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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Deus.




“A Deo rex, a rege lex”, que traduzindo teremos “O Rei vem de Deus, a Lei vem do Rei”. Ou seja, os reis vêm de deus ou são deuses, são sagrados e, portanto, suas leis devem ser cegamente obedecidas.

Partindo disto vamos ver que ao longo da história o uso da palavra deus provoca em seus ouvintes uma mistura de medo, ternura e “verdade a ser seguida”, além de provocarem nas pessoas uma espécie de transe profundo e hipnótico. Isto ocorre devido às incertezas, aos medos e em muitíssimos casos o medo da fome ou a fome em si resultante da falta de desenvolvimento socioeconômico. Pessoas bem estruturadas intelectual e socialmente são mais propensas ao ateísmo, já o contrário acontece onde o baixo nível cultural e social despenca, visto como exemplo os países mais pobres do mundo ter os maiores percentuais de teístas, já nos países mais desenvolvidos, como nos países nórdicos o ateísmo supera 70% de suas populações, que são mais felizes, seguras e honestas. E valendo-se destes medos vivaldinos, corruptos e espertalhões ao longo de milênios disseram-se deuses e a esmagadora maioria acreditou. Sendo que um dos casos mais conhecido foram os reis deuses do Egito entre outros. 

Os Reis, coisa tão antiga quanto à história cometeram muitas atrocidades, pois reis e deuses eram a mesmíssima coisa. A tirania vestida com uma falsa capa de divino provocava no povo parvo, adoração e medo, o que não mudou, pois o que vemos hoje são espertalhões iludindo o povo com surrado e mal escrito livro dito sagrado, cheio de contradições, perversidades e histórias mal contadas e desse povo alienado tirando seu fausto sustento, enriquecendo e querendo mandar mais do que chefes de estados e em alguns casos realmente mandam mais.

Obviamente temos muitos países teístas, mas não teocráticos, por tradição e cultura e isto ocorre devido a dois mil anos de forte lavagem cerebral, pois é de pequeno que se entorta o pepino e que leva mesmo pessoas bem escolarizadas a acreditarem num ser invisível que tudo criou, tempo e espaço. Porém se o espaço foi criado à pergunta que fica no ar é onde estava esse ser que dizem ser eterno se não havia espaço. 

O medo era imposto através de atos e fatos. A própria bíblia nos mostra um deus mau e vingativo, além de incompetente e arrependido de seus atos, e extremamente vaidoso, coisa que os reis também eram, porém não havia entre eles o arrependimento.

Ora, pois, como esse ser invisível onipotente e onisciente se arrependeria de sua obra? Ele não saberia de antemão que daria errado para arrepender-se?


E os reis, baseando-se no crer doentio do povo ousaram dizerem-se “deus” e disto tiraram proveito. O que quase nada mudou em milhares de anos, e hoje vemos qualquer pústula usando o nome de deus para iludir exércitos infindáveis de condutopatas em visíveis transtornos psiquiátricos seguindo seus gurus feito robôs. 

Calígula, despótico, mau caráter, promíscuo e louco, se intitulou deus e todos acreditaram e até um templo em sua honra e louvor foi erigido e ali o povo romano ia para orar e pedir benesses ao deus Calígula. 


O Imperador Hirohito do Japão, até 1945 era o deus na Terra, ou seja, o povo japonês cria que se tratava de um deus, e assim era o povo educado para louvar sua presença e admirar sem ver, pois até olhar para o imperador era proibido.

César, o Júlio, assim como outros Césares, se achava deus, mas esse Júlio César morreu no ano 44 a/C. Porém o nome César que era o nome de família, que com o passar do tempo tornou-se um título, até há bem pouco tempo usado, como na Rússia Czar e na Alemanha o Kaiser, tudo originado no nome latino Caésar (César) ostentavam certas característica de divindade. Esses Césares romanos também se sentiam e diziam-se deuses e assim eram considerados pelo populacho e principal e cegamente pela soldadesca, que era capaz de morrer por esse falso deus.

