A Segunda Guerra Mundial.
Quando o Brasil getulista
declarou guerra à Alemanha e começou os preparativos para mandar a Força
Expedicionária Brasileira (FEB) para os campos de batalha na Itália, mais uma vez o
povo pobre e humilde foi convocado para lutar em uma guerra feita pelas elites
reacionárias.
Com a esposa a seu lado sentada.
Um dos convocados foi o
nosso primo Dionodino Oliveira da Rosa, identidade militar nº 3G-C76.344.
Duas vezes lembro-me de visitas
rápidas feitas a nossa casa, ambas por volta de 10 horas da manhã e dela saindo
antes da 11 horas, provavelmente nos anos 1952 e 1953.
A última vez que o vi, era
um homem jovem que em minha ignorância ou ingenuidade de menino achava-o
triste, com o olhar meio perdido, e quando se foi ficamos a porta de nossa casa
vendo-o ir em seu caminhar lento pelo meio da rua empoeirada e só entramos quando ele sumiu ao chegar a então Avenida General Daltro Filho,
hoje Duque de Caxias, no Bairro Fragata em Pelotas, a mais ou menos 200 metros
de onde morávamos..
Nunca mais soubemos desse
primo de mamãe, apenas em minhas lembranças ficaram as histórias que ela
contava dele sobre sua participação nesse conflito mundial.
Da Guerra carregava as
agruras que havia passado combatendo o nazismo alemão o que mostrava em seu
olhar triste e distante.
