PS

PS

SEGUIDORES

terça-feira, 12 de julho de 2016

Negros. Quem somos?




Escrever sobre o racismo ou sobre a escravidão são coisas já escritas, debatidas, mostradas e sabidas, dentre todos os males muito bem organizados e incentivados pelas ditas escrituras sagradas, também já sabemos, inclusive que o Santo, pedra basilar da Igreja Católica e deixou escrito que “tu terás no reino dos céus os mesmos escravos que tivesses na Terra”, sendo que esse livro é guia não só para os católicos como para todos os que acreditam na religião judaico-cristã, que de forma ordenada, organizada e malévola não só incentiva como organiza e qualifica o escravo e nisso é pródiga em ensinamentos de submissão, inclusive dizendo que é agradável aos olhos de deus ver alguém sofrendo agravos. Vejas bem, “é agradável aos olhos de deus”.



Quem estudou a história das religiões, como eu ou leu pormenorizadamente as ditas palavras de deus constante da bíblia, dita também sagrada, plágio feito dos livros judaicos de Esdras e Daniel, que por sua vez são cópias de outros escritos e de outros povos, ou teve contato com o corão, também uma mal feita cópia, deparou-se com escritos nojentos, escabrosos e cruéis sobre povos diferentes, mas que, com o passar dos tempos as maiores vítimas foram os negros, e quando escrevo negro não estou me referindo a apenas um tipo de povo e sim de dezenas de povos diferentes física e culturalmente de pele escura, o que me leva a questionar muitos negros que nesse livro que verte maldade e morte acreditam, já que esse deus Yavé ou Jeová os amaldiçoou. Portanto, tantos os brancos como os negros de princípios morais, éticos e humanitários elevados deveriam repudiar com veemência esse livro contraditório e malévolo, pois de santo não tem nada, são fábulas, cópias mal feitas, plágios, mentiras, ruindades e contradições, em um livro que se torcido escorreria sangue.






Não é por menos que os cristãos botaram essas escrituras goela a baixo dos diferentes povos africanos, assim sendo muitos seriam cruelmente tratados e se resignariam ao sofrimento acreditando que um deus, seja o nome que possua, os tenha amaldiçoado e os relegado a terceiro plano, pois muitos eram mais maltratados do que mulas e cabras, mesmo assim passaram a acreditar nesse livro, se o mais lido do mundo, é também o mais vil, cruel e danoso livro de toda a história.




Pior que os escritos, pior que a escravidão, pior que os maus tratos, os negros tiveram suas raízes deliberada e organizadamente ceifadas, numa tentativa que supera todas as barbáries já feitas a diferentes povos, tão nocivas quanto as feitas aos judeus dos tempos do Holocausto pela Alemanha.



Essa grande barbárie foi apagar a história desses povos escravizados, foi o de apagar sua genealogia, se bem que a esmagadora maioria dá de ombros, não se importando de onde veio, pois para muitos, o que importa saber de seus bisavós ou tataravós? Nem precisamos ir longe, não precisamos falar sobre outras terras, vamos nos focar apenas no Brasil, onde a escravidão foi à base daquela sociedade, como a de hoje extremamente hipócrita e onde encontrava-se o maior número de negros escravizados no mundo, insensível e como todas as sociedades, extremamente cruel.


A iniciar pela separação de famílias, pela coisa organizada e sádica de evitar que negros de uma mesma família ou etnia permanecessem juntos. Assim se estaria idiotizando os remanescentes, que sem sua história e tradições perderiam suas identidades. Para tal até mesmo os nomes de famílias foram substituídos, apagando-se assim o passado, e não há, até prova em contrário que exista no Brasil negros que guardem seus nomes africanos, quanto mais os seus sobrenomes. Sendo que os nomes mais comuns entre eles são Maria, João e José, e agora com essa onda americanista que domina a mente de milhões de brasileiros apareceram os Michaels, Jeffersons, Washingtons e outros.

