“A Deo rex, a rege lex”, que
traduzindo teremos “O Rei vem de Deus, a Lei vem do Rei”. Ou seja, os reis vêm
de deus ou são deuses, são sagrados e, portanto, suas leis devem ser cegamente
obedecidas.
Partindo disto vamos ver que
ao longo da história o uso da palavra deus provoca em seus ouvintes uma mistura
de medo, ternura e “verdade a ser seguida”, além de provocarem nas pessoas uma
espécie de transe profundo e hipnótico. Isto ocorre devido às incertezas, aos
medos e em muitíssimos casos o medo da fome ou a fome em si resultante da falta
de desenvolvimento socioeconômico. Pessoas bem estruturadas intelectual e
socialmente são mais propensas ao ateísmo, já o contrário acontece onde o baixo
nível cultural e social despenca, visto como exemplo os países mais pobres do
mundo ter os maiores percentuais de teístas, já nos países mais desenvolvidos,
como nos países nórdicos o ateísmo supera 70% de suas populações, que são mais felizes, seguras e honestas. E valendo-se
destes medos vivaldinos, corruptos e espertalhões ao longo de milênios
disseram-se deuses e a esmagadora maioria acreditou. Sendo que um dos casos
mais conhecido foram os reis deuses do Egito entre outros.
Os Reis, coisa tão antiga
quanto à história cometeram muitas atrocidades, pois reis e deuses eram a
mesmíssima coisa. A tirania vestida com uma falsa capa de divino provocava no
povo parvo, adoração e medo, o que não mudou, pois o que vemos hoje são
espertalhões iludindo o povo com surrado e mal escrito livro dito sagrado,
cheio de contradições, perversidades e histórias mal contadas e desse povo
alienado tirando seu fausto sustento, enriquecendo e querendo mandar mais do que
chefes de estados e em alguns casos realmente mandam mais.
Obviamente temos muitos
países teístas, mas não teocráticos, por tradição e cultura e isto ocorre
devido a dois mil anos de forte lavagem cerebral, pois é de pequeno que se entorta o pepino e que leva mesmo pessoas bem
escolarizadas a acreditarem num ser invisível que tudo criou, tempo e espaço.
Porém se o espaço foi criado à pergunta que fica no ar é onde estava esse ser que
dizem ser eterno se não havia espaço.
O medo era imposto através
de atos e fatos. A própria bíblia nos mostra um deus mau e vingativo, além de
incompetente e arrependido de seus atos, e extremamente vaidoso, coisa que os
reis também eram, porém não havia entre eles o arrependimento.
Ora, pois, como esse ser
invisível onipotente e onisciente se arrependeria de sua obra? Ele não saberia
de antemão que daria errado para arrepender-se?

E os reis, baseando-se no
crer doentio do povo ousaram dizerem-se “deus” e disto tiraram proveito. O que
quase nada mudou em milhares de anos, e hoje vemos qualquer pústula usando o
nome de deus para iludir exércitos infindáveis de condutopatas em visíveis transtornos
psiquiátricos seguindo seus gurus feito robôs.
Calígula, despótico, mau
caráter, promíscuo e louco, se intitulou deus e todos acreditaram e até um
templo em sua honra e louvor foi erigido e ali o povo romano ia para orar e
pedir benesses ao deus Calígula.
O Imperador Hirohito do
Japão, até 1945 era o deus na Terra, ou seja, o povo japonês cria que se
tratava de um deus, e assim era o povo educado para louvar sua presença e
admirar sem ver, pois até olhar para o imperador era proibido.
César, o Júlio, assim como
outros Césares, se achava deus, mas esse Júlio César morreu no ano 44 a/C.
Porém o nome César que era o nome de família, que com o passar do tempo
tornou-se um título, até há bem pouco tempo usado, como na Rússia Czar e na
Alemanha o Kaiser, tudo originado no nome latino Caésar (César)
ostentavam certas característica de divindade. Esses Césares romanos também se
sentiam e diziam-se deuses e assim eram considerados pelo populacho e principal
e cegamente pela soldadesca, que era capaz de morrer por esse falso deus.
Mas houve um profeta de
nome Yeshua, nada mais que um profeta (Lucas 24, 19 “Jesus
de Nazaré foi um profeta, poderoso
em obras e palavras diante de Deus e do povo".)
que com o tempo esse profeta foi promovido pelo concílio
de Nicéia ao posto de Deus acumulando as funções de Espírito Santo e filho de
Deus e que segundo Leão X não passava de uma lenda que muito dinheiro dava à
Igreja, ousou dizer, segundo os evangelhos sinóticos “Reddite Caesari quod est
Caesaris, et Deo quod est Dei” - “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus
o que é de Deus”, e isto foi o bastante para que a cúpula romana o mandasse
matar.
Uma vez dita essa frase o
que podemos concluir?