Mas houve um profeta de nome Yeshua, nada mais que um profeta (Lucas 24, 19 “Jesus de Nazaré foi um profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e do povo".) que com o tempo esse profeta foi promovido pelo concílio de Nicéia ao posto de Deus acumulando as funções de Espírito Santo e filho de Deus e que segundo Leão X não passava de uma lenda que muito dinheiro dava à Igreja, ousou dizer, segundo os evangelhos sinóticos “Reddite Caesari quod est Caesaris, et Deo quod est Dei” - “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, e isto foi o bastante para que a cúpula romana o mandasse matar.

Uma vez dita essa frase o que podemos concluir?

Se der a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, estaremos afirmando que César não é deus, pois estaremos dividindo as coisas para um e para outro. Lembrando que nessa época governava Roma o nascido Tibérius Claudius Nero, depois Tibérius Julius Caesar e quando de sua ascensão passou a Tibérius Julius Caesar Augustus que ficou como máximo governante do Império Romano do ano 14 a.C até ser assassinado no ano 37.


E foi, Yeshua, o infeliz profeta, como dezenas de milhares de outros homens no decorrer do Império Romano crucificado. Morreu e não ressuscitou. Só não ressuscitou como jamais voltará, a não ser que o desespero, e na extrema ignorância e ingenuidade humana venham no futuro a acreditar que algum espertalhão ou louco seja Jesus ressuscitado. O que não é de se admirar, pois temos aqui no Brasil um ser folclórico que se diz Jesus, autodenominado Inri, que é seguido por uma imensa massa patética e delirante.

E o que é patético que esse tal Jesus não está nem aí para os bilhões de seres humanos que morreram nesses dois mil anos e estão no limbo esperando ser por ele levados a presença de Deus, o que acontecerá com a sua vinda. Mas quando? Nunca. Datas foram marcadas para a sua vinda e nada. Nem te ligo.

Depois, tudo o que se sabe de Yeshua, após sua morte são coisas já contaminadas tanto no aumentativo quanto no superlativo. Tudo que se tem sobre o pós-morte desse profeta chamado Yeshua foram lendas contadas por quem não encontrando um final feliz para aquele desfortunado homem, já que as últimas folhas do livro de Flavius Josefo haviam sido com o tempo perdidas e querendo edificar sobre ele uma nova religião, pois ele Jesus era judeu e professava o Judaísmo, que morreu e nada mais se sabe de sua história, foram coisas inventadas e usadas pelos recém-aparecidos cristãos como sendo ele a pedra basilar desta insana história que pela repetição alucinada, verdadeira lavagem cerebral domina grande parte da humanidade, onde pessoas choram, matam e morrem por essa fábula.

E assim aproveitando-se da ignorância do povo os espertalhões foram mundo a fora dizendo ser ele Deus e o que é pior, o povo acreditou e acredita. Mas Jesus não passa de um profeta. E assim é considerado pelo Islamismo, pelo Judaísmo e pelo resto dos 2/3 da humanidade.

Mas de falsidades em falsidades, de deturpações em deturpações, de mentiras em mentiras, de escritos em escritos foram construindo uma ideia que domina o imaginário de tal forma que é quase impossível imaginar uma sociedade sem essa presença, já que nascemos ouvindo, somos ensinados desde tenra idade a acreditar em um homem invisível que a tudo observa e pune. Uma lavagem cerebral doentia e maléfica. Ou esse deus é mal intencionado ou não está nem aí para o sofrimento humano:

É o deus mau, pois é melhor ser temido do que amado, e isto rolou por muito tempo na cabecinha de papas, bispos, padres e reis, basta conhecer a verdadeira história do cristianismo, do islamismo e do mais antigo, o judaísmo, seitas normativas que suas malfeitas cópias tanto o cristianismo como o islamismo inventaram até um demônio para assim assustar e manter o povo preso pelo medo de um fogo eterno inexistente.