Os sobrenomes como Kuti, Xito, Tutu, Soyinka, Achebe, Ngozi, Adichie, Thiong’o, Abacha, Mengestu, Mabanckou, Tansi, Oyono, Kourouma, Dadié, Waberi, Mandela, Hampáté Bá, Tadio, Armah, p’Bitek, Wainaina, Marechera, Aidoo, Busia, Dangarembga e tantos outros sumiram, sumiram para apagar qualquer vestígio de história dos povo negros escravizados.




Esse crime, como todos os crimes de escravidão jamais foram a julgamento, a não ser na revolta haitiana, aonde os negros dizimaram fisicamente os seus algozes cristãos brancos, numa das maiores vinganças, que de tão justa e brutal levou o Haiti a essa infinita pobreza, pois as nações brancas, tal como os EUA fizeram com Cuba, bloquearam o Haiti por sessenta anos, com a finalidade de matar de fome toda a população daquela metade da ilha, onde se encontra também a República Dominicana, além de pesadas multas impostas pela França, o que até hoje aniquila o povo haitiano, lembrando que de 1915 a 1934 os EUA invadiram e dominaram o país, numa escancarada agressão, apoiada talvez no Big Stik, que muitos livros de história omitem e quase ninguém fala.


Hoje encontramos no Brasil milhões de negros sem conhecer sua verdadeira etnia, sem conhecer seus nomes originais de famílias, sem saber que quando nos referimos aos negros, o que vem a nossa mente é a mãe África, porém não se sabe e muitos negros também não qual é a sua procedência e qual é a sua verdadeira “raça”, pois ardilosamente tudo foi colocado como negro, porém isto é uma classificação racial para os seres humanos, como um fenótipo de pele escura, porém se são de um ou de outro ramo racial não são assim vistos e muitos por total ignorância e racismo ainda dizem – negro é negro. Então vejam a série de fotos abaixo e digam se negro é apenas negro. 




Não notar as diferenças que existem entre diferentes povos africanos, e não me refiro a indumentária, é como não achar diferença entre um alemão e um português, entre um polonês e um espanhol ou entre belga e russo. Observem os tipos físicos, cores que não são fruto de miscigenação, pois o negro mais claro desta foto representa um dos povos mais antigos, talvez o mais antigo representante da raça humana.


Só para se ter uma ideia, assim como a Europa está compartimentada em diversos tipos humanos que vão do  lapões aos italianos, dos russos aos holandeses, dos croatas aos sérvios, na África há somente no sul do continente povos totalmente diferentes não só em sua cultura como nos seus atributos físicos como os zulus, xhosa, basotho, bapedi, venda, tswa  na, tsonga, swazi, ndebele, sem falar nos arqui-inimigos tutsis e hutus de Ruanda e arredores totalmente diferentes fisicamente.


Nada tenho contra a eugenia não forçada, porém também nada tenho contra a miscigenação tão gratificante, que forma tipos raciais interessantes, porém para muitos visto como um empecilho. Pois para muitos racistas o cruzamento entre um representante do povo himba e um do povo massai resultaria apenas no nascimento de mais um negro, mas não é assim tão simples, pois se fosse estariam perdendo sua identidade, e milhões perderam essa identidade pela constante e organizada miscigenação. É mais fácil notar a enorme diferença racial entre um himba e um massai do que de um russo e um alemão, para tal as fotos que se seguem mostram bem essa diferença, porém muitos vão dizer que se trata de duas mulheres negras uma russa e uma alemã.





Por quê?


Porque não dizem uma mulher himba, uma mulher massai, uma mulher russa e uma mulher alemã.


Não, dirá um racista! Negro é negro, já o alemão é raça pura e o russo é inferior ao alemão, o que ainda povoa a mente de muitos racistas idiotizados pela propaganda racista e pelos adoradores de Hitler.




Puro e asqueroso racismo, a começar que não existe raça pura, todas descendem de uma raça negra e que muito provavelmente os mais antigos representantes desta raça dita humana, sejam os bosquímanos, na verdade San, ou povo San. Esses por sua vez foram totalmente extintos de muitas áreas ancestrais sendo mortos deliberadamente pelos malditos brancos racistas que dominaram o continente africano. Os bosquímanos que assim são chamados por terem os europeus os encontrado em bosques, daí o nome, hoje restam apenas por volta de 80 mil indivíduos e estão fadados ao desaparecimento.