Se der a César o que é de
César e a Deus o que é de Deus, estaremos afirmando que César não é deus, pois
estaremos dividindo as coisas para um e para outro. Lembrando que nessa época
governava Roma o nascido Tibérius Claudius Nero, depois Tibérius Julius Caesar
e quando de sua ascensão passou a Tibérius Julius Caesar Augustus que ficou como
máximo governante do Império Romano do ano 14 a.C até ser assassinado no ano
37.
E foi, Yeshua, o infeliz profeta,
como dezenas de milhares de outros homens no decorrer do Império Romano crucificado.
Morreu e não ressuscitou. Só não ressuscitou como jamais voltará, a não ser que
o desespero, e na extrema ignorância e ingenuidade humana venham no futuro a
acreditar que algum espertalhão ou louco seja Jesus ressuscitado. O que não é
de se admirar, pois temos aqui no Brasil um ser folclórico que se diz Jesus,
autodenominado Inri, que é seguido por uma imensa massa patética e delirante.
E o que é patético que esse
tal Jesus não está nem aí para os bilhões de seres humanos que morreram nesses
dois mil anos e estão no limbo esperando ser por ele levados a presença de
Deus, o que acontecerá com a sua vinda. Mas quando? Nunca. Datas foram marcadas para a sua vinda e nada. Nem te ligo.
Depois, tudo o que se sabe
de Yeshua, após sua morte são coisas já contaminadas tanto no aumentativo
quanto no superlativo. Tudo que se tem sobre o pós-morte desse profeta
chamado Yeshua foram lendas contadas por quem não encontrando um final feliz para
aquele desfortunado homem, já que as últimas folhas do livro de Flavius Josefo
haviam sido com o tempo perdidas e querendo edificar sobre ele uma nova
religião, pois ele Jesus era judeu e professava o Judaísmo, que morreu e nada
mais se sabe de sua história, foram coisas inventadas e usadas pelos recém-aparecidos cristãos como
sendo ele a pedra basilar desta insana história que pela repetição alucinada,
verdadeira lavagem cerebral domina grande parte da humanidade, onde pessoas
choram, matam e morrem por essa fábula.
E assim aproveitando-se da
ignorância do povo os espertalhões foram mundo a fora dizendo ser ele Deus e o
que é pior, o povo acreditou e acredita. Mas Jesus não passa de um profeta. E assim é considerado pelo Islamismo, pelo Judaísmo e pelo resto dos 2/3 da humanidade.
Mas de falsidades em
falsidades, de deturpações em deturpações, de mentiras em mentiras, de escritos
em escritos foram construindo uma ideia que domina o imaginário de tal forma
que é quase impossível imaginar uma sociedade sem essa presença, já que
nascemos ouvindo, somos ensinados desde tenra idade a acreditar em um homem
invisível que a tudo observa e pune. Uma lavagem cerebral doentia e maléfica. Ou esse deus é mal intencionado ou não está nem aí para o sofrimento humano:
É o deus mau, pois é melhor
ser temido do que amado, e isto rolou por muito tempo na cabecinha de papas,
bispos, padres e reis, basta conhecer a verdadeira história do cristianismo, do
islamismo e do mais antigo, o judaísmo, seitas normativas que suas malfeitas
cópias tanto o cristianismo como o islamismo inventaram até um demônio para
assim assustar e manter o povo preso pelo medo de um fogo eterno inexistente.
Em uma de suas últimas e
bombásticas declarações, o Papa Francisco, maravilhosa figura que oxigenou a
igreja, disse e não mandou dizer que o Demônio e o inferno não existem para
desespero de evangélicos atormentados, que mais falam no demônio do que no
próprio deus lendário.
De fragmentos e historietas
mal contadas, vindas do meio de pessoas totalmente analfabetas fizeram ao
passar de dois mil anos uma seita que domina 1/3 da humanidade e milhões e
milhões de livros foram escritos a partir desses fragmentos, e não preciso
dizer que – “quem conta um conto aumenta um ponto”. Não se faz necessário
gastar neurônios para saber como a lenda se propagou através do tempo e domina
a mente mesmo de pessoas bem escolarizadas, esquecendo que essa foi uma
história inventada no meio de um povo cuja esmagadora maioria tinha um
conhecimento menor que qualquer criancinha da atualidade, mas que consegue
dominar não só pessoas simples e ingênuas como pessoas atiladas e com muito
conhecimento, pois o medo, o desespero e a incerteza das coisas nos faz crer em
um reino maravilhoso, ou seja, mais um conto irreal que seduz. Um reino encantado
onde todos serão felizes.
Seduz, mas como tudo um dia
terá seu fim e outras crenças poderão e substituirão o cristianismo, pois esse
peca pelas inverdades.
Profeta: É
um indivíduo que “alega” ter tido um contato sobrenatural ou divino. (dúvida).
Premonição: É
uma sensação ou advertência antecipado do que vai acontecer. Presságio. (fato).




























