães e italianos se esses dois povos chegaram ao Rio Grande do Sul tardiamente, ou seja os alemães só a partir de 1824 e os italianos só a partir de 1875.
               
Ou seja, uma total asneira, falta de conhecimento histórico, numa total descoordenação. Nem mesmo seguiram uma simples linha de tempo.


8 comentários:

  1. Olá! Sou de Cerrito e estou fazendo meu tcc relacionado a região da Vila Freire,as construções de pedras feitas por escravos, tu não terias nenhuma informação sobre este assunto, ja que tu também estas fazendo uma pesquisa nesta região?

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    1. Olá Vanessa, fico feliz com a tua visita. O que tenho sobre Cerrito são histórias de meu bisavô Floribal dos Santos Farias, de minha bisavó Maria Emília Pereira Farias (Nanãe, Nanãezinha, Mézinha ou Bîrja), de minha avó Idelvira de Farias Teixeira além de meus tataravós Francisco Farias, Felizina dos Santos Farias, João Pereira e Ana Maria Pereira. Estou para ir ao Cerrito buscar mais informações, e assim que as tiver, mandar-te-ei. Um grande e respeitoso abraço. Mande-me dizer quando será a apresentação do teu TCC, para que eu possa agilizar alguma coisa.

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  2. Achei bem interessante esse resgate das tuas raizes que estas fazendo, até conversei a respeito com meu pai, e ele acredita que sua avó Idelvira seja mãe de um amigo de meu avô, mas ele não tem certeza, no caso ela morou na Vila Freire ou no Alto Alegre?
    A apresentação do meu TCC será em Dezembro e ficarei muito agradecida se conseguires alguma fonte de pesquisa sobre o assunto que estou abordando no meu TCC.
    meu e-mail para contato é vanessamartinsc@hotmail.com
    um abraço!

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  3. Olá Vanessa, que bom a tua visita. Estarei viajando para Buenos Aires no início de agosto e tão logo volte irei a Pelotas, Capão do Leão e Cerrito. (pode ser que faça essa viagem inversa???).
    Quanto aos filhos de minha avó Idelvira: Ela teve uma filha, a mais velha dos irmão, única viva, que hoje conta 96 anos, de nome Maria Rafaela Teixeira da Costa. Meu pai chamava-se Floribal Farias Teixeira, oficial do Exército,que por longos anos serviu no 9º RI de Pelotas, aposentou-se no Arsenal de Guerra em General Câmara. O fiho mais novo, chamava-se Gomercindo.
    Estou pedindo para meu sobrinho que mora em Pelotas, dar uma campeada, como se diz no interior, na Livrarias daquela cidade para ver se encontra algum livro sobre Cerrito. Tão logo obtenha uma resposta de comunicarei.
    Um grande e respeitoso abraço.

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  4. Legal, meu arqui-amigo Pedro! Nasci no Rincão das Cruzes, cresci no Açoita Cavalo pertinho do Cerrito Alegre. Adorei seu comentário acima, a fotografia é linda, Pedro. Um grande e forte abraço... estou a espera de você em Cuiabá! Passos

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  5. Passos, meu querido irmão. Que honra em receber tão magnífica visita em meu blog. Perdoe-me pois estive fora do ar algum tempo devido a péssima assistência da operadora. Mas agora tudo normalizado estou pondo em dia a correspondência. Um grande abraço e tão logo puder estarei indo a Cuiabá, a minha querida Cidade Verde.

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  6. Que legal meu bizavô era de Cerrito meu pai também os Vieiras alguém sabe sobre a história?

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  7. Olá Caríssimo senhor de Styke Fit.
    Tinha um tio político, já que era casado com um tia de sangue, irmã de minha mãe, que se chamava Inácio Vieira, nascido provavelmente ente 1910/1915. Moram em Pelotas, duas filhas e um filho, os quais, apesar de primos, perdi o contato. Outrossim o sobrenome Vieira tem suas Origens “no” norte de Portugal, ou mais provavelmente “ao” norte de Portugal, no então reino de Galícia, hoje região dominada pela Espanha. Os de Portugal que surgiram por volta do Século XII não lembro se de Trás os Montes ou Minho, porém a primeira família Vieira vinda de Leiria, Portugal, aportou no Nordeste Brasileiro, Século XVII, segundo alguns autores, em Pernambuco e de lá foram com o passar do tempo se espraiado para todo o Brasil. Dentre as grandes e tradicionais famílias pertencentes ao Estado de Alagoas, vai aparecer entre outras, a família Vieira. A minha grande dúvida é se não houve algum açoriano, vindo para as Missões após o Tratado de Madri, 1750, pertencente a família Vieira de Portugal. É um caso a ser pesquisado. Mas sabe-se que após este Tratado já vamos encontrar Antônio Vieira Cardoso, que deixou descendentes na então vila de Viamão.
    Entretanto caro leitor, não posso precisar a miúde sobre a família Vieira radicada no nosso Rio Grande do Sul, nem em quais regiões do estado ela estaria mais assentada, já que houve uma grande diluição neste largo tempo. Porém é certo que a origem deste sobrenome, mais provavelmente Galego, quase com certeza, vem das conchas chamadas de vieiras. Diz à história que o corpo do apóstolo Santiago (São Tiago donde vai surgir o Santiago, Santiago de Compostela) foi encontrado morto ainda pelos legionários romanos e coberto por vieiras na Palestina e diz a lenda, seu corpo teria sido transportado por anjos para a Galícia, onde repousa. Obviamente trata-se de mais uma fantasiosa historieta inventada para iludir os incautos.
    Partindo da lenda de que o corpo foi encontrado coberto de vieiras, me faz acreditar realmente que o nome Vieira é sim Galego, salvo informações contrárias.
    O Brasão da Família Vieira é encimado por uma vieira, a mesma concha da empresa Shell. Como sabes shell em inglês quer dizer concha. (vieira).
    Fraterno abraço.
    Prof. Pedro.
    P.S: A língua portuguesa tem suas origens no Reino de Galícia, hoje pertencente a Espanha.

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