Portanto no Brasil a coisa foi tão danosa que hoje muitos negros não sabem suas origens, e de onde provêm seus sobrenomes e tantas vezes foram cruzados com negros de diferentes povos que se torna difícil afirmar 




Os hipócritas cristãos que os escravizaram e que colocaram nomes de santos, dias ditos santificado ou o sobrenome de seus compradores, arrasando assim não só a identidade do infeliz, como sua história e personalidade não pagaram por essa perversidade. E um negro que se chamava Vemba, Kekelo, Chisola ou Kizwa, passou a ser chamado de Sebastião e seu sobrenome que seria Jamba, Ngozi ou Luango, passou a ser Silva, assim um homem chamado Kekelo Ngozi, passou de uma hora para outra de ser chamado de Bastião Silva, e seus filhos eram obrigados a serem batizados com nomes de santos cristãos e terem como sobrenome, geralmente, o sobrenome do “dono” ou senhor.


A miscigenação forçada na época da escravidão e o desrespeito brutal formou um amontoado de povos sem raízes palpáveis, sem uma história de seus ancestrais, e de seus ritos que redundaram mesmo que muitos procurem resgatar essa história não a conseguirá fazer com exatidão, pois o passado foi apagado, se liquidou a essência desses povos tão barbaramente explorados, não sabendo assim de que região vieram seus antepassados. Antepassados esses que foram miscigenados com outros que também não sabem ou tem uma vaga ideia de onde poderiam ter vindo, pois para cá vieram negros de diferentes origens, mais de 10 regiões diferentes. 


Por este motivo fica tão fácil hoje sabermos quando um negro é haitiano ou Senegalês, pois são diferentes em tudo, não só no falar como nas características físicas.


Seus ritos religiosos foram proibidos, o que hoje muitos religiosos tararacas querem fazer com o que sobrou e o que sobrou chamamos de sincretismo, o que levou os de religião de matriz africana a confundirem-se também achando que Iemanjá é a mesma coisa que Nossa Senhora dos Navegantes, inclusive festejada no mesmo dia. Já São Jorge, um cavaleiro da Capadócia que nada tem a ver com os ritos africanos passou a ser cultuado como sendo Ogum e São Sebastião como sendo Oxóssi, sendo que tanto Ogum como Oxóssi são milhares de anos anteriores ao próprio nascimento do cavaleiro chamado Jorge ou de um santo chamado Bastião.


Até nisto o apagão das culturas e seitas de origem africana sofreram e hoje rezam para a entidade errada, numa total confusão.


Visto tudo isto, há sim uma dívida muito grande com os negros, mas essa dívida advém de cristãos brancos que os escravizaram, mas como no caso alemão é uma culpa coletiva dos que aceitaram ou apoiaram tanto a escravidão como as barbáries nazistas. 


Há muito que fazer, porém, como sempre digo deve ser feito com base na escala social e não pela cor da pele. Pois devemos lembrar que no período escravagista grande parcela da população branca amargava também a miséria, a desnutrição e o desemprego, igual ou pior que um homem negro, libertos apenas dos trabalhos forçados do dos açoitamentos. 

                  E tem gente que vota nisto.

8 comentários:

  1. Pegando na última imagem, um tipo como esse Marco Feliciano, que dissesse publicamente o que está escrito acima, nunca seria presidente de coisa nenhuma. Isto, apesar de termos quase todos os ladrões de colarinho branco à solta, e alguns em cargos políticos.