Em uma de suas últimas e bombásticas declarações, o Papa Francisco, maravilhosa figura que oxigenou a igreja, disse e não mandou dizer que o Demônio e o inferno não existem para desespero de evangélicos atormentados, que mais falam no demônio do que no próprio deus lendário. 


De fragmentos e historietas mal contadas, vindas do meio de pessoas totalmente analfabetas fizeram ao passar de dois mil anos uma seita que domina 1/3 da humanidade e milhões e milhões de livros foram escritos a partir desses fragmentos, e não preciso dizer que – “quem conta um conto aumenta um ponto”. Não se faz necessário gastar neurônios para saber como a lenda se propagou através do tempo e domina a mente mesmo de pessoas bem escolarizadas, esquecendo que essa foi uma história inventada no meio de um povo cuja esmagadora maioria tinha um conhecimento menor que qualquer criancinha da atualidade, mas que consegue dominar não só pessoas simples e ingênuas como pessoas atiladas e com muito conhecimento, pois o medo, o desespero e a incerteza das coisas nos faz crer em um reino maravilhoso, ou seja, mais um conto irreal que seduz. Um reino encantado onde todos serão felizes.


Seduz, mas como tudo um dia terá seu fim e outras crenças poderão e substituirão o cristianismo, pois esse peca pelas inverdades.

Profeta: É um indivíduo que “alega” ter tido um contato sobrenatural ou divino. (dúvida).

Premonição: É uma sensação ou advertência antecipado do que vai acontecer. Presságio. (fato).

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Neve, Granizo e Geada





Por ser um imenso país, bem maior que a Europa Ocidental, curiosos fatores o tornam um país de extremos.


Nestes últimos dias nos deparamos com a caída vertiginosa das temperaturas que há muitos anos não sentíamos



No Rio Grande do Sul, na Região da Serra Gaúcha e nas Serras do Estado de Santa Catarina, as temperaturas caíram a baixo de 10 graus negativos, o que trouxe muitos turistas de outros Estados Brasileiros para assistirem a queda de neve e sofrerem com o frio. 


Entretanto o que mais assustou tanto os Gaúchos como os Barrigas Verdes foram as chuvas violentas de granizo que em muitas cidades camadas de gelo permaneciam amontoadas nas manhãs seguintes.




Até na minha Canoas, onde a temperatura despencou houve muita devastação pela queda de granizo, pelotas maiores que um ovo de galinha destelharam inúmeras residências e fizeram um estrago em muitos automóveis que tiveram sua lataria amassada e seus para-brisas quebrados.



Mas tche bagual, estou aperado nos trinques e de coração estreleiro, até o meu bichará de lã saiu do baú e o lenço maragato não sai do pescoço e passo a manhã na soleira da sacada pegando um solito e bombeando as pinguanchitas enroladitas que passam pela rua, que de tão frio até andam menos algariadas e os piás caborteiros andam encorujados, feito caburé e com seus canguás enterrados até las orejas.



Nas regiões mais úmidas onde o orvalho cobria os campos e casas houve formação de geada deixando tudo branco e nos brindando com uma gama de imagens muito belas e até bizarras.




Alguns menos avisados dizem que “caiu geada”, entretanto geada não cai, é um fenômeno que acorre devido a um fenômeno chamado advecção de massa de ar polar, igualito com o que ocorre dentro da geladeira, a água congela no freezer, mas não cai de lugar nenhum, apenas congela. Esse mesmo processo ocorre na natureza onde a umidade ou mesmo poças d’água viram pedras de gelo ou congelam dentro de canos interrompendo o abastecimento quando exposto ao tempo.



Por outro lado a neve cai, assim como a chuva, só o que não cai é a geada e os preços, a tal ponto que esse ano não fiz o tão esperado mocotó. Mas que barbaridade!



E a previsão é mais frio.



