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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Os Farrapos e os Impostos


Logo que aprendi a ler, o que foi de vereda, quando fui para o antigo Colégio São Pedro, lá no Fragata em Pelotas, hoje Colégio Militar Tiradentes, na Avenida Duque de Caxias, outrora Daltro filho, folheirito li certa feita um livretinho que foi o primeiro livro que recebi para levar para as aulas com uma maleva irmã católica que era professora de alfabetização chamada Conceição. Odiada por todos, maligna e perversa, que nem mesmo Tupanci a acalmava.

De todas as histórias daquele livro, uma delas nunca mais saiu de minha mente, ficou gravada como ferro em brasa no couro do alimal, desde aquele lejano ano de 1954.

Dizia a história:


“Revolução Farroupilha”

Em 20 de setembro de 1835, a Revolução Farroupilha teve por chefe o valoroso Bento Gonçalves da Silva.

Naquela época o Brasil era um Império e os revolucionários queriam a forma republicana, chegando proclamar a República em nosso Estado.

Alguns anos depois, quando Dom Pedro II subiu ao trono, mandou Duque de Caxias pacificar o Rio Grande do Sul.

Os revolucionários concordaram em terminar a luta e a paz foi concedida com honras a sua bravura.

Desde então, e lá se vão mais de sessenta anos essa historinha continua viva em minha mente, tão viva como foi em um domingo daquele mesmo ano que a recitei para toda a família reunida para um almoço em casa de minha avó Idelvira de Farias Teixeira, a vovó Bibira, charrua despachada, que emocionada me abraçou, apertou e beijou.

Vovô Garcia, um taura sem igual, corpulento, de cerne forte como camboim, e de uma força descomunal, que vivia entre a bagualada, muitas vezes derrubando touro a unha, havia pelado a coruja de um capão para fazer um dos seus famosos churrascos.

Oigalê coisa buenacha!

Nesse momento deixou de courear o capãozito criado guache e veio para a soleira do galpão assistir minha “declamação”.

Com a carneadeira na mão destra ensanguentada, ficou estático feito tronqueira ouvindo e sua felicidade extravasava vendo o neto de o oito anos charlando com firmeza de xiru velho.

Papai, taita peleador, sentado em uma cadeira sorria deixando a mostra seus grande e alvos dentes emoldurados por seu indefectível bigode negro como mamangava.

O tempo passou célere e neste último dia 20 de Setembro, comemoramos os 180 anos daquela Revolução, a mais extensa Guerra do Continente Americano, 10 anos de peleias pelas coxilhas e campos da minha República do Rio Grande do Sul, aonde muito sangue foi derramado, feito que jamais se extinguirá de nossa história crivada de guerras e revoluções.

Nesse dia os Gaúchos e outros Rio-grandenses comemoraram esses feitos, porém não haveria muito o que comemorar, pois novamente o Rio Grande do Sul se vê num beco quase sem saída, pois o Gringo aumentou os impostos, penalizando o povo com uma carga maior do ICMS, essas extorsiva taxa que não retornam na mesma grandeza para benefício do povo, e já havia penalizado o funcionalismo público estadual com parcelamentos de salários e atrasos e suprimindo vantagens, mas anda em romaria com o sombreiro na mão pedindo, esmolando e endividando ainda mais o Estado.

Enfim estamos quase que de joelhos, e ai me tapo de nojo e vergonha, mas espero que o espírito Farroupilha que lutou dez anos contra arroxo de impostos feitos pelo Império não seja esquecido e que os verdadeiros Gaúchos venham novamente a Governar a nossa República, pois os estrangeiros como a paulista Ieda e o gringo Sartori jogaram nosso Estado ao nível de qualquer republiqueta.

Não podemos esquecer que em nosso Hino há uma parte que diz:

“Povo que não tem virtudes, acaba por ser escravo”.

Que hoje os Gaúchos de todas as querências e cores, reflitam o futuro de nossa República do Rio Grande do Sul e pensem bem antes de votarem, pois de alcaides já estamos até os gorgomilos e não se esqueçam desses chimangos que votaram pelo aumento de impostos (ICMS), votaram contra a tua guaiaca, não bastasse ser o Rio Grande do Sul um dos Estados que tem uma das maiores cargas tributárias da Federação:


- Alexandre Postal, Álvaro Boessio, Gabriel Souza, Gilberto Capoani, Ibsen Pinheiro, Tiago Símon, Vilmar Zanchin, todos do PMDB; Ernani Polo, João Fischer e Pedro Westphalen, do PP; Ciro Simoni, Diógenes Basegio (aquele que anda mais enrolado do que mosca em teia) Eduardo Loureiro, Enio Bacci, Gilmar Sossella, Juliana Brizola, Marlon Santos e Regina Becker Fortunati, do PDT; Adilson Troca, Pedro Pereira e Zilá Breitencach, do PSDB; Catarina Paladini, Elton Weber e Liziane Bayer do PSB; João Reinelli do PV, Mario Jardel do PSD; e Volnei Alves do PR




Alimal: Do Gauchês, animal.

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