    Mas o que me levou a escrever foi o Pedro Teixeira ter dito, há algum tempo, que o seu avô era do Porto. Sabe que é possível, através da internet consultar os registos de nascimento em Portugal, desde há várias centenas de anos até, se não me engano, 1930? Basta saber o local e a data de nascimento do seu antepassado. Se precisar de ajuda, escreva-me para carlosromao[arroba]gmail.com

    Um abraço

    ResponderExcluir
  2. Meu caríssimo Carlos Romão.
    Que surpresa encontrá-lo novamente em meu blogue, fiquei muito feliz em receber teu gentil comentário. Infelizmente esse alcaide (imprestável) Marco Feliciano é pastor de uma igreja evangélica e seu “rebanho” de “condutopatas“ é totalmente dominado por este tipo asqueroso, fascista e totalmente desequilibrado, que nele depositam votos e mais votos. Infelizmente as pessoas dão ouvidos a rastaqueras (gente de baixa estatura moral) como esse.
    Infelizmente estamos passando por um verdadeiro Golpe de Estado, deputados e senadores de oposição conseguiram afastar a legítima Presidente Sra. Dilma Rousseff e ainda, mesmo com o arquivamento do mentiroso processo pelo Supremo Tribunal de Justiça os congressistas de direita não querem aceitar em devolver o cargo a uma mulher que recebeu mais de 54 milhões de votos, quando disputou a reeleição.
    Revendo aqui os meus registros vejo que na verdade o pai de meu bisavô, Joaquim Luís Teixeira, cujo nome não tenho, teria vindo do Porto, segundo contava meu pai, falta-me saber o nome dele, só sei que é de sobrenome Teixeira, coisa que estou para procurar junto a Cúria de Porto Alegre onde há os registros dos nascidos antes de novembro de 1889. Até essa data os registros eram feitos nas igrejas, o que com o advento da República passou a ser feito em Cartórios. Em pesquisa feita há dois anos na cidade de Rosário do Sul, em plena Campanha Gaúcha, encontrei os livros de registros do ano de 1889, porém esses começaram em novembro de 1889 e meu avô nasceu em janeiro daquele ano. Assim sendo, apesar do belo atendimento dispensado pelo funcionário do Cartório, não foi possível encontrar os nomes dos avós de meu avô. Lamentavelmente.
    Procurei o padre da cidade que me informou ter a Cúria de Porto Alegre recebido todos os registros das Igrejas do Rio Grande do Sul, e lá, com alguma demora, é fornecida essa documentação.
    De antemão fico agradecido por teres te colocado à disposição, caso venha precisar de certo contarei com teu auxílio.
    Cá do extremo sul do Brasil, cujas temperaturas andaram negativas nos últimos dias e o frio continua, um grande e fraterno abraço.


    ResponderExcluir
  3. Caríssimo Pedro Teixeira,
    "condutopatas" é um termo certeiro para classificar o tipo de gente que refere. Infelizmente o Brasil é tão pródigo nessas maleitas que até as tem exportado para Portugal, com um sucesso que seria inimaginável quando começaram a aparecer, há uns vinte e tal anos.

    O golpe contra o governo legítimo de Dilma foi muito noticiado por cá, com uma cumplicidade lamentável de alguns meios de informação. Os interesses de quem detém os média e os dos golpistas são convergentes. O vento sopra a favor deles. Veja o caso da Turquia e o estado de terror e perseguição que o "sultão otomano" Erdogan está a implementar naquele país. O que se adivinha no futuro, não vai ser nada bom para a Europa.