Oigalê porqueira! É para o baicuára ficar bicudo de tanto tomar chimarrão bem quente , cheio de jujo, para enfrentar o frio e o bacudo que pode, fica enroladito nos pelegos dentro do rancho ou a beira do velho fogão a lenha e nem te ligo. Já os borrachos vão para o bolicho encher a cara com uma caña de Santo Antônio, que a friaca passa folheirita no más.


Entonces tá! 


Fui



Mas vou tapado de frio, mas em manga de camisa.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Negros. Quem somos?




Escrever sobre o racismo ou sobre a escravidão são coisas já escritas, debatidas, mostradas e sabidas, dentre todos os males muito bem organizados e incentivados pelas ditas escrituras sagradas, também já sabemos, inclusive que o Santo, pedra basilar da Igreja Católica e deixou escrito que “tu terás no reino dos céus os mesmos escravos que tivesses na Terra”, sendo que esse livro é guia não só para os católicos como para todos os que acreditam na religião judaico-cristã, que de forma ordenada, organizada e malévola não só incentiva como organiza e qualifica o escravo e nisso é pródiga em ensinamentos de submissão, inclusive dizendo que é agradável aos olhos de deus ver alguém sofrendo agravos. Vejas bem, “é agradável aos olhos de deus”.



Quem estudou a história das religiões, como eu ou leu pormenorizadamente as ditas palavras de deus constante da bíblia, dita também sagrada, plágio feito dos livros judaicos de Esdras e Daniel, que por sua vez são cópias de outros escritos e de outros povos, ou teve contato com o corão, também uma mal feita cópia, deparou-se com escritos nojentos, escabrosos e cruéis sobre povos diferentes, mas que, com o passar dos tempos as maiores vítimas foram os negros, e quando escrevo negro não estou me referindo a apenas um tipo de povo e sim de dezenas de povos diferentes física e culturalmente de pele escura, o que me leva a questionar muitos negros que nesse livro que verte maldade e morte acreditam, já que esse deus Yavé ou Jeová os amaldiçoou. Portanto, tantos os brancos como os negros de princípios morais, éticos e humanitários elevados deveriam repudiar com veemência esse livro contraditório e malévolo, pois de santo não tem nada, são fábulas, cópias mal feitas, plágios, mentiras, ruindades e contradições, em um livro que se torcido escorreria sangue.






Não é por menos que os cristãos botaram essas escrituras goela a baixo dos diferentes povos africanos, assim sendo muitos seriam cruelmente tratados e se resignariam ao sofrimento acreditando que um deus, seja o nome que possua, os tenha amaldiçoado e os relegado a terceiro plano, pois muitos eram mais maltratados do que mulas e cabras, mesmo assim passaram a acreditar nesse livro, se o mais lido do mundo, é também o mais vil, cruel e danoso livro de toda a história.




Pior que os escritos, pior que a escravidão, pior que os maus tratos, os negros tiveram suas raízes deliberada e organizadamente ceifadas, numa tentativa que supera todas as barbáries já feitas a diferentes povos, tão nocivas quanto as feitas aos judeus dos tempos do Holocausto pela Alemanha.



Essa grande barbárie foi apagar a história desses povos escravizados, foi o de apagar sua genealogia, se bem que a esmagadora maioria dá de ombros, não se importando de onde veio, pois para muitos, o que importa saber de seus bisavós ou tataravós? Nem precisamos ir longe, não precisamos falar sobre outras terras, vamos nos focar apenas no Brasil, onde a escravidão foi à base daquela sociedade, como a de hoje extremamente hipócrita e onde encontrava-se o maior número de negros escravizados no mundo, insensível e como todas as sociedades, extremamente cruel.


A iniciar pela separação de famílias, pela coisa organizada e sádica de evitar que negros de uma mesma família ou etnia permanecessem juntos. Assim se estaria idiotizando os remanescentes, que sem sua história e tradições perderiam suas identidades. Para tal até mesmo os nomes de famílias foram substituídos, apagando-se assim o passado, e não há, até prova em contrário que exista no Brasil negros que guardem seus nomes africanos, quanto mais os seus sobrenomes. Sendo que os nomes mais comuns entre eles são Maria, João e José, e agora com essa onda americanista que domina a mente de milhões de brasileiros apareceram os Michaels, Jeffersons, Washingtons e outros.

Os sobrenomes como Kuti, Xito, Tutu, Soyinka, Achebe, Ngozi, Adichie, Thiong’o, Abacha, Mengestu, Mabanckou, Tansi, Oyono, Kourouma, Dadié, Waberi, Mandela, Hampáté Bá, Tadio, Armah, p’Bitek, Wainaina, Marechera, Aidoo, Busia, Dangarembga e tantos outros sumiram, sumiram para apagar qualquer vestígio de história dos povo negros escravizados.




Esse crime, como todos os crimes de escravidão jamais foram a julgamento, a não ser na revolta haitiana, aonde os negros dizimaram fisicamente os seus algozes cristãos brancos, numa das maiores vinganças, que de tão justa e brutal levou o Haiti a essa infinita pobreza, pois as nações brancas, tal como os EUA fizeram com Cuba, bloquearam o Haiti por sessenta anos, com a finalidade de matar de fome toda a população daquela metade da ilha, onde se encontra também a República Dominicana, além de pesadas multas impostas pela França, o que até hoje aniquila o povo haitiano, lembrando que de 1915 a 1934 os EUA invadiram e dominaram o país, numa escancarada agressão, apoiada talvez no Big Stik, que muitos livros de história omitem e quase ninguém fala.


Hoje encontramos no Brasil milhões de negros sem conhecer sua verdadeira etnia, sem conhecer seus nomes originais de famílias, sem saber que quando nos referimos aos negros, o que vem a nossa mente é a mãe África, porém não se sabe e muitos negros também não qual é a sua procedência e qual é a sua verdadeira “raça”, pois ardilosamente tudo foi colocado como negro, porém isto é uma classificação racial para os seres humanos, como um fenótipo de pele escura, porém se são de um ou de outro ramo racial não são assim vistos e muitos por total ignorância e racismo ainda dizem – negro é negro. Então vejam a série de fotos abaixo e digam se negro é apenas negro. 




Não notar as diferenças que existem entre diferentes povos africanos, e não me refiro a indumentária, é como não achar diferença entre um alemão e um português, entre um polonês e um espanhol ou entre belga e russo. Observem os tipos físicos, cores que não são fruto de miscigenação, pois o negro mais claro desta foto representa um dos povos mais antigos, talvez o mais antigo representante da raça humana.


Só para se ter uma ideia, assim como a Europa está compartimentada em diversos tipos humanos que vão do  lapões aos italianos, dos russos aos holandeses, dos croatas aos sérvios, na África há somente no sul do continente povos totalmente diferentes não só em sua cultura como nos seus atributos físicos como os zulus, xhosa, basotho, bapedi, venda, tswa  na, tsonga, swazi, ndebele, sem falar nos arqui-inimigos tutsis e hutus de Ruanda e arredores totalmente diferentes fisicamente.


Nada tenho contra a eugenia não forçada, porém também nada tenho contra a miscigenação tão gratificante, que forma tipos raciais interessantes, porém para muitos visto como um empecilho. Pois para muitos racistas o cruzamento entre um representante do povo himba e um do povo massai resultaria apenas no nascimento de mais um negro, mas não é assim tão simples, pois se fosse estariam perdendo sua identidade, e milhões perderam essa identidade pela constante e organizada miscigenação. É mais fácil notar a enorme diferença racial entre um himba e um massai do que de um russo e um alemão, para tal as fotos que se seguem mostram bem essa diferença, porém muitos vão dizer que se trata de duas mulheres negras uma russa e uma alemã.





Por quê?


Porque não dizem uma mulher himba, uma mulher massai, uma mulher russa e uma mulher alemã.


