PS

PS

SEGUIDORES

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sangue Gaúcho






Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, la Pátria Gaucha.


Estas fotos foram feitas na Província de Buenos Aires. 



Dizem alguns mestres folcloristas brasileiros que não há sangue espanhol na composição do Gaúcho.




Buenas, entonces yo no soy Gaucho.




Mire usted:




Meu avô José Luís Pereira de Castro era Uruguaio, filho de Don Florisbelo Pereira de Castro, também Uruguaio, e neto de Don Supriano Pereira de Castro, Espanhol de Castilla la Nueva.




Toda minha família é entreverada com Uruguaios, Argentinos e acima de tudo entreverada com Charruas, Minuanos e índios do Tape. Claro está que aqui no Brasil. assim como no Uruguai. há nesgas mui grandes de sangue Português, que é Ibérico também.



Portanto esta afirmação desses doutores além de equivocada é mui infeliz, pois nosotros, Gaúchos ou Gauchos, que vivemos no Rio Grande do Sul, tanto na Campanha quanto nas Missões somos de mesma cepa que los Uruguaios y de los Argentinos de la Pampa.




Minha mulher como já publiquei neste blogue é uma Guria de Uruguaiana, neta de Don Pio Aurélio de los Santos, nascido em Paysandú, no Uruguai, y sua avó, Doña Maria Dolores de los Santos Haoys nasceu em Concórdia na República Argentina.




Toda minha família esta clavada neste tripé Rio Grande-Uruguai-Argentina.




Negar isto é negar o óbvio.




Y estas fotos, 15 no total, foram feitas na Província Bonaerense, portanto veja você que los Gauchos también son Argentinos, con la sangre de España y de los índios Pampeanos.




Buenos Aires é, sem dúvidas, o centro da expansão deste povo que hoje encontramos até no extremo sul do continente, espraiado pela Patagónia.




Escrevi entreverando o português com o espanhol porque é desta maneira que o homem da fronteira fala e se entende.


Alguém há de perguntar sobre os alemães e italianos, ora alemão é alemão e italiano é italiano e ponto.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Copa do Mundo 2014




Como já escrevi neste Blogue, fazer manifestações contra a Copa, depois de estarem prontos os estádios é malhar em ferro frio como fizeram algumas centenas de pessimistas, baderneiros e inconformados, que trocem para o Brasil se dar mal.



Torcem contra o Brasil enquanto Nação, pois são os analfabetos políticos, os inocentes úteis que servem de massa de manobra para aqueles que foram alijados do poder pelo voto democrático.

Tudo isto e mais um pouco poderia escrever sobre esses eternos inconformados, que acham que sabem alguma coisa, são na verdade os piores cegos, pois não querem enxergar as coisas.



Entretanto aí está a Copa, a mais linda e organizada de todos os tempos, e quem diz isto não sou eu e sim os grandes jornais Europeus.



Assim como o Galvão deve calar a boca, esses derrotistas que torcem contra a Nação estão sendo calados pelo entusiasmo do povo, pelos lucros dos empresários que investiram muito nesta copa, e não me refiro aos grandes empreendedores e sim naquele que vende cachorro-quente, bonés, camisetas, sorvetes e refri. Esses sentirão falta dos turistas que vieram ao Brasil ver suas seleções, pois além de trazerem muitos dólares ainda deram uma alavancada em centenas de milhares de novos empregos para os brasileiros lutadores, não me refiro aos vagabundos que só sabem reclamar.


Parabéns a todos que com alegria e civilidade enchem nossos estádios, hotéis, bares, cafés, restaurantes e tudo mais.

Azar dos parasitas que torcem contra a Nação.

Azar dos analfabetos que diziam que os estádios não ficariam prontos e patati, patatá.

Burros!



Aí está a maior e mais linda Copa do Mundo de Futebol, não importando quem seja o campeão, o importante é que o Brasil deu mostras ao Mundo do que somos capazes.



Os incapazes são os eternos descontentes que reclamam de tudo.

Nos dedos dos marionetes que foram às ruas manipulados por quem quer de todas as maneiras voltar ao poder.



Mas o povo ordeiro está vendo quem são esses vagabundos que querem tudo de mão beijada, mas que nunca botaram um trabalho no lombo.

Pois quem tem todo o tempo do mundo para andar pelas ruas badernando é porque não trabalha, bando de vagabundos, pústulas que servem de boi de piranha.



O Mundo está boquiaberto com o Brasil, com o povo brasileiro, o mundo está admirado com as coisas do Brasil, e o que ouço não só pela imprensa internacional como conversando com alguns desses milhares e milhares de turistas que vieram para o Brasil são coisa boas e salutares a respeito do MEU PAÍS.



E os bobalhões continuaram reclamando somente da saúde e educação.

Sabem por quê?

Porque eles não têm saúde mental muito menos educação.

Bando de parasitas.



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Histórias, Contos e Causos – IV









Corria o ano de 1977, viajava juntamente com um de meus vendedores de nome Roberto Martins Leite, pelo Mato Grosso, e chegamos à cidade de Poconé, após um dia de muita estrada.




Poconé, cujos índios chamavam aquela região de Beripoconé, foi fundada em 1781, por Antônio José Pinto de Figueiredo, cuja ata de fundação traz o nome de Arraial de São Pedro d’El Rey, e somente em 1831 era criado o município com a denominação de Vila de Poconé.


Estabelecemo-nos em um antigo hotel, tão antigo que a chave do quarto, já que não haviam apartamentos, era de ferro, enorme e pesada.


Após um bom banho fomos os dois para uma sala, junto a um jardim ao lado esquerdo do corredor e ali, sentados começamos a saborear um belo chimarrão.

Após um bom tempo papeando entre um mate e outro, ouvimos passos firmes pelo corredor cujo piso era de madeira, e em instantes um grupo de três paulistas entrou naquela sala em rumo ao seu quarto.

Um dos paulistas, que parecia ser o líder do grupo, um homem de quase quarenta anos, magro e alto, parou subitamente, cumprimentou-nos e mostrando todo o seu desconhecimento dos hábitos dos tomadores de chimarrão, aproximou-se de Roberto, um mato-grossense do sul, e rapidamente tirou-lhe a cuia da mão, inclusive batendo com a bomba nos seus dentes superiores, bem no momento em que este sorvia o amargo.

Indignado e vermelho de raiva Roberto ficou chocado com aquela intempestiva atitude do paulista, mas eu discretamente o sinalizei para nada dizer nem fazer.

O paulista antes mesmo de colocar a bomba na boca disse que gostava muito de mate, e sorveu uma única ver aquela água que pelo tempo que estávamos tomando mate, já se encontrava morna.

Os outros dois paulistas, de botas de cano alto ficaram sorrindo e contemplando o estrupício.

Este, após ter dado apenas uma “chupada” no mate, entregou a cuia a Roberto, que continuava rubro de raiva.

Perguntei então ao paulista, já que ele gostava de chimarrão se eles aceitariam a tomar um mate na manhã seguinte, antes do café.

Os três sorrindo aceitaram de vereda.

Continuei conversando com Roberto enquanto os três iam-se para o seu quarto.

Disse então a Roberto, deixe comigo, que amanhã vou acordá-los cedo para um mate.

Passando a meia noite, momento em que já havia dormido um belo sono, ouvi passos e falas no corredor, eram os três paulistas chegando de algum surungo ou tasca.

Os meus pensamentos fizeram com que eu desse um sorriso maleva.

Naquela manhã, temprano acordei, era quando muito quatro horas. A noite ainda se fazia presente, e provavelmente a Boieira ainda estava no céu, espargindo brilho e beleza.

Levantai-me, acordei Roberto que dormia a sono solto e após a passagem obrigatória pelo bateclô, pedi a Roberto que fosse acordar os paulistas para estes tomarem chimarrão em nossa companhia.

Enquanto isto, dirigi-me a cozinha do hotel que já estava com o fogão caipira fumegando mais do que maria-fumaça, onde panelas de leite e chaleiras d’água já estavam sendo preparadas para o café dos hóspedes, que era servido a partir das seis horas.

Em uma chaleira pequena que me havia sido entregue pelo funcionário do hotel, botei água já quase fervida e deixei mais um pouco, para que a mesma quase chegasse ao ponto de fervura, já que os que são habituados a tomar mate sabem que a água não pode ferver para não queimar e tirar o gosto da erva.




Havia preparado um mate daqueles bem soltinhos, que o vivente não precisava nem chupar para a água folheirita verter no bocal da bamba.

Mas bah! Vai ser a coisa mais linda.

Dirigi-me então com a cuia na mão esquerda e o termo, com aquela água escaldante na mão direita, e sentei-me no mesmo lugar em que estava na tarde anterior.

O dia não havia clareado e já Roberto havia me dito que os três estavam se aprontando para a rodada de chimarrão.

KKKKK. É hoje que a égua vai sair bufando campo a fora.

Dito e feito.

Tão logo os três paulistas sonolentos chegaram àquela sala, cuja porta para o jardim estava aberta, o dia anunciava as primeiras luzes do Sol que nascia naquele belo recanto do Mato Grosso, em Poconé, a porta para o Pantanal, olhei para os três bandeirantes, os cumprimentei e calmamente servi o mate derramando suavemente a água pelo costado do cano da bomba, para deixa-la mais quente com aquela água linda de pelar porco.




Enchi a cuia e a passei diretamente para o estrupício que no dia anterior havia mostrado tanta falta de conhecimento quanto ao tomar mate.

O quera sem pestanejar, lembrando-se do mate que havia no dia anterior tomado um gole, meio frio, foi com vontade de deu um enorme chupão naquela bomba.




Com a boca cheia de água quase fervendo, queimando-lhe  a língua, esse paulista num repente passou a cuia para as mão de um de seus parceiros e saiu correndo, desesperado corredor a fora em direção a frente do hotel, seguramente para cuspir aquela brasa.

Os outros dois sem saber o que estava acontecendo ficaram com a cuia na mão indecisos sem saber o que fazer, mas por vergonha permaneceram sentados até que depois de muito e muito tempo aquele que com a cuia estava conseguiu aos poucos tomar aquele mate.

Entregou-me a cuia e com o outro pediram licença e saíram também do hotel apressaditos.

O estrupício com vergonha e talvez ódio, naquele dia, enquanto permanecemos no hotel, não voltou e nunca mais vi a lata daquele baiquara.

Orre tasca!

Deve estar até hoje tentando curar a queimadura na língua.