    É pena que não tenha conseguido localizar o registo de nascimento do seu avô. Felizmente, no meu caso, o meu bisavô deixou um caderno com cinco cópias, uma para cada um dos filhos, em que fez constar o nome dos seus pais e avós, tal como os locais e as datas de nascimento, e ainda as de cada um dos seus filhos. Assim foi possível, consultando os registos na internet, chegar até 1600. Ficamos a saber donde veio a família do meu pai e, nalguns casos, que profissões exerceram.
    Por cá, os dias ainda são bastante maiores do que as noites, mas não tarda a situação inverter-se-á, com o Sol a bafejar o hemisfério Sul, onde vive. Aí estaremos nós com frio, que no Porto não é muito. As temperaturas médias variam entre 5 e 25 graus C. No interior é que facilmente faz muito calor no Verão e um frio de rachar no Inverno.
    Um grande abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Privilégio em recebê-lo em meu blogue, caro Carlos Romão.
      Há realmente no Brasil uma riqueza muito grande em neologismos e “gírias” que passam a ser dicionarizadas, uma vez que, sendo o país de imenso território e contando com mais de 200 milhões de habitantes e em cada Estado tendo suas formas locais de falar, torna o português do Brasil algo maravilhoso. Apenas dentro do Estado do Rio Grande do Sul temos vários modos de expressão, ao ponto de, além dos dicionários da língua portuguesa, existir também Dicionários de Gauchês, verdadeiro dialeto falado principalmente pelos habitantes da Campanha, Missões e principalmente da Fronteira Oeste,com forte influência espanhola, como um inusitado Dicionário de Porto-alegres, que é o jeito dos habitantes da cidade de Porto Alegre, capital do Estado têm de falar.
      Essa riqueza alia-se ao fato de os Gaúchos serem crias de ibéricos, Charruas e Minuanos, além de ter o estado recebido vários povos como alemães, italianos, russos, poloneses, árabes, húngaros, judeus, entre dezenas de outros, que para cá vieram em ondas crescente a partir de 1824, sem esquecer dos negros, 5% da população deste estado que também contribuíram para essa diversidade, isto faz com que em um Estado apenas haja tantas variantes no falar, donde se misturam línguas e muitas vezes se não bem expressadas dificultam o entendimento até mesmo para portugueses oriundo de Portugal, Angola, Moçambique e outras regiões.
      É o Brasil uma verdadeira colcha de retalhos, porém há o português oficial e aí todos se entendem, pois esse legado deixado pelos portugueses é que formou a identidade nacional, mesmo para os Gaúchos, os mais diferentes, cuja cultura é sem sombra de dúvidas totalmente fora do contexto nacional, principalmente na música e na dança que possuem forte influência platina.
      Quanto ao Golpe de Estado, ou como agora estão chamando um golpe de parlamentares, ainda não tem uma definição, uma vez que a Suprema Corte mandou arquivar os processos contra a Sra. Dilma Rousseff, por inconsistência e falta de crime. Há obviamente uma feroz oposição por parte da mídia que está nas mãos da direita, e são violentos os ataques contra a esquerda, onde pessoas, principalmente intelectuais sofrem todo o tipo de assédio e ameaças.
      Infelizmente a Revolução Comunista de 1935 não se concretizou, o que levou as elites mestiças deste país a viverem golpeando o estado de direito democrático, golpe do Estado Novo em 37, tentativas de golpes como o de Aragarças, Jacareacanga, entre outras nos anos 50/60, culminando com o Golpe Militar de 64, onde milhares de brasileiros foram torturados e mortos pela Ditadura, assim como aconteceu no Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia, El Salvador, Honduras e outros países da Latino América sob forte pressão e liderança dos Estados Unidos da América.
      Quanto a meus registros tenho, coisas deixadas pelos meus pais e avós, uma relação que vai até os avós de meus avós que chega aos anos de 1830-1840. Inclusive da participação de meu Bisavô na Guerra Civil de 1893 ou Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul, aonde Maragatos e Pica-paus lutaram pelo domínio político no Estado, coisa que até hoje é muito acirrada.
      Aqui estamos em pleno inverno com temperatura em algumas regiões do Estado do Rio Grande do Sul e Santa Catarina abaixo de 10 graus negativos. Em algumas regiões houve formação de geadas, chuvas intensas de granizo e nas zonas serranas muita neve. Já o norte do país o verão é uma constante, onde no Sul a temperatura despencou a graus negativos no Norte as temperaturas estavam em torno de 30 graus positivos.
      Um fraterno abraço.
      E até breve.

