A Noite de São Bartolomeu.
Sem entrar no mérito das Cruzadas,
coisa estudada na escola e provavelmente de conhecimento geral que levou os “Demônios
de Olhos Azuis”, como eram chamados os Europeus pelos Árabes, a invadirem a
dita Terra Santa para de lá expulsarem os muçulmanos e tentar, pela força das
armas e da matança generalizada introduzir a fé Cristã, sob o beneplácito deste
deus sádico que observa a maldade e não intervém, o que prova ser mais uma
farsa religiosa ao estilo de Sauron, de “O Senhor dos
Anéis”, vamos ver o que acontecia dentro da Europa Ocidental no período da
chamada “Idade das Trevas”,
Saeculum Obscurum assim dito por Caesar Baronius em 1602,
referindo-se ao período de decadência cultural e econômica que se seguiu ao fim
do Império Romano do Ocidente, que vai das cercanias do Século V ao Século IX.
Lembrando que a Idade das Trevas está dentro da chamada Idade Média que inicia com
a queda de Roma estendendo-se até o Século XV.
Permanecendo no chamado
Saeculum Obscurum, vamos encontrar nesse período uma acérrima intervenção da
Igreja quanto ao desenvolvimento cultural. Esta proibia tudo, medicina,
matemática, astronomia e outros conhecimentos, o que levou a Europa a uma fase
de total ignorância e pobreza e abriu um fértil campo para a barbárie, para as
superstições e crendices. Mesmo com o passar desse período, avançando outros
Séculos, a Igreja mantinha a sociedade sob sua mão de ferro, com ferozes
mortandades nas fogueiras da dita Santa Inquisição, que teve seu começo no
Século VII na França para combater qualquer pensamento que os católicos
achassem heréticos. Coisa que continua até hoje, pois ser contrário a qualquer
coisa escrita na bíblia, crivada de erros e maldades, é ser chamado
pejorativamente de anticristo e por ai se estende toda a demência dos celerados
que fanaticamente seguem esse amontoado de coisas erradas e contraditórias, mas
não tem a capacidade de abrirem suas mentes para a razão e a primeira coisa que
passa por suas cabeças é uma vontade insana de matar a quem discorde de tais e
fantasiosas escrituras.
Com o Renascimento,
(Século XIV ao Século XVI), a Inquisição foi
ampliada, alcançando outros países, resultando na Inquisição Espanhola e
Portuguesa, que vai se estender pela Idade Moderna (1453-1789), principalmente
nas Américas onde índios, negros e outros eram forçadamente a se converterem ao
catolicismo e nesse caos milhões foram mortos em verdadeiros horrores de
torturas, mutilações, castrações e sangrias desnecessárias, mas sob os olhares
de um deus incompetente e celerado, que “via” a maldade e em momento algum interferiu.
Essas sangrias correram soltas principalmente no Peru e no México, mas também
em todo o continente, como o sucedido nos Estados Unidos da América com os
negros escravizados, torturados e mutilados e os índios que foram
impiedosamente dizimados pelos americanos protestantes que em uma mão levavam a
surrada bíblia “suvaquenta” e na outra uma arma para matar homens, mulheres e crianças
numa carnificina covarde e infame de fazer inveja a Adolf Hitler e seus séquito
macabro. E isto, lembrando que estávamos já no inicio da Idade Contemporânea
(1789 até hoje), mas como pretexto usavam as ditas palavras de deus, pois esta
não só organizam como incentivam a escravidão, o genocídio e a morte.
Índio mortos nas Américas, até crianças não eram poupadas.
E o que deus fez?
Nada.
Cem anos após o Inicio da
Idade Moderna, mais exatamente em 1572, em agosto daquele ano na Europa vamos
ter um acontecimento digno de registro, fora outros repulsivos acontecimentos
travados em nome do inefável senhor que pelo que parece se diverte com a
selvageria dos que usam o seu nome, pois mostram bem do que são capazes de fazer,
e aí não ficamos apenas com os católicos. A maldade foi generalizada e neste
barbarismo os “protestantes” luteranos, calvinistas, batistas e outros também
foram hábeis em matar, trucidar, esganar, queimar vivos, castrar, mutilar,
torturar. Isto se aplica a esmagadora maioria dos que creem, pois são maus,
vingativos e dominados pelas crendices absurdas que encontramos no chamado
livro sagrado, dominados por farsantes que se dizem os portadores da boa nova.
Boa nova que de tão velha já deveria ter morrido, mas insiste em atormentar,
enganar e manter seus cordeiros na mais profunda ignorância, negando o óbvio e
pregando o inverídico.
Também os seguidores do
Corão dão mostra diariamente de sua violência repulsiva em atentados terroristas,
guerras sangrentas, castrações, decapitações e outras maldades próprias dos que
creem e pregam o amor e o perdão.
Chegamos então à Noite de
São Bartolomeu:
Corria na França o ano de
1572 e Paris, mais tarde conhecida como a Cidade Luz foi o palco principal de
uma violência covarde perpetrada em nome de deus. Os católicos, verdugos
maléficos desta carnificina afirmam que foram apenas 2.000 mortos, porém os
huguenotes dizem que foram aproximadamente 70 mil o número de mortos nesta
noite sangrenta.
Esse massacre ocorreu dois
anos após Catarina de Médici ter oferecido uma trégua aos protestantes, mas
nessa macabra noite de agosto, nas primeiras horas iniciou o massacre
organizado dos protestantes huguenotes e se espalhou por outras cidades, como
Toulouse, Bordéus, Lyon e outras.
Nada.
Nada fez pelo mesmo motivo que
ninguém consegue cavalgar em um Unicórnio. Porque como vamos cavalgar numa
coisa que não existe.
Ah! Dirá um dominado por
essas crendices. Não foi deus quem fez o mal. Porém esses criacionistas
deveriam saber que, se deus criou o homem, ele criou a maldade animalesca,
covarde e sem sentido, pois a sua dita “criatura” em sua esmagadora maioria é a
coisa mais sórdida que já pisou na face da Terra. Má, agressiva, genocida,
pedófila, corrupta, covarde, intolerante, desumana, prepotente, vil, misógina,
racista, homofóbica, sanguinária e extremamente sádica, desonesta e despótica,
mas com todos estes adjetivos tem a soberba de se dizer filho de deus.
Quantos agora, neste
momento, lendo o que escrevi estão furiosos, rogando pragas para que eu morra,
rogando alguma doença grave para me calar, pedindo a seu deus que me puna
exemplarmente. É assim que agem os que fanaticamente creem nesse deus maléfico.
Se isso é criatura de deus o
demônio poderia se aposentar, pois está bem representado.
Certa vez disse Feuerbach,
“o deus do Homem é o próprio homem” e eu completo dizendo que: “o demônio do
homem é o próprio homem”.
Não se pode negar que as
religiões mais mal fizeram ao mundo do que bem e esse mal tende a crescer
desenfreadamente e mais guerras serão feitas em nome desse omisso deus que
incentiva a violência e a morte.
Até quando?
