Não, dirá um racista! Negro é negro, já o alemão é raça pura e o russo é inferior ao alemão, o que ainda povoa a mente de muitos racistas idiotizados pela propaganda racista e pelos adoradores de Hitler.




Puro e asqueroso racismo, a começar que não existe raça pura, todas descendem de uma raça negra e que muito provavelmente os mais antigos representantes desta raça dita humana, sejam os bosquímanos, na verdade San, ou povo San. Esses por sua vez foram totalmente extintos de muitas áreas ancestrais sendo mortos deliberadamente pelos malditos brancos racistas que dominaram o continente africano. Os bosquímanos que assim são chamados por terem os europeus os encontrado em bosques, daí o nome, hoje restam apenas por volta de 80 mil indivíduos e estão fadados ao desaparecimento.


Portanto no Brasil a coisa foi tão danosa que hoje muitos negros não sabem suas origens, e de onde provêm seus sobrenomes e tantas vezes foram cruzados com negros de diferentes povos que se torna difícil afirmar 




Os hipócritas cristãos que os escravizaram e que colocaram nomes de santos, dias ditos santificado ou o sobrenome de seus compradores, arrasando assim não só a identidade do infeliz, como sua história e personalidade não pagaram por essa perversidade. E um negro que se chamava Vemba, Kekelo, Chisola ou Kizwa, passou a ser chamado de Sebastião e seu sobrenome que seria Jamba, Ngozi ou Luango, passou a ser Silva, assim um homem chamado Kekelo Ngozi, passou de uma hora para outra de ser chamado de Bastião Silva, e seus filhos eram obrigados a serem batizados com nomes de santos cristãos e terem como sobrenome, geralmente, o sobrenome do “dono” ou senhor.


A miscigenação forçada na época da escravidão e o desrespeito brutal formou um amontoado de povos sem raízes palpáveis, sem uma história de seus ancestrais, e de seus ritos que redundaram mesmo que muitos procurem resgatar essa história não a conseguirá fazer com exatidão, pois o passado foi apagado, se liquidou a essência desses povos tão barbaramente explorados, não sabendo assim de que região vieram seus antepassados. Antepassados esses que foram miscigenados com outros que também não sabem ou tem uma vaga ideia de onde poderiam ter vindo, pois para cá vieram negros de diferentes origens, mais de 10 regiões diferentes. 


Por este motivo fica tão fácil hoje sabermos quando um negro é haitiano ou Senegalês, pois são diferentes em tudo, não só no falar como nas características físicas.


Seus ritos religiosos foram proibidos, o que hoje muitos religiosos tararacas querem fazer com o que sobrou e o que sobrou chamamos de sincretismo, o que levou os de religião de matriz africana a confundirem-se também achando que Iemanjá é a mesma coisa que Nossa Senhora dos Navegantes, inclusive festejada no mesmo dia. Já São Jorge, um cavaleiro da Capadócia que nada tem a ver com os ritos africanos passou a ser cultuado como sendo Ogum e São Sebastião como sendo Oxóssi, sendo que tanto Ogum como Oxóssi são milhares de anos anteriores ao próprio nascimento do cavaleiro chamado Jorge ou de um santo chamado Bastião.


Até nisto o apagão das culturas e seitas de origem africana sofreram e hoje rezam para a entidade errada, numa total confusão.


Visto tudo isto, há sim uma dívida muito grande com os negros, mas essa dívida advém de cristãos brancos que os escravizaram, mas como no caso alemão é uma culpa coletiva dos que aceitaram ou apoiaram tanto a escravidão como as barbáries nazistas. 


Há muito que fazer, porém, como sempre digo deve ser feito com base na escala social e não pela cor da pele. Pois devemos lembrar que no período escravagista grande parcela da população branca amargava também a miséria, a desnutrição e o desemprego, igual ou pior que um homem negro, libertos apenas dos trabalhos forçados do dos açoitamentos. 

                  E tem gente que vota nisto.