      Excluir
  4. Nossa mãe o cara disse isso mesmo? que é uma questão de azar?
    Então... conheço bem muitas histórias desse país e inclusive a minha..
    já ouvi em determinada época de minha vida que meu único problema era minha pele escurak;
    Então...historiadores se confundem com muitas questões é bem complexo mas com esforço dá pra entender bastante coisa. Até os ritos de matriz africana no Brasil foi muito diluído...
    Existiam os Eufongs, Wonds, Bantus, Kingos os mais conhecidos são os malês por causa da batalha na Bahia e os Nagôs acredita-se que veio para o Brasil mais de 40 etnias com suas bifurcações. Enfim...
    No arquivo público de POA existem as cartas de liberdade e a compra e venda de escravos; pois quando se vendia uma grande propriedade os escravos eram em determinada época o maior bem até mais que animais e o que continha na fazenda e ali continham de que pais ou etnia pertenciam; e em cada estado existem esses arquivos mas quase não há interesse da população ou até mesmo das universidades em estudar a fundo... Daí dá pra se achar muita coisa...
    Um dia desses estava estudando um capitão do mato que leva o nome de uma bela rua em Minas Gerais o cara matou 3.900 negros e recebeu 83 kilos de ouro na época por isso. Coisa bem comum na época.é triste.
    Acho que uma das maiores favelas se não me engane o Vidigal era de um capitão do mato "o comedor de cochinha" o presenteou pelos seus feitos tortura e mais tortura; isso mesmo kilometros de terras. Então... antes de voltar a portugal esse dito presenteou vários pessoas, famílias junto capitoes do mato muitas terras que hoje recebem nome de ruas no país inteiro.
    Olha... A situação é dificil e bem complicada... mas uma coisa é certo... Quando se tem a pele escura aí sim que entendemos realmente o que é racismo de fato e o quanto isso dói.
    Sempre falo pro meu marido que um negro comum é uma coisa... as pessoas já se acostumaram com negros em baixos lugares e até mesmo no mercado de trabalho. Mas quando se tem estudo e clareza do país em que vive nossa! a gente cansa de brigar... e se não quiser se incomodar que não saia na rua... é triste mas é uma fato e é verdade.
    Meu marido que é alemão, teve que estudar o Brasil e os negros para poder entender e até mesmo brigar... pois ele não entendia as brincadeiras que eram ofensivas a mim.
    Quando voltei a morar no Brasil e no RS em 2009 percebi que o gaúcho não estava acostumado com negro culto... Fui morar na época no bairro moinhos e até na minha própria casa um funcionário pediu pra chamar a patroa k pasmem mas isso e outras coisas acontecem. Mas aqui no RS acontece mais do que em outro lugar. Até o bairro moinhos considerado bairro nobre a maioria das pessoas não sabem mas o bairro inteiro e um pouco mais pertencia a um negro de origem arabe... quando morreu tiraram tudo das crianças que voltaram a ser escravas; foi traído por um branco...
    Os campos de concentração até hoje em auschwitz estão lá para mostrar os horrores cometidos e para que isso não se repita mais...
    No Brasil colocaram terra e silêncio em cima de muitas atrocidades cometidas contra os negros... Mas pasmem... os arquivos que realmente mostram tudo mais tudinho mesmo... não estão no Brasil; mas isto é outra história e um dia comento; Mas em off.
    Enfim... uma coisa que sempre digo para minha família: "Não é fácil ser negro culto neste país". Sei muito bem... e entendo o que Joaquim Barbosa deve ter passado; naquele congresso. Final da história desistiu de lutar pelo país e está levando sua própria vida...
    Sim né... pois aquilo foi uma desistência. E não o que as pessoas acham por aí....

    E é por isso e um pouco mais... Que Resolvi Plantar Flores.K
    Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Janicce.
      Compreendo bem teus anseios e tuas palavras que me deixaram, agora meio para baixo.
      Certa época, voltando de uma licença e aguardando ser empossado no Sindicato dos Professores, passei algum tempo na Biblioteca Pública de Sapucaia do Sul e neste pouco tempo meio revolucionei o atendimento que era de bom para péssimo e o transformei. Certa manhã adentrou ao recinto um cidadão bem branco, magro, de olhos claros e me disse:
      - Eu preciso copiar alguma coisinha para minha filha fazer um trabalho sobre os negros. Não sei por que a professora pediu isto, mas acho que o senhor sabe, ou são sambistas ou jogadores de futebol.
      Sério olhei profundamente em seus olhos e pedi que ele esperasse um minuto que eu ia providenciar o material.
      Trouxe-lhe uma braçada de livros e a ele fui passando e falando sobre cada “negro”.
      - Aqui o senhor tem a história de André Rebouças, Engenheiro e Abolicionista, respeitado nas altas rodas do Império pela sua competência. Aqui a história do Doutor Joaquim Benedito Barbosa Gomes, jurista brasileiro, Procurador da República e Ministro do STF, neste outro livro tens a história de Alceu de Deus Colares, advogado e ex-governador do RS, neste outro a história marcante de Albuíno de Azeredo, Engenheiro e ex-governador do Espírito Santo.
      O cidadão começou a enrubescer e dei mais:
      - Neste outro o senhor vai encontrar a História do Doutor Advogado, Delegado e Juiz Luiz Francisco Corrêa Barbosa, meu conterrâneo de Pelotas e camarada de armas, pois comigo serviu ao Exército como Oficial, e ex-prefeito de Sapucaia do Sul. Neste outro o senhor encontrará a história de outro negro consagrado mundialmente por ser o maior Geógrafo do Brasil, graduado também em Direito e Professor em Grandes Universidades não só no Brasil como na França, Canadá, Estado Unidos da América, um homem sereno e competente de nome Milton Santos, e fazendo um sinal com o dedo indicador falei baixinho: “e de pele negra”.
      O infeliz já vermelho começou a brotar suor pelo rosto.
      - E para finalizar deixarei com o senhor esses outros livros sobre Machado de Assis, grande escritor e Abdias Nascimento, poeta, dramaturgo e professor universitário, e se o senhor quiser tenho muito mais, pena que não disponho de sambistas nem de jogadores.
      O cidadão ficou horas copiando e tirando xérox e ao sair me disse com voz sumida:
      - Eu não sabia que tivesse tantos negros ilustres.
      Sem dizer nada apenas acenei com a cabeça e comecei a recolher aqueles livros.
      E ele?
      Ele sumiu.
      Quanto ao racismo, este é maior quando o negro ascende socialmente, porém o racismo não fica restrito somente aos negros, há outro racismo que é o de desfazer dos próprios brasileiros, principalmente nas colônias italianas e alemãs.
      Mas qualquer tipo de racismo é dolorido e repulsivo e não diminui o atingido e sim o que atinge, pois mostra o quanto é pequeno.
      Em um grande restaurante na Grande Porto Alegre o proprietário por racismo, já que eu sou pelo duro, ibérico-charrua, quis menosprezar o meu chapéu dizendo ser de palha.
      - Desculpe cidadão – disse – este aqui não é um chapéu de palha, é um legítimo chapéu panamá, echo en Ecuador, da grife Prada, e me desculpe novamente, pois pelo preço deste meu chapéu compraria uns 15 ou 20 tiroler hut que o senhor está usando. Virei-lhe as costas e saí sem dar-lhe maior atenção.

      Janicce, menina da Casa de Madeira tão linda, um fraterno e respeitoso abraço.

      Excluir
  5. Olá Professor Pedro, que grande saudade, mas enfim li este artigo muito bem resumido e critico com muita clareza e vejo uma falta de caráter e dignidade de homem '' Branco '' sempre se intitulando superior, pois a minha História é interessante a que diz respeito ao texto pois quando nasci fui abandonado em um Hospital na cidade de Giruá perto das missões, e logo adotado por uma mulher cujo é minha mãe hoje de cor bem clara, Etnia Polonesa forte, e eu um Moreninho de olhos castanhos claros de uma mistura indígena e Italiana, minha vó na época nunca tinha visto um '' Moreninho '' pois moravam em Giruá onde nasci, uma cidade racista que haviam 5 pessoas negras apenas na época relatada pelo o meu bisavô vindo da Alemanha em 1939 cujo era extremamente racista pois a cidade era muito pequena de fortes etnias '' Alemãs '', na época a minha vó Viva até hoje com 80 Anos era '' Racista '' e meu vô adotivo falecido, alemão filho também de imigrante da Alemanha em colapso adorava negros pois muito conviveu na vinda da Alemanha para o Brasil com eles, a ideia da adoção de um negro ou cor morena veio dele e da minha mãe, com a negação da minha vó, mas quando minha mãe relatou a adoção de um ''moreninho indígena '' na família e levou-me para o lar a vó racista ficou tão admirada que alguns anos depois queria adotar um negro para ter na família por estar admirada e feliz e não ter mais a raiva que seu pai a lhe ensinou a ter e hoje ela vive em meio a '' protestos '' contra o racismo, e condiz com todos que todos somos perante iguais a tudo, determinando apenas a cor e características físicas, ela mesmo frequenta um centro de umbanda hoje com 80 anos. ( Resumi mais ou menos a minha historia para você, mas a real intenção aqui é sim dizer que um racista terás de ser diagnosticado com um retardo mental e talvez um transtorno de ultima classe chamado de '' Psicose intensa ''. como estou cursando Enfermagem na Unisinos vejo o Absurdo do Absurdo vejo também até negros serem Racistas com eles mesmos, apenas por estarem em classes sociais melhores financeiramente do que os que nascem as margem da sociedade. Olha que da vontade de rachar os dentes destes '' DOENTES MENTAIS '' , porque assim que eu os denomino, pois há classificação para ignorantes é um elogio a eles. Desculpa os erros de Português e classificação de palavras. Abraço do seu eterno Aluno Lucas Reimann

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu caríssimo e bom Reimann.
      Também sinto muita saudade, principalmente de nossos longos papos ao pé da escada da Sala dos Professores. Maravilhosas trocas de conhecimentos que perduram em minha mente.
      Vejo que a questão desta falsa superioridade está não só na questão racial, ela se aprofunda e alarga quando as diferenças são econômicas ou culturais. Sempre falo que nenhum racista empedernido deixaria de jantar à mesa com um Barack Obama, Kofi Annan ou mesmo com Joaquim Cunha, e hoje vemos crescer a onda racista porque os negros no Brasil saíram do anonimato econômico e tem seus automóveis, apartamentos e casa própria, assim como estão nos bancos da Universidades e ocupando todos os sítios da sociedade como cidadãos que são e devem ser.
      Óbvio está que no início da escravidão homens brancos escravizavam homens brancos. Podemos ver isto nos grandes impérios europeus, Grécia e Roma. Durante a escravidão da Idade Moderna os negros foram as maiores vítimas devido às bobagens encontradas no dito Livro Sagrado, que não só incentiva a escravidão como a organiza e lembrar que os negros eram caçados por outros negros, de outras etnias, para vende-los aos brancos. Há pouco tempo houve em Ruanda, na África, um massacre racista de ambas as partes, Tutsis contra Hutus e Hutus contra Tutsis, quase um milhão de mortos.
      Mas a questão da superioridade racial tão alardeada pelos alemães e outros povos europeus dá-se principalmente após as Teorias racistas de Chamberlain, Gobineau e outros teóricos no Século XIX, como o próprio Bernier.
      Disto valeu-se Adolf Hitler para perpetrar o maior genocídio da história.
      Muita coisa mudou com o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos conceitos foram parar na lata de lixo, porém ainda há muito racismo, é uma coisa quase que cultural, por exemplo, o ódio entre chineses e japoneses, poloneses e alemães e outros. Porém temos que ter o discernimento de entender que muita coisa é plantada pela mídia maldosamente, como tentar fazer uma insana inimizade entre brasileiros e argentinos. Eu como brasileiro tenho o maior respeito e admiração pelos argentinos, inclusive sou casado com uma neta de argentina. Por outro lado o racismo é no mínimo burrice, pois todas as raças que compõem essa colcha de retalhos que é a humanidade surgiu de uma única raça negra cuja suas mais antigas raízes é, como escrevi acima o povo San (Bosquímanos).
      Como bem escreveste há racismo de negros contra negros, o que vem corroborar com minha afirmação de que a situação econômica e, ou cultural são também formadores deste dito racismo.
      Temos que manter nossa postura e pontuar por ela e lutar para esclarecer as pessoas sobre o mal que o racismo promove no meio da sociedade. Há casos e casos.
      Meu querido aluno, lembre-se sempre que mãe ou pai são aqueles que, de uma forma ou outra nos ampararam e a eles devemos agradecer eternamente.
      Um grande, forte e fraterno abraço ao meu caríssimo aluno.

      